Arquivo do mês: junho 2008

INFLAÇÃO

Vendas contidas e poupança sem juros

A inflação dos alimentos fez a receita dos supermercados recuar 6,4% em abril, embora o volume de vendas tenha subido 0,5% em relação a março. No varejo como um todo, as vendas físicas subiram 0,2% em abril, ante uma alta de 1,5% em março. Levantamento da consultoria Economática mostra que a poupança rendeu só 0,574% em maio, enquanto o IPCA (índice oficial de inflação) subiu 0,79%. No ano,a caderneta rendeu até agora 2,869%, ante uma inflação de 2,882%.

CORRUPÇÃO

TCE/MG atuação da máfia de prefeitos

Uma decisão do Tribunal de Contas do Estados (TCE) de Minas Gerais, que autorizou prefeituras a contratar serviços do grupo SIM – Instituto de Gestão Fiscal – sem licitação, está sendo investigada pela Polícia Federal. O grupo que teve dirigentes presos durante a Operação Passárgada, é acusado de intermediar a liberação ilegal de recursos do Fundo de Particiapação dos Municípios (FPM), no esquema da máfia das prefeituras.

LIBERDADE DE IMPRENSA

“A rapaziada não estuda bem o Direito”

O juiz Francisco Shintate multou a “Folha de S. Paulo” e a “Veja São Paulo” por propaganda eleitoral extemporânea, pela publicação de entrevista com a pré-candidata Marta Suplicy (PT). Para especialistas e entidades, e decisão ameaça a liberdade de imprensa. “É uma rapaziada que não estuda bem o Direito”, disse o ex-ministro da Justiça Saulo Ramos.

ESCÂNDALO (IV)

PF com medo de indiciar “mãe do PAC”

Delegado responsável pelo inquérito considera ter elementos para responsabilizar ministra Dilma Rousseff pela elaboração e vazamento do dossiê com gastos sigilosos do governo FHC, mas teme fazê-lo antes que a Procuradoria-Geral da República se pronuncie no mesmo sentido.

ESCÂNDALO (III)

Varig: sócios adiam ida ao Senado

Marco Audi, Marcos Haftel e Eduardo Gallo,sócios brasileiros da VarigLog, informaram ontem que não comparecerão à audiência pública no Senado.

ESCÂNDALO (II)

E-mail complica compadre de Lula

Mensagem eletrônica obtida palo Correio revela atuação de Valeska Martins, filha do advogado Roberto Teixeira e afilhada do presidente da República, para sacar US$ 85 milhões depositados pela Gol em banco suíço.

ESCÂNDALO

Varig: fraude teve genro de Teixeira

Foi o escritório do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula, que entregou à Anac a declaração fraudulenta que sustentou a venda da VarigLog à Volo do Brasil garantindo não haver contrato de gaveta entre os sócios, que se comprometiam a vender sua parte aos estrangeiros. O documento foi assinado por Cristiano Martins, genro de Teixeira.

VARIG/VARIGLOG

Negócio foi ilegal, admite documento da Anac

Parecer produzido na própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que a diretoria do órgão aprovou a venda da VarigLog para a empresa Volo do Brasil “com evidente violação das regras estabelecidas”. A avaliação está em parecer de 11 de dezembro de 2006 assinado pelo então procurador-geral da agência, João Ilídio de Lima Filho. Quase seis meses antes, a Anac tinha autorizado a venda, sem checar a origem do dinheiro da Volo – apesar da suspeita de que a participação de capital estrangeiro na empresa era superior ao limite definido na lei. No texto, Ilídio diz que a Anac deverá “promover as diligências necessárias” para dissipar a dúvida. Foi o terceiro parecer do procurador sobre o caso. O primeiro, de 23 de junho de 2006, servirá de base para a aprovação da venda. A ex-diretora da agência Denise Abreu disse, em entrevista ao Estado, que Ilídio foi tirado do hospital para redigir o primeiro parecer ao gosto da Casa Civil.

MANCHETES do dia_18.jun.08

TRIBUNA DA IMPRENSA – Militares podem ter sigilo telefônico
quebrado

FOLHA DE SÃO PAULO – Inflação segura vendas e já supera
poupança

DIÁRIO DE NATAL – Justiça autorizou contratos suspeitos,
dizem secretários

ESTADO DE MINAS – Dólar cai a R$ 1,60. no ano, poupança perde
da inflação

GAZETA MERCANTIL – Garibaldi: MPs trazem insegurança
J
ORNAL DO BRASIL – Defensoria pede saída do Exército

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Compadre de Lula depõe hoje
no Senado

O ESTADO DE SÃO PAULO – Venda da VarigLog foi ilegal,
admite documento

CORREIO BRAZILIENSE – E-mail complica compadre de Lula

O GLOBO – Varig: fraude teve genro de Teixeira

A TARDE – Salvador tem maior inflação entre capitais

TRIBUNA DO NORTE – Higia: Suspeitos de fraudes ficam mais
cinco dias na prisão

ZERO HORA – MST sofre contra-ataque ao amanhecer

VALOR ECONÔMICO – Senado resiste a afrouxamento fiscal

PARA MINHA FILHA MANUELA

Manú, hoje você faz (?) aninhos. Sei que vai ficar vermelha que nem um pimentão, vai morrer de vergonha, achar um mico, etc. e tal. Mas não pude me conter, a primogênita tem esses privilégios. E mãe nasceu pra pagar mico mesmo. Tá na constituição!

Peço desculpas aos nossos leitores, mas eu tô tirando uma lasquinha desse espaço público pra te mandar um beijinho de foca com gosto de brigadeiro. Era pra mim estar aí, mas uma coisa é querer e outra é poder.

