Arquivo do mês: junho 2008
Ex-diretora da Anac diz que provará ter falado a verdade sobre venda da Varig
A ex-diretora da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) Denise Abreu começou por volta das 10h40 sua explanação à Comissão de Infra-Estrutura do Senado a respeito das denúncias que fez sobre o favorecimento, por parte do governo, à venda da Varig e da VarigLog ao fundo americano Matlin Patterson e aos três sócios brasileiros.
Abreu chegou à comissão com uma mala cheia de documentos, motivo pelo qual pediu segurança reforçada ao Senado. Na entrada, afirmou: “eu trouxe todos os documentos para comprovar que eu disse a verdade”.
Ela iniciou o seu discurso no Senado evocando a Bíblia, mais especificamente os versículos 16 e 17 do Capítulo 3 de Eclesiastes. (“Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade / Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra”).
Sobre sua situação na Anac, disse que renunciou ao cargo de diretora porque percebeu que a agência não tinha nenhuma estrutura nem independência para controlar o setor aéreo.
O depoimento de Denise Abreu é considerado o principal nesta quarta-feira. Além dela, outras 11 pessoas serão ouvidas. Hoje devem falar o ex-procurador-geral da Anac João Ilídio de Lima Filho, o juiz da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Luiz Roberto Ayoub, o procurador Manuel Felipe Brandão e os ex-diretores da Anac Leur Lomanto e Jorge Veloso.
Na próxima semana, os convidados são o advogado Roberto Teixeira e os três sócios brasileiros, que compraram as empresas, Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel.
As acusações da ex-diretora já foram rebatidas pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e várias autoridades federais. Segundo os governistas, as acusações são improcedentes.
Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Abreu afirmou que Dilma a desestimulou a pedir documentos que comprovassem a capacidade financeira dos três sócios para comprar a empresa, já que a lei proíbe estrangeiros de possuir mais de 20% do capital das companhias aéreas.
Fonte: Uol News
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História – há 38 anos…
11/06/1970 – O sequestro do embaixador alemão

11 de junho de 1970 – O sequestro do embaixador
O Embaixador da Alemanha no Brasil, Sr. Ehrenfried von Holleben, 61 anos e 4 de Brasil, foi sequestrado por guerrilheiros urbanos, no Rio de Janeiro. A operação não durou mais de dois minutos; quando o Mercedes Benz do embaixador, acompanhado por uma Variant com dois agentes de segurança, subia a Rua Cândido Mendes, na Glória, atiraram duas vezes nas lâmpadas da rua. Era o sinal para que uma pick-up, com duas pessoas, interceptasse o carro do embaixador.Homens armados de metralhadoras apareceram e metralharam a Variant .
O motorista policial caiu gravemente ferido. Outro seqüestrador chegou junto à janela do Mercedes e, antes que o agente conseguisse sacar a arma levou um tiro de revólver na cabeça.
O diplomata foi retirado de seu carro e levado ou para outro veículo que participava da operação, saindo em disparada. O primeiro comunicado exigia: “Até o momento os critérios adotados para a liberação dos diplomatas que fizemos prisioneiros políticos eram a sua importância nas relações internacionais e o nível de ligações econômicas com a ditadura brasileira. A partir de agora esses critérios ficam abolidos, e estabeleceremos um mínimo de presos a serem trocados por qualquer diplomata de qualquer país”.
Foi solicitado a liberação de 40 presos políticos. O Brasil vivia a era da repressão política e cultural, sem liberdade de imprensa, com os diretórios estudantis fechados, casas invadidas e pessoas desaparecidas. A esquerda se armou com a formação de vários grupos revolucionários. Assaltos a bancos, roubos de armas em quartéis, assaltos a carros fortes eram formas de angariar dinheiro para financiar a luta. >
Organizações contra a ditadura
O sequestro durou 5 dias com diversas mensagens trocadas entre os governos brasileiro e alemão. No dia 15, os 40 presos chegavam na Argélia, em avião da Varig. O embaixador foi libertado no dia seguinte. O sequestro foi realizado pela VPR – Vangauarda Popular Revolucionária e pela FLN – Frente de Libertação Nacional.
Teve a participação de 19 militantes, dentre os que decidiram, os que planejaram, os que executaram a ação e os que a apoiaram. Nos depoimentos à autoridades, o embaixador Holleben nada falou sobre suas conversas com os sequestradores.
