Arquivo do mês: maio 2008

HISTÓRIA – há 35 anos…

17/05/1973 – Caso Watergate

No dia 17 de maio de 1973, teve início o processo Watergate no Senado dos Estados Unidos.
O presidente Nixon renunciou em razão de um caso de espionagem. Cinco ex-integrantes do FBI e da CIA que colaboraram para a reeleição haviam sido detidos no quartel-general do Partido Democrata, no edifício Watergate.

O caso Watergate projetou o Washington Post como um jornal compromissado com a verdade, saindo da sombra do New York Times. O faro jornalístico de Bob Woodward e Carl Bernstein mudou a história do povo americano e mostrou até onde se pode chegar na luta pelo poder.

Os repórteres Bob Woodward e Carl Bernsteinreceberam o Prêmio Pulitzer, que é atribuído por contribuições relevantes no campo de jornalismo, música e literatura. Bob e Carl publicaram o livro Todos os Homens do Presidente, que foi adaptado para o cinema em 1976, por Alan J. Pakula.

Fonte: CPDoc/JB

Para Britto, STF atua para evitar “conseqüências imprevisíveis” em RR

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto avaliou na noite desta quinta-feira (15/5) que a mais alta Corte do país tem atuado para evitar um conflito de “conseqüências imprevisíveis” na terra indígena de Raposa Serra do Sol (Roraima). Ele é o relator do caso no Supremo e anunciou que deve ter uma decisão em junho sobre a disputa de terras na região.

Para Britto, que conversou com a imprensa sobre o conflito após a seção solene de posse do ministro Eros Grau no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a existência de um conflito com antagonismos muito grandes leva preocupação a todos.

“Quando o tribunal [STF] deferiu a cautelar do Estado de Roraima, aceitou a permanência da Força Nacional e da Polícia Federal na área, para evitar um conflito de conseqüências imprevisíveis”, afirmou. “A causa é muito complexa do ponto de vista técnico e do ponto de vista da animosidade é muito preocupante.”

A área da demarcação Raposa Serra do Sol, fronteira com a Guiana e com cerca de 1,7 milhão de hectares, tem sido alvo de disputas por parte dos indígenas macuxi e de arrozeiros que se instalaram no local por