Arquivo do mês: junho 2008

FRASE DA VEZ_3/11

“As ingerências praticadas e a forma como o escritório Teixeira Martins atuou dentro da Anac são, no mínimo, imorais e podem gerar ilegalidades”.

Denise Abreu, advogada e ex-diretora da Anac

Lembrança de Itamar Assumpção, falecido há 5 anos.

Francisco José Itamar de Assumpção (1949-2003) foi um compositor, cantor, instrumentista, arranjador e produtor musical brasileiro, que se destacou na cena independente e alternativa de São Paulo nos anos 1980 e 1990.

Fez parte da chamada Vanguarda Paulista, ao lado de Arrigo Barnabé, Grupo Rumo, Premê (Premeditando o Breque) e outros. Sua obra era tida como difícil por muitos críticos, o que lhe valeu a alcunha de “artista maldito”, a qual detestava. “Eu sou artista popular!”, bradava indignado.

Entre suas canções mais conhecidas estão Fico Louco, Parece que bebe, Beijo na Boca, Sutil, Milágrimas, Vida de Artista e Dor Elegante.

Frase_1/12

“A vida a gente vive, pra vencer Sport, Sport, … uma razão para viver.”

Trecho do Hino do Sport de Recife

Juca Kfouri comenta

A Copa do Brasil é do Sport pela primeira vez

Na campanha para ser campeão da Copa do Brasil o Sport passou por cima de quinze títulos brasileiros:
quatro do Palmeiras, três do Inter, quatro do Vasco e quatro do Corinthians.

Não é pouco.

Aliás, é muito.

E derrotou esses papões nacionais sempre por, no mínimo, dois gols de diferença.

Dois gols de diferença, ontem marcados contra o Corinthians pelo predestinado Carlinhos Bala e por Luciano Henrique, que valeram o título inédito ao Leão do nordeste.

Numa Ilha do Retiro enlouquecida, a decisão, cercada por um clima de guerra graças aos cartolas irresponsáveis dos dois lados e ao silêncio cúmplice da CBF, o Sport fez a festa que mereceu.
Festa que, diga-se, transcorreu na mais perfeita paz.

E Carlinhos Bala sobrou na agulha.

Ele que tinha dito, logo depois do jogo no Morumbi, que o gol do Sport no último minuto era o gol do título e que garantiu ter conversado com Deus para ter certeza de que a taça ficaria em Pernambuco, ontem não só fez o primeiro gol do jogo como ainda foi o responsável pelas expulsões de Saci e de William.

Saci que apareceu ontem no Recife muito mais como Mula-Sem-Cabeça.

HOMENAGEM AO SPORT CLUBE RECIFE PELA VITÓRIA DA COPA DO BRASIL!

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Pagou, levou…

Brasil Real

Ana Maria Campos, repórter e blogueira do Correio Brasiliense postou matéria sobre a pesquisa da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) sobre a credibilidade das instituições nacionais (leia aqui). As Forças Armadas, a Igreja Católica e a Polícia Federal estão lá em cima. Os políticos, embaixo. Mas ela chama atenção para um ponto menos divulgado da pesquisa.

Foi perguntado aos entrevistados de que reportagens sobre a justiça no Brasil eles recordavam nos últimos meses. Nada menos que 81% lembraram do assassinato da menina Isabela Nardoni. Isso mesmo, 81%.

Em segundo lugar, longe, veio o julgamento das pesquisas sobre células tronco no Supremo Tribunal Federal. A criminalidade em geral foi lembrada por 6% e a corrupção dos políticos por apenas 4%.

Fonte: Gustavo Krieger

Sem comemoração

A vantagem de apenas dois votos na votação do projeto que cria o chamado imposto do cheque decepcionou os governistas. No plenário não houve comemorações. Resultado tão apertado na Câmara, onde o governo tem folgadíssima maioria sobre a oposição, torna mais difícil a votação no Senado.