Fonte: CPDOC/JB
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AMAZÔNIA
Exército impede presença do general Heleno em debate
O comandante do Exército brasileiro, general Enzo Martins Peri, impediu que o general Augusto Heleno participasse de um debate sobre a internacionalização da Amazônia na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, de acordo com a entidade. O evento está marcado para hoje, dia 10.
De acordo com a OAB, o general Peri entrou em contato com o chefe de gabinete da OAB – responsável pelos convites – e informou que o Augusto Heleno não participaria do evento. Heleno gerou polêmica em meados de abril, ao afirmar que a política indigenista brasileira era “lamentável”. Ainda segundo a OAB, não foram dadas mais explicações para a ausência do general.
A OAB confirma a participação da ex-ministra do Meio Ambiente, senadora Marina Silva, no evento. Outros dois ministros, diz a OAB, confirmaram presença: Tarso Genro (Justiça), Nelson Jobim (Defesa) e Roberto Mangabeira Unger (Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo).
Procurado por Terra Magazine, o Exército não se manifestou sobre o veto da participação do general Augusto Heleno. A assessoria de imprensa solicitou o envio da solicitação por e-mail, que não foi respondido até o momento.
Raphael Prado, jornalista (Terra Magazine)
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Artigo saído n’ O JORNAL DE NATAL. Nas bancas
CPI dos Cartões, menosprezo da opinião pública
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br
A chamada “grande imprensa” através dos setoristas do Congresso Nacional e dos articulistas independentes, usou e abusou das críticas ao encerramento desavergonhado da CPI dos Cartões Corporativos. A censura procede; o que considero inaceitável é falar de “pizza”.
O fim melancólico dos trabalhos não merece uma comparação culinária. O que o Palácio do Planalto botou no forno não foi a famosa massa que é mais nova-iorquina e paulista do que italiana… O que assou na lenha do desmatamento amazônico foi a seriedade do comportamento político recheado com a credibilidade do Poder Legislativo.
Sabemos que é coisa nossa, contemporânea, o desrespeito às instituições republicanas desde que os costumes da pelegagem sindical tornaram-se usuais no Palácio do Planalto.
O raciocínio é simples: se o presidente da República usa e abusa do desprezo pela Lei, do elogio à impunidade e do desdém pela opinião pública, o que podemos esperar dos seus companheiros de partido e dos parceiros arrivistas e oportunistas?
É por isso que as improbidades administrativas do PT-governo ficam impunes. Basta o Planalto acionar os parlamentares presos pela coleira dos mensalões, e eis formada uma maioria sem honra e sem moral, descomprometida com os interesses nacionais.
No caso especial dos cartões corporativos foi muito pior. Pelo menos perpassou nos nossos olhos que o lulismo-petismo e o tucanato convergiram para evitar abrir – e levar ao conhecimento popular – os gastos palacianos e ministeriais, de FHC e de Lula.
Este resguardo dos governantes, evitando mostrar os desregramentos no uso da coisa pública, é em si mesmo uma imoralidade. Menos pela nojenta prática dos poderosos em tratar o Erário como propriedade particular do que pelo exemplo oferecido às novas gerações.
Exemplo já seguido por prefeitos e vereadores por este Brasil afora. Com raras e respeitáveis exceções, os escândalos e o roubo dos bens do Estado tornaram-se comuns a nível municipal. Quanto aos estados, não é estranho aos governos recém-eleitos, o rastro da desonestidade dos seus antecessores.
Esta situação é grave. E, evidentemente não serão as denúncias jornalísticas de CPIs abafadas nem o episódio patético dos “relatórios paralelos” de uma oposição de fancaria, que satisfarão à cidadania ciosa de decoro e de decência dos governantes.
A CPI dos Cartões Corporativos não abriu sequer esperançosas perspectivas de mudanças éticas do Congresso Nacional. Pelo contrário, deixou claro – de uma clareza meridiana – que os ilícitos praticados pelo bando de Lula da Silva, deixando sem um simples reparo o crime praticado pelos auxiliares da ministra Dilma Rousseff e dela própria.
É triste deixar sem uma advertência, por menor que fosse, os autores do chamado Dossiê FHC. Fica mal que a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, a diretora de Recursos Logísticos da Casa Civil, Maria de la Soledad Castrillo, e José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de controle interno da Casa Civil, não tenham sofrido sequer uma admoestação.
