Arquivo do mês: junho 2008
CUIDADO!
A rebelião dos trouxas
Entre políticos e governantes, empresários e funcionários públicos, dos bem-nascidos aos miseráveis, a palavra de ordem parece uma só: promover e intermediar negócios escusos, corromper, assaltar, traficar, sonegar e, em maior ou menor grau, enriquecer. Sempre à custa dos cofres públicos e da sociedade.
É bom tomar cuidado, porque a corrupção se institucionaliza a passos rápidos. Quem não rouba, quem não se envolve em maracutaias, quem não aproveita a oportunidade de burlar a lei, passa a ser considerado anacrônico. Será que um dia assistiremos à rebelião dos trouxas, dos que não roubam? Mas, existirão eles em número suficiente para explodir as atuais estruturas postas em frangalhos?
Carlos Chagas, jornalista
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
SENADO FEDERAL
Paim: dois pesos e duas medidas
O senador Paulo Paim pediu com veemência, em pronunciamento na sessão do Senado de ontem, que a CPI do Detran do Rio Grande do Sul investigue incansavelmente os fatos para que nenhum envolvido deixe de ser punido exemplarmente. Seria muito bom que o senador, com toda a idoneidade e a imparcialidade que lhe são características, pedisse o mesmo em relação a todos os desvios e escândalos que têm surgido quase que diariamente no governo federal.
Maria Josefina Pinheiro (jo_2008@terra.com.br)
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
OPINIÃO
Escândalo de R$ 320 milhões
Estou satisfeito com minha intuição. Assim que a Variglog, subsidiária da Varig (um patrimônio da nossa história), comprou a empresa maior, registrei aqui a minha surpresa e espanto. Eu não sabia de nada, não tinha informação, não consegui me aprofundar na questão. Agora essa “compra e venda” se transformou num escândalo de 320 milhões. E a doação de uma das duas maiores empresas de aviação do Brasil.
Hélio Fernandes, jornalista
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
Comentário (I)
O “falso moralismo” de Lula
É sintomático o gesto do presidente Luiz Inácio da Silva de atacar duramente a legislação eleitoral e, três dias depois, reunir seus ministros para orientá-los sobre como agir nas campanhas municipais frente às restrições legais impostas ao poder público em períodos pré-eleitorais.
A rigor, tal reunião seria absolutamente desnecessária, bem como seriam dispensáveis lições para ensinar o que os ministros podem ou não fazer sem incorrer no risco de punições. Pelo simples fato de que nenhum deles ignora o significado das expressões uso da máquina e abuso de poder.
Dora Kramer, jornalista
- Notícias
- Comentários desativados em Comentário (I)
- Tweet This !
Câmara discute a CSS
O plenário da Câmara dos Deputados realiza, neste momento, discussão sobre as matérias da pauta de votação. O Líder do DEM, deputado ACM Neto (BA), pediu aos parlamentares que leiam o texto da criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), nova denominação para a velha CPMF, antes de votarem.
Segundo ACM Neto, a Câmara “vai manchar o Legislativo” se aprovar o novo tributo. Já o líder do Governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), reforçou a segurança da bancada sobre a aprovação da CSS e afirmou que a atitude da oposição “está retirando a oportunidade de evolução da saúde no Brasil”.
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
A inflação
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foram as estrelas da reunião de hoje da coordenação política do governo. Munidos de gráficos e tabelas, disseram que o Brasil vai ficar dentro da meta de inflação em 2008. Os outros ministros saíram da reunião exalando satisfação com os números apresentados e confiança no futuro. É bom ignorar essa reação. Afinal, não dá para esperar que ministros digam outra coisa na saída de uma reunião do governo.
A verdadeira notícia é: a preocupação com a inflação é tão grande que motivou uma exposição desse tipo. Quando Mantega e Meirelles dizem que o Brasil ficará dentro da meta, é bom prestar atenção redobrada. A meta é de 4,5%, com variação de dois pontos para cima ou para baixo. Pode ser 2,5% ou 6,5%. O primeiro índice está fora questão. Estamos mais próximos do segundo.
Mas a questão que realmente aflige quem está dentro ou fora do governo é outra. É verto que a inflação aumentará este ano. O problema é saber se será um aumento episódico ou se ele representa uma tendência. Se for o segundo caso, então temos motivos para nos preocupar, digam o que disserem os ministros.
