Arquivo do mês: junho 2008

Ah! Se Eu Pudesse – Roberto Menescal

COMENTÁRIO (I)

Varig: ex-funcionários manifestam

Durante o depoimento da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, ex-funcionários da Varig fizeram manifestações com cartazes com uma frase em chinês, com a pergunta sobre “de quem é o dinheiro”.

Os ex-funcionários querem saber a origem do dinheiro que o fundo norte-americano Matlin Patterson usou para comprar a VarigLog que, segundo eles, representa a chave para saber a verdade da negociata envolvendo pessoas dentro e fora do governo.

Cláudio Humberto, jornalista

Frase_3/11

“Ninguém encontrará meu nome.”

Ministro Carlos Lupi (Trabalho) negando que tenha sido citado nas gravações sobre falcatruas no BNDES.

Fonte: www.perolaspoliticas.com

Denise Abreu confirma que Varig foi arrematada contra parecer de procurador da Fazenda

Em resposta ao senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu declarou que no momento em que a Varig foi arrematada em leilão ainda prevalecia parecer contrário do então procurador Nacional da Fazenda Manoel Felipe Brandão.

Denise Abreu

Conforme mencionado pelo senador, o procurador sustentava que o artigo da Lei de Falências (art. 141) não se aplicava para dar amparo à recuperação da empresa, já que se referia à possibilidade de venda conjunta de ativos de empresas nesse tipo de recuperação, mas a Varig registrava apenas patrimônio negativo.

Fonte: Agência Senado

Matisse

Matisse Henri
Place des Lices, St. Tropez – 1904


O Pintor

Henri-Émile-Benoît Matisse nasceu em Le Cateau, Picardia, em 31 de dezembro de 1869. Mudou-se para Paris em 1891 e estudou na École des Arts Décoratifs e no ateliê de Gustave Moreau. No período entre 1900 e 1905 participou do Salão dos Independentes e do Salão de Outono. Causou sensação ao incluir-se, com Albert Marquet e André Derain, entre os primeiros fauvistas.

Sua arte conheceu depois grande divulgação. Fundou uma academia freqüentada por alunos do mundo inteiro. Em 1909 abriu-se uma exposição sua em Moscou e, em 1910, uma retrospectiva em Paris. As viagens que fez ao Marrocos e a Tânger, entre 1910 e 1912, influenciaram sua obra. Em 1913 expôs no Armory Show, em Nova York, e em 1920 colaborou com a companhia russa de balé de Diaghilev.

Em sua primeira fase, Matisse se mostrava como descendente direto de Cézanne, em busca do equilíbrio das massas, mas outras influências, como as de Gauguin, Van Gogh e Signac, levaram-no a tratar a cor como elemento de composição.

Dos pintores fauvistas, que exploraram o sensualismo das cores fortes, ele foi o único a evoluir para o equilíbrio entre a cor e o traço em composições planas, sem profundidade. Ao explorar ora o ritmo das curvas, como em “A música” (1909) e “A dança” (1933), ora o contraste entre linhas e chapadas, como em “Grande natureza morta com berinjelas” (1911-1912), Matisse procurou uma composição livre, sem outra ligação que não o senso de harmonia plástica.

Sua cor não se dissolvia em matizes, mas era delimitada pelo traço. Já liberto do fauvismo, o pintor mostrou, às vezes, tendência a reduzir as linhas à essência, como em “A lição de piano” (1916), mas não se interessou pela pura abstração. O amor pela exuberância decorativa aparece em “Blusa romena” e na série “Odaliscas”, de 1918.

Em sua fase final, Matisse voltou-se para a esquematização das figuras, de que são exemplos a decoração mural “A dança”, para a Barnes Foundation, em Merion, nos Estados Unidos, e os papiers collés ou gouaches découpées (técnica que chamou de “desenho com tesoura”) que ilustram Jazz (1947), livro com suas impressões sobre a arte e a vida.

Henri Matisse morreu em Nice, França, em 3 de novembro de 1954.

charge do Jorge Braga

Fonte: chargeonline.com.br/Jorge Braga

Frase_2/11

“O caso ensina como fazer amigos e influenciar pessoas para ganhar dinheiro mercadejando uma empresa falida.”

Élio Gaspari, jornalista, acerca do caso Varig.

Em O Globo

O andar de baixo pagou a farra da Varig

“Nosso guia e a comissária Dilma Rousseff quiseram “salvar” a Varig. Produziram um caso clássico de malversação dos poderes do Estado. Deram ordens e conselhos, atropelaram procuradores e burocratas. Ao fim, ferraram-se a Viúva e a turma que estava no andar de baixo. Deu tudo errado para todo mundo, menos para meia dúzia de aventureiros.

Em 2006, a Varig era a segunda companhia aérea do país. Devia R$ 7,9 bilhões na praça, metade disso à Viúva ou a empresas que vivem debaixo de sua saia. Não pagava o combustível, as prestações dos aviões, o INSS dos empregados e devia R$ 2,3 bilhões ao fundo de pensão de seus trabalhadores, o Aerus.

Havia duas maneiras de olhar a questão. Na primeira, via-se uma concessionária de transportes públicos administrada por sucessões de salteadores ou incompetentes. Operava com um prejuízo de cerca de R$ 100 milhões mensais e tivera oito presidentes em cinco anos. Empregava 180 funcionários por avião, enquanto sua principal concorrente tinha 50. Fora ao ralo porque ao ralo atiraram-na.

Noutra perspectiva, não se deveria usar linguagem tão dura com a Varig. Era preciso olhá-la como um patrimônio nacional, com 61 aviões, 11 mil funcionários e 6.700 aposentados. Em 2005, transportara 13 milhões de passageiros. O caso demandaria visão estratégica e consciência social.”

O trecho acima é de artigo do jornalista Elio Gaspari publicado, hoje, em O Globo.

Leia a íntegra em O Andar de baixo pagou a farra da Varig. Clique aqui

Luz vermelha

Acumulado pode ficar acima de 6% a partir de junho

O dado mais importante do IPCA de maio, segundo o economista Luiz Roberto Cunha, da PUC-Rio, é que o índice de difusão dos preços (que mede o quanto a alta dos preços está espalhada pela economia) atingiu o maior patamar desde abril de 2003: cerca de 72%.

Este é um dado muito ruim para a inflação porque mostra que os reajustes não estão restritos a um só grupo, como os alimentos, por exemplo. Ou seja, a variação de preços não é culpa somente do “feijãozinho”, como disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no final de abril.

Clique aqui para ler na íntegra.

Fonte: Míriam Leitão