Lá, a maioria do governo é bastante apertada e alguns governistas, como Francisco Dornelles (PP-RJ) e Gerson Camata (PMDB-ES), por exemplo, já avisaram que são contrários à proposta.
É curioso ver a lista de votações na Câmara. Estiveram ausentes, por exemplo, os presidentes do PT, Ricardo Berzoini, e o do PMDB, Michel Temer.

Os dois estavam juntos numa audiência com o presidente do TSE, Carlos Ayres Brito. Estavam longe do Congresso, seguramente, porque confiavam na maioria que o governo alcançaria naquela votação.

O PMDB, maior partido, com 93 deputados deu 68 votos para o governo (nove votaram contra); o PT com 80 deputados deu 69 votos, mas ninguém contrariou a orientação da liderança; o PR tem 43 deputados e onze se ausentaram e sete votaram contra; o PP tem 40 deputados, 22 votaram com o governo e 12 votaram contra – foi o pior desempenho entre os partidos governistas.

O PDT também apresentou desempenho aquém do que esperam os líderes do governo – dos 25 deputados da bancada, apenas 14 votaram com o governo e seis votaram contra. O PTB com 20 deputados, 13 votaram com o governo e dois contra.

A oposição votou unida contra o projeto que cria o imposto do cheque. PSDB, DEM, PPS, PV e PSOL não deram votos à proposta.

Fonte: Cristiana Lôbo

História – há 73 anos…

12/06/1935 – O fim da Guerra do Chaco

FOTO DO JORNAL DO BRASIL

“Estão finalmente suspensas as hostilidades! De acordo com a cláusula final do Pacto da Paz, assinado em Buenos Aires, os exércitos paraguaio e boliviano que, aliás, já haviam estabelecido o regime de trégua preliminar da confraternização, a partir de hoje estarão irmanados, sob o pálio esplendente da concórdia…Há cerca de três anos empenhavam-se, incessantemente, numa luta inglória, terrível, bárbara e criminosamente fratricida os povos da Bolívia e Paraguai… Porque as paixões e os ódios, em má hora ateados em corações desavisados, transformavam homens laboriosos em irreconciliáveis inimigos, disputadores de uma pequena faixa de terra… A intercessão da nossa diplomacia, aliada às da Argentina, do Chile, do Uruguai e dos Estados Unidos, foi, finalmente, coroada de êxito”. Jornal do Brasil

A paz tardou, mas chegou à América Latina. Após três anos imersos num sangrento conflito que parecia insuperável, Bolívia e Paraguai assinaram um armistício dando fim à Guerra do Chaco (1932-1935). A notícia foi recebida com entusiasmo pelos diversos povos que torciam pela pacificação do continente.

O triunfo da negociação foi resultado do persistente empenho dos países mediadores, liderados pela Argentina, que não esmoreceram diante das sucessivas tentativas fracassadas. Entre as decisões do Pacto da Paz, propunha-se: ratificar solentemente o acordo firmado; resolver eventuais entraves inerentes ao processo de cessação das hostilidades em ambas as bases militares; promover a troca e o repatriamento dos prisioneiros da guerra; incentivar ações de incentivo ao desenvolvimento econômico dos dois países.

Estabelecia também medidas de segurança, tais como a redução do efetivo militar e a coibição imediata da aquisição de armamentos.

A concorrida e estratégica região latina

A concorrida e estratégica região latinaA Guerra do Chaco manteve Paraguai e Bolívia num exaustivo confronto pelo domínio do Chaco Boreal, às margens dos contrafortes andinos. Os antecedentes do conflito residem nos interesses econômicos despertados pela região. Originalmente disputada pela localização estratégica do rio Paraguai, principal acesso ao Atlântico, tornou-se mais cobiçada pela descoberta de petróleo nos arredores dos Andes. O interesse mútuo pela exploração foi o estopim do combate, cujo saldo final, além da perda do território boliviano para o Paraguai, registrou 60 mil baixas bolivianas e 30 mil paraguaias.

Fonte: Portal Terra/Fatos Históricos

Market Place – Bangladesh

Market Place Photo - Foto de Ashif Anam Siddique

Foto: Ashif Anam