Finalmente é hilário – burlesco e cômico – o relatório do deputado petista Luiz Sérgio que isenta os ministros do governo Lula da Silva de irregularidades com o uso dos cartões e não mencionar o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Mais engraçado ainda foi o voto da maioria governista, o rolo compressor da amoralidade pelega. Os 14 governistas aprovaram o relatório que livrou as bandalheiras dos ministros Orlando Silva, freqüentador de tapiocarias, de Altemir Gregolin de churrascarias e a ex-ministra Matilde Ribeiro de free-shops, pagando “por equívoco” seus gastos com cartões corporativos.
A ridícula votação majoritária atingiu o máximo de menosprezo pela opinião pública, quando, livrando a cara dos companheiros, pediu explicações sobre gastos de ex-ministros da gestão Fernando Henrique Cardoso. Um verdadeiro escárnio.
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FRASE DA VEZ_1/11
“Denúncia de irregularidade na venda da Varig chega mais perto do presidente que o mensalão”.
Rosângela Bittar, jornalista
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NOTÍCIAS DO DIA
COMPADRIO A 60% – A VarigLog gastou R$ 13 milhões sem comprovação de 2006 a 2008, diz laudo; 60% foram para escritórios de advogados como Roberto Teixeira, defensor de sócios da empresa e amigo de Lula. O presidente considerou “abomináveis” as acusações a Dilma Rousseff.
PROTESTOS NO MD – Um protesto de servidores civis do Ministério da Defesa, que bloquearam a Avenida Rio Branco em passeata, deixou o trânsito no Centro do Rio engarrafado por toda a manhã. Os reflexos se estenderam até o Viaduto dos Marinheiros.
ALERJ QUER CASSAR – A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Rio aprovou ontem o pedido de cassação do ex-chefe da Polícia Civil e deputado Álvaro Lins. Na tribuna, Lins defendeu-se: “Não só sou inocente como vítima de adversários políticos”.
A ONU E A FOME – Relatório do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas indica que a quantidade de alimentos distribuída em operações humanitárias no ano passado atingiu o nível mais baixo dos últimos 50 anos.
MULHER DA MALA – Com apoio de uma mala de documentos, Denise Abreu depõe hoje na Comissão de Infra-Estrutura. Governistas tentarão desqualificar as denúncias da ex-diretora da Anac.
SOMENTE O BC – Somente o Banco Central se mostra seriamente empenhado em conter a onda de aumentos. O governo dá como consumado seu engajamento, mas sem fazer o menor esforço para isso.
APESAR DE VOCÊ – Oficiais e assistentes de chancelaria protestam de punhos fechados por aumento na Esplanada dos Ministérios, na primeira greve da história do Itamaraty – ainda ao som de “Apesar de você”, hit da luta contra a ditadura.
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VARIG/VARIGLOG
Vai ao Senado o compadre que faz chover
O advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula e advogado da VarigLog, foi chamado a depor no dia 18, na Comissão de Infra-Estrutura do Senado, sobre a operação que resultou na compra da Varig por sua antiga subsidiária. Também serão ouvidos pelos senadores os três sócios brasileiros da VarigLog apontados como laranjas do fundo de investimentos americanos Matlin Patterson.
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CABO ELEITORAL
Vem aí reajuste para o Bolsa Família
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu reajustar o Bolsa Família em 10%. Segundo o governo, o reajuste dos benefícios se deve à alta da inflação, principalmente dos alimentos. Ele deve valer a partir de julho, antes da eleição municipal. Lula temia contestação judicial ao aumento em ano eleitoral, mas, segundo parecer do advogado-geral da União, José Antonio Toffoli, não há impedimento legal. O programa só fora reajustado em agosto de 2007 (18,25%). O aumento agora será superior à inflação desde então. A área econômica defendia alta de 6%.
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ESCÂNDALO VARIG
Denunciante com provas enfrentará governistas
A Ex-diretora da Anac Denise Abreu obteve autorização especial para vir a Brasília trazendo como bagagem de mão uma mala cheia de documentos que, segundo afirma, comprovam as denúncias de tráfico de influência contra a ministra Dilma Rouseff. No Senado, onde depõe hoje, ela encontrará um campo minado preparado pelo Palácio do Planalto.
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