Fonte: Gustavo Krieger, jornalista
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
PAC 2008: estados governados por partidos da base aliada são os maiores privilegiados
As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) realizadas em estados governados por partidos da base aliada do governo Lula estão com execução orçamentária melhor do que em unidades federativas comandadas por políticos da oposição. Entre os dez primeiros estados mais privilegiados com verbas do PAC em 2008, ano eleitoral, oito são governados por partidos aliados e cinco ainda estão entre os primeiros colocados (veja tabela). Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e incluem os chamados restos a pagar (dívidas de anos anteriores roladas para exercícios seguintes).
O Tocantins, governado por Marcelo Miranda (PMDB), é o dono da melhor colocação, em termos de execução orçamentária de obras do PAC, entre as 27 unidades federativas do país. O estado já recebeu R$ 226,6 milhões, até maio deste ano, de uma dotação prevista em orçamento de R$ 297,5 milhões. O montante pago equivale a 76% do total autorizado para 2008.
Clique aqui para ler na íntegra.
Fonte: contasabertas.com.br
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
Frase_3/10
“Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância.”
Barão de Itararé (1895-1971), vulgo Aparício Torelly, jornalista
- Notícias
- Comentários desativados em Frase_3/10
- Tweet This !
Gabeira: “Falta falar a mesma língua”
Embora lamente a recente saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, a quem considera séria e bem-intencionada, o deputado federal Fernando Gabeira, do Partido Verde, acha que existe agora uma boa oportunidade para o governo traçar uma política mais eficiente nessa área.
1 – Os jornais estrangeiros trataram a saída de Marina Silva e sua substituição por Carlos Minc no Ministério do Meio Ambiente como um retrato do fracasso brasileiro nessa área. O senhor concorda?Minc deixou claro que não vai negar toda a gestão de Marina. O problema não está nas pessoas que ocupam o Ministério do Meio Ambiente, mas na falta de uma política mais clara e efetiva. Falta o governo falar a mesma língua sobre o assunto.
2 – Quando assumiu o ministério, Marina Silva colocou ativistas radicais de ONGs em postos-chave da pasta. Isso não contribuiu para aumentar a confusão?A pauta das ONGs não pode ser mais importante do que os interesses do país. O fato de essas entidades serem contra questões como os transgênicos não pode definir a posição do Brasil sobre esses assuntos. E foi isso o que acabou acontecendo.
3 – Foi por isso que perdemos muito tempo com os processos de aprovação de sementes? Sim.
A posição do Brasil não foi clara. Primeiro, proibimos. Depois, fomos forçados a liberar por causa da pressão das plantações clandestinas que utilizavam transgênicos. Deveríamos fazer como o Canadá. O país liberou a prática, mas criou um sistema muito rígido de fiscalização. Quando se planta sem liberação, o governo vai lá e confisca.
4 – No passado, o senhor também já atuou como um ambientalista fervoroso. Com o tempo, acabou revendo essa posição. Por que os ecologistas brasileiros de hoje têm dificuldade para abandonar as bandeiras mais radicais?Essas grandes mudanças históricas levam um tempo para ser absorvidas. Foi assim com as esquerdas, após a queda do Muro de Berlim. Acredito que algo semelhante deve acontecer com as ONGs nos próximos anos. Com o tempo, elas devem abandonar suas bandeiras mais radicais.
5 – O mundo inteiro tem dificuldade em encontrar um meio-termo entre desenvolvimento econômico e respeito à natureza. Existem particularidades brasileiras que dificultam ainda mais o encontro de um meio-termo?O Brasil é uma potência mundial no agronegócio. Em razão disso, no país, a floresta está constantemente sob a pressão de abertura de novas fronteiras agrícolas.
6 – Ao assumir o ministério, Carlos Minc disse que os agricultores são responsáveis pelo desmatamento da Amazônia. Ele tem razão? De fato, ainda há produtores que agem à margem da lei. Cada vez mais, porém, vai ser possível um entendimento com empresários do agronegócio, porque o consumo internacional é muito exigente e desempenha um papel a favor das questões de preservação. E todos convergem para uma posição consensual, ou seja, a de permitir o plantio apenas em determinadas áreas.
7 – Qual é hoje o principal desafio do país na área ambiental?É achar um caminho de desenvolvimento sustentável da Amazônia. A floresta preservada é mais importante que a floresta destruída. Não só em termos ambientais mas também econômicos.
Fonte: Revista Exame/Tiago Maranhão
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !

Comentários Recentes