Arquivo do mês: junho 2008

EDUCAÇÃO

MEC admite erros em índice escolar

O MEC divulgou dados errados sobre o desempenho da rede municipal de SP no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Entraram como reprovados alunos transferidos ou que largaram os estudos. O MEC admite que as escolas tiraram nota pior que a real. O presidente do Inep, órgão do MEC que calcula o índice, disse que não poderia alterar a data de divulgação dos números.

MANCHETES do dia_21.jun.08

JORNAL DO BRASIL – Esquema de fraude desvia R$200 milhões
do PAC

O ESTADO DE SÃO PAULO – Quadrilha desviava dinheiro do PAC
em sete Estados

CORREIO BRAZILIENSE – Fraude Milionária em obras do PAC

O GLOBO – Quadrilha fraudava PAC em 119 prefeituras de 7 estados

TRIBUNA DA IMPRENSA – PF desarticula esquema que desviava
verbas do PAC

FOLHA DE SÃO PAULO – MEC admite erros em índice escolar

DIÁRIO DE NATAL – Ex-secretário do RN preso pela polícia
em São Paulo

ESTADO DE MINAS – Operação João-de-barro faz a casa cair

TRIBUNA DO NORTE – Edson Faustino é detido em operação
contra fraudes no PAC

ZERO HORA – Desvio no PAC mobiliza operação emsete Estados
e buscas na Câmara

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Tropas ficam no morro do Rio
mas em área definida

Poesia

Hora severa

Quem neste instante chora em algum lugar do mundo,
sem motivo chora no mundo,
me chora.
Quem neste instante ri em algum lugar na noite,
sem motivo ri na noite,
se ri de mim.
Quem neste instante caminha em algum lugar no mundo,
sem motivo caminha no mundo,
caminha até mim.
Quem neste instante morre em algum lugar no mundo,
sem motivo morre no mundo,
me observa.

Rainer Maria Rilke

O Poeta

Rainer Maria Rilke (1875 – 1926) foi um escritor austríaco, nascido em Praga no dia 4 de dezembro, considerado um dos poetas modernos mais importantes e inovadores da literatura alemã, por seu estilo preciso, pelas imagens simbólicas e suas reflexões. Trabalhando com os limites sensoriais da existência, da melancolia, a sua poesia traduz o fundamento da busca de ser.

Poeta hermético e deslumbrante, filho da pobreza, os seus poemas traduzem a angústia de um ser inadaptado. Rainer Maria Rilke acumulava às suas circunstâncias vitais o fato de ser homossexual em uma sociedade especialmente repressiva. A solidão e a angústia o levaram a um profundo existencialismo e seu trabalho influenciou os escritores dos anos 50, tanto na Europa como na América do Norte.

“Versos não são o que as pessoas imaginam: simples sentimentos… Eles são experiências.
Para a construção de um simples verso, é preciso ver muitas cidades, homens e coisas, é preciso conhecer os animais, é preciso perceber como os pássaros voam e conhecer o movimento que uma flor abre pela manhã.”

NY mergulha na Bossa Nova para show histórico de João Gilberto

No ano em que a Bossa Nova completa meio século de vida, um dos fundadores do movimento tocará no Carnegie Hall, em Nova York –um local histórico que ajudou a disseminar o ritmo brasileiro mundo afora.

O violão suingado de João Gilberto subirá aos palcos durante o JVC Jazz Festival, no domingo, a fim de lembrar como seu jeito sutil e discreto de cantar e tocar samba transformou para sempre a música brasileira.

“A Bossa Nova é considerada um sinônimo de música brasileira fora do nosso país”, afirmou o crítico Zuza Homem de Mello, que publicou recentemente um livro sobre João Gilberto, 77.
O crítico é também curador de uma mostra sobre o movimento musical que ocorre em São Paulo, em julho.

A novidade surgiu oficialmente em 1958 com “Chega de Saudade”, uma canção que consagraria uma das parcerias mais bem-sucedidas da música brasileira, a parceria entre as composições de Tom Jobim e as interpretações de João Gilberto.

“João Gilberto foi a voz da Bossa Nova, e o compositor foi Antônio Carlos Jobim”, disse recentemente o músico brasileiro Sérgio Mendes, radicado em Los Angeles.
O Brasil atravessava então um período de otimismo e modernização, com a construção de uma nova capital, uma economia em ritmo acelerado e um líder eleito democraticamente, Juscelino Kubitschek, que ficou conhecido como “o presidente bossa nova”.

A nova batida conquistou os jovens jazzistas do Rio de Janeiro e tornou-se rapidamente popular entre a classe média. Músicos norte-americanos como Burt Bacharach, que viajaram à época para se apresentar no Rio, entraram em contato com ritmo. E muitos jazzistas, entre os quais Stan Getz e Charlie Byrd, adotaram o novo estilo em suas composições e discos.

