Arquivo do mês: maio 2008

MANCHETES de hoje_16.mai.08

JORNAL DO BRASIL – Pobres pagam mais impostos que ricos

FOLHA DE SÃO PAULO – Ministro quer nova lei de licenciamento
ambiental.

A TARDE – PF prende quadrilha que adulterava leite

ZERO HORA – Minc quer carta branca e mudança em licenciamento

O GLOBO – Novo ministro quer agilizar licenciamentos ambientais

GAZETA MERCANTIL – Petrobras construirá refinaria de US$ 10 bi
na terra de Lobão

TRIBUNA DO NORTE – Sistema penitenciário do RN recusa
presos provisórios

DIÁRIO DE NATAL – Delegado critica juiz e diz não ter lugar
para botar presos

O ESTADO DE SÃO PAULO – Minc quer menos burocracia
no licenciamento ambiental

CORREIO BRAZILIENSE – Mais um preso por crime no trânsito

ESTADO DE MINAS – PT estadual aprova aliança

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – PF prende 8 por adulterar leite

VALOR ECONÔMICO – No trimestre da crise, lucro das empresas
aumenta 19%

Poesia

A vida e o barco

Andar e mais andar é a vida a bordo;
Mal estudo, e apenas eu vou lendo;
A noite com a música entretendo;
Deito-me cedo, e mais cedo acordo.

Saudosíssimo a pátria eu recordo,
E, pra consolo versos lhe fazendo,
Desenho terras só aquela vendo,
E para não chorar os lábios mordo.

Enfim há de chegar, eu bem o sei,
Que o Brasil eu reveja jubiloso;
E, se outrora eu servi-lo só pensei,

Muito mais forte e muito mais zeloso,
Para ainda mais servi-lo, voltarei
Té que nele encontre o último repouso.

Pedro II do Brasil

O Poeta

Herdou o trono brasileiro em 1831, aos cinco anos de idade, devido à abdicação de D. Pedro I.
Nos anos seguintes esteve aos cuidados dos tutores José Bonifácio de Andrade e Silva e posteriormente do Marquês de Itanhaém. Foi coroado Imperador do Brasil aos 15 anos, em 1841.

Apreciador da literatura, da ciência e das artes, incentivou a criação das Escolas Normais, dos Liceus de Artes e Ofícios e dos Conservatórios Dramático Brasileiro e Imperial de Música.
Criou e coordenou o Instituto Histórico Brasileiro e apoiou os estudos de Artes Plásticas com doações de bolsas e prêmios de viagem à Europa para os alunos da Academia Imperial de Belas Artes.

Viajou por vários países do mundo, principalmente da Europa, e correspondeu-se com cientistas e artistas estrangeiros, como Gobineau, Pasteur, Wagner. Decretou a construção das primeiras estradas de ferro e linhas telegráficas do país e introduziu a produção cafeeira, o que promoveu o crescimento da economia brasileira. Em seu governo também foram aprovadas as leis que levaram à abolição da escravatura.

Com a Proclamação da República, em 1889, passou a viver na França. Sua obra poética, filiada à estética romântica, constitui-se dos livros Poesias de S. M. O Senhor D. Pedro II (1889) e Sonetos do Exílio (1898). Em 1932 foram publicadas suas Poesias Completas.

Frase_4/15

“Pergunta pro Presidente Lula: “Em que exato momento histórico nossa ignorância passou a ser virtude cívica?”

Millôr Fernandes, o Millôr

DOSSIÊ FHC

STF impede manobra de petista aloprado

Depois que Delúbio Soares o sinistro ex-tesoureiro do PT obteve habeas-corpus para silenciar diante da CPI dos Correios que apurou o “mensalão”, o STF mudou seu entendimento quanto à matéria e agora nega pedido igual de Aparecido do Dossiê.

Com seu pedido recusado, o ex-secretário de Controle Interno Casa Civil, se encontra muito fragilizado, motivo que levou-o a se esconder para não ser intimado pela Polícia Federal. Ele tem medo de se contradizer nos depoimentos da PF e da CPI e taxado de mentiroso enfrentar a acareação com André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias.