Saiba que mesmo distante é como se você estivesse aqui com a gente, provavelmente roubando os brigadeiros de uma comemoração que você sempre teve e sempre achava dispensável.

No final, a-ma-va! Dizia assim: ô mainha, ô painho, não precisava disso! Tô vendo tua cara direitinho falando, só que essa cena repetiu-se durante alguns bons aninhos, juntamente com os comentários.

E as festas “surpresa” da época aborrecente? Sua lista contava com no mínimo 150 pessoas, justificadas por você como “indispensáveis”, “impossível” não convidar, pois eram os mais “íntimos”. E quem conseguia convencê-la do contrário?

Acabávamos achando que você tinha razão, tais eram as justificativas seguras, “abalizadas”. Dizíamos: essa menina vai dar pra advogada.

E o bolo do Diabo? A ânsia de comer o brigadeiro na panela sem esperar que eu enrolasse?
As certezas todas sobre o mundo, a vida, a mania (que me irritava loucamente!) de querer resolver todos os problemas dos seus amigos? E o pior é que resolvia mesmo…argh! dava nos nervos!

Você pensava, você armava, você resolvia e saía feliz. Sempre o final feliz pra todos.

E sempre nos deixando boquiabertos com tua iniciativa, tua coragem, tua liberdade…que era tanta…era de dar inveja. Talvez você tenha sido a pessoa mais livre que já conheci, uma liberdade que faz parte da pele, e por isso encanta e brilha quando aparece em qualquer lugar.

Pra quê salto alto? O tênis é a melhor coisa.

E desse jeito, fazendo sempre o que sempre quis, saiu daqui como um raio, nos dando um susto tão grande que até hoje eu ainda tô meio zonza. Aportou na Paulicéia de mala e cuia, sem conhecer ninguém, INDO DO NORDESTE. Só faltou o pau-de-arara – e aí como aqui, foi a mesma Manú.

A que não vê fronteiras, diferenças, dificuldades, preconceitos, medos… logo no primeiro dia já era amiga íntima de um motorista de táxi, que de tanto você conversar sobre sua vida, contando TUDO, ele acabou por se empenhar em te arranjar um emprego.

Não conseguiu, claro. Mas ficou sabendo tudo sobre você, sua família, endereço completo, telefone… e você sabendo dos problemas dele. Normal pra quem te conhece. Simples.

Inacreditável! E eu, que te acompanhei a Sampa no primeiríssimo dia, não sabia se ria ou chorava, ou as duas coisas juntas. Tremia como vara verde ao te ver, inocentemente, conversando, conversando, se divertindo com quem você encontrasse pela frente. Sem o menor medo, não só contando sua vida mas fazendo com que os pobres inocentes contassem a deles também…dando conselhos, etc.

E o frio do primeiro dia, lembra? Duas camas de solteiro, sem lençol, cobertor, etc. Você deitou ali, exausta da viagem, e adormeceu imediatamente, roxinha de frio, como se estivesse no seu quarto, na sua caminha confortável. E eu ali, olhando pra você, mal acreditando no que via.

Talvez tenha sido um dos momentos mais sofridos e tristes pra mim. Ali, me dei conta do que realmente estava acontecendo. Eu ia te deixar, sozinha, numa cidade imensa, estranha, e dali em diante nossos rumos iam seguir separados.

Nós, que além de mãe e filha, sempre fomos melhores amigas, confidentes.

Enfrentou coisas inimagináveis pra quem te conhecia um pouquinho que fosse, trabalhou 24 horas seguidas, nem titubeou. Foi até pra campo de futebol fazer reportagem, com o colete da “imprensa paulista”, uma emoção, lembra?

Era o teu sonho estar ali. Fez, com competência, matou a vontade que tinha e depois não importava mais. Vieram outras experiências, todas coroadas.

Experimentou tudo o que essa cidade estonteante pôde te oferecer. E por onde passou deixou rastros, saudades e o registro de profissional competentíssima.

No Palácio o bom dia pro porteiro era o mesmo pro governador. As pessoas piravam com a tua atitude, e você nem notava. E as pessoas não são todas iguais mesmo? Ora bolas!.

O teu socialismo não veio de manuais, veio de berço!

E no dia que o PCC (não lembro mais) rendeu São Paulo? Você no Palácio tranquilete, pega o carro e vai pra casa, pra lá de meia-noite, quando todos estavam tentando se proteger.
A polícia te fez parar, com a arma em punho, e você me abre a janela do carro e diz com aquela vozinha inconfundível “oi seu guarda, tudo bom?”

Ainda bem que não é história de mãe, todos que te conhecem sabem que é a mais pura verdade. Não é de matar qualquer mãe do coração? E ainda querem que eu não tenha fibromialgia? São tantas as emoções…

E aí, como aqui, conquistou a todos. É possível que pergunte “qual a diferença mesmo entre a Paulista e a Praia de Maracajaú?” kkkkkkk…….

E pra terminar o momento mico de mãe, só registrar que o final feliz dessa história de mudança se deu com o “desenlace” (humm, palavrinha esquisita!) com esse nobre da caatinga, que de pau-de-arara só tem a excentricidade de decorar o ap de Pinheiros com “artezanato nordestino”. É mais paulistano que outra coisa qualquer…mas tem que manter a pose, óbvio.

E pra conceder-lhe uma palavra gentil – afinal não posso trair a imagem da “sogra” – ele é o genrinho que toda mãe gostaria de ter. Apesar do abuso, claro.
Eu e Manu
Eu e você.

Como posso viver sem esse sorriso lindo longe de mim?