O som popularizou-se na metade dos anos 60 quando “Garota de Ipanema,” na gravação de Astrud Gilberto, João Gilberto e Stan Getz, tornou-se um sucesso internacional.
“A internacionalização da bossa nova ocorreu por causa do jazz. Os primeiros que a ouviram foram os jazzistas, muitos dos quais norte-americanos que visitaram o Brasil no final dos anos 50 e levaram discos ao regressarem para os EUA”, disse Zuza Homem de Mello.

Mas foi somente com o histórico show do Carnegie Hall, em 1962, que a Bossa Nova, apresentada por brasileiros, começou a conquistar o mundo. João Gilberto é considerado um gênio por uma legião de fãs devido à forma como combina o violão e a voz, conduzindo-os muitas vezes de forma inesperada.

Considerado como um perfeccionista, João Gilberto exige um esmero técnico absoluto ao se apresentar. E o músico raramente sai de seu apartamento no bairro do Leblon, no Rio.
Em vista disso, será algo especial para seus fãs vê-lo em Nova York e ouvi-lo tocar novamente no Carnegie Hall.

Fonte: Reuters

FRASE DA VEZ_3/20

“Alguém avise, por favor, ao presidente da República e a S. Exa. o general que comanda a força terrestre deste país, que o Exército Brasileiro não é vigia de obra!”

Paulo Boccato (pofboccato@yahoo.com.br)

NOVA CPMF

Saída à francesa

Seria tolo, não viesse de gente esperta, o argumento do governo para justificar o adiamento da votação do novo imposto do cheque no Senado para depois das eleições. “Não podemos nos expor a um desgaste no momento em que haverá disputa eleitoral”, explicou todo cândido o senador Tião Viana, esquecendo-se apenas de esclarecer qual o risco que correm os senadores 28 meses antes da próxima eleição para a renovação de dois terços de seus mandatos. Nenhum, claro.

Desgaste eleitoral zero, pois a disputa do “momento” referida por ele diz respeito a prefeitos e vereadores. Fizesse algum sentido o argumento, o governo não teria inventado a CSS agora e submetido sua base na Câmara ao mesmo tipo de desconforto. Deixaria tudo para depois das eleições municipais.

Dora Kramer, jornalista (dora.kramer@grupoestado.com.br)

VARIG/VARIGLOG

O “imbróglio” continua…

O chamado “caso Varig” não está encerrado com a decisão da juíza que determinou que os “sócios brasileiros” não têm direito a coisa alguma na empresa. As irregularidades e as roubalheiras nas transações são colossais. Mas a juíza julgou mal.

É evidente que é decisão de primeira instância (embora federal), é transitória, o governo vai lutar e muito para mudar. Mas pela Constituição, empresa aérea não pode ser proprietária de estrangeiros. Portanto, vem decisão contrária por aí.

Hélio Fernandes, jornalista

Comentário (I)

O estudo do Direito

Ninguém melhor do que Saulo Ramos para exprimir com palavras simples e diretas evidências que muitos procuram tumultuar e complicar. Ao criticar a sentença de juízes que pretendem censurar a imprensa escrita por entrevistar políticos, candidatos ou não às eleições, falou o ex-ministro da Justiça:

“Essa rapaziada não estuda bem o Direito. Entrevista em jornal não é propaganda eleitoral, nem antes nem depois da lei eleitoral. A liberdade de expressão do jornal é total.” Mais falou, mas nem precisava o renomado mestre. Basta ler a Constituição, no artigo quinto e no capítulo da Comunicação Social. Foi cruel e veraz ao acrescentar ser falta de estudo o equívoco de alguns juízes eleitorais, “que assistem muita televisão e lêem poucos livros”.

Carlos Chagas, jornalista

INFLAÇÃO

Vai sobrar para o crediário

A próxima vítima da inflação depois do preço dos alimentos, dos juros e dos empréstimos, serão as compras a prazo. Preocupado com a escalada do custo de vida, o governo pediu aos bancos mais rigor na concessão de financiamentos. Enquanto o aperto não vem, o consumo de eletroeletrônicos, com prestações a perder de vista, continua em alta, principalmente porque o dólar em baixa favorece as importações.

FORMAÇÃO

Cesar Giobbi: Escola para formar prefeitos

Luiz Felipe D’Ávila, que estudou ciência política em Paris e gestão pública nos Estados Unidos, criou o Centro de Liderança Pública (CLP), uma ONG cujo custo é bancado pela iniciativa privada. O centro vai preparar prefeitos recém-eleitos para serem bons administradores.