INFORMAÇÃO

Minc quer carta branca para assumir

Indicado pelo presidente Lula da Silva para substituir Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta quinta-feira que aceita o posto, desde que tenha carta branca para os projetos. Em Paris (França), no primeiro pronunciamento depois de ter sido convidado por Lula para assumir o cargo, Minc afirmou que quer mais dinheiro no Ministério, liberdade na formação da equipe e poder para dizer não ao licenciamento ambiental de grandes

empreendimentos. Minc afirmou ainda que quer fazer alterações no Plano Amazônia Sustentável (PAS). Disse que o Presidente concordou com suas condições, apresentadas quando recebeu o convite. — “Eu disse ao Lula que queria conversar com ele na segunda-feira. Disse que tinha algumas idéias e queria algumas condições de trabalho” — afirmou.

Gustave Caillebotte

Gustave Caillebotte - Rainy Day - Paris Street 1877

Paris Street: Rainy Day (1877)

O Pintor

Gustave Caillebotte
, (
1848-1894) cujas obras pessoais foram, até há pouco, esquecidas, foi simultaneamente um pintor reconhecido e um mecenas generoso do movimento impressionista. Nasceu em 1848 no seio de uma família muito sem problemas econômicos que construiu a sua fortuna no ramos dos têxteis e depois no ramo dos bens imobiliários por ocasião do re-desenvolvimento de Paris na época do Barão Haussmann.

Engenheiro de profissão, mas também antigo aluno da Escola de Belas-Artes de Paris onde foi aluno de Léon Bonnat, encontrou Edgar Degas, Claude Monet, e Pierre Auguste Renoir
desde 1874 e ajudou-os a organizar a 1ª exposição dos Impressionistas em Paris nesse mesmo ano.
Em 1873, herdou da grande fortuna de seu pai e passará a ser financeiramente independente para o resto dos seus dias.

Em 1875, esperando fazer a sua estreia pública como pintor, submeteu uma obra ao Salão Oficial que foi recusada, o que o incitou a expor, apoiado por Renoir, no âmbito – mais favorável – da segunda exposição do grupo impressionista, em 1876. Rico e generoso, Caillebotte irá ajudar financeiramente ao longo da sua vida os seus amigos impressionistas comprando-lhes as obras a preços elevados e suportando as despesas das suas exposições.

Será co-organizador e co-financiador das 3ª, 4ª, 5ª e 7ª exposições impressionistas, nas quais participará. Personagem de facetas múltiplas, Caillebotte é igualmente um velejador que se apaixona pela velocidade e procura aperfeiçoar os seus barcos.


FRASE DA VEZ_4/15

“Pacote de incentivos e fundo soberano elevam gastos públicos e estão fadados ao fracasso”.

Cláudio Haddad, economista

MT: governador se defende de acusação de Minc

O governador de Mato Grosso Blairo Maggi (PR) está indignado com a seguinte declaração de Carlos Minc, novo ministro do Meio Ambiente, a seu respeito: “Ele é o maior produtor de soja do mundo. Se deixar, ele planta soja até nos Andes. Não é mole”.

A assessoria de imprensa do estado de Mato Grosso esclareceu que Blairo Maggi não é “o maior produtor de soja do mundo” e tampouco possui propriedades nos Andes. E que sim, o governador produz soja, mas “estritamente em respeito às legislações ambientais do Estado e do país”.

OPINIÃO

Deputado encalacrado

‘Já fiz tudo para provar inocência’, desabafou o deputado e presidente da Força Sindical Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT). Entende-se o seu lamento, mas, se já fez ‘tudo’, o deputado ainda precisa fazer um pouco mais para livrar-se das pesadíssimas acusações que lhe faz a Polícia Federal, quanto à sua participação em um esquema de desvio de verbas do BNDES.

É que os indícios que pesam contra Paulinho são, de fato, acachapantes – tão ou mais comprometedores do que os indícios e provas que em escândalos recentes levaram uns parlamentares à cassação e outros à renúncia para escapar da cassação de seus mandatos.

(Editorial do Estadão)

Comentário (II)

Exemplo

A mais importante das leis elaboradas no Brasil foi também a mais curta: “Está extinta a escravidão no Brasil. Revogam-se as disposições em contrário.”

Um exemplo para ninguém botar defeito, sugerindo nesses 120 anos decorridos que a moda poderia pegar em torno de outros temas. Que tal o Congresso aprovar e o presidente da República sancionar um projeto assim: “Está extinta a corrupção no Brasil. Revogam-se as disposições em contrário.”

Há quem proponha um paralelo: “Está extinta a impunidade no Brasil. Revogam-se as disposições em contrário.” Saber da aplicação dessas leis seria muito mais difícil do que reconhecer a escravidão permanecendo entre nós, mesmo através de outras práticas. Corrupção e impunidade constituem manchas tão hediondas quando a escravidão.

Carlos Chagas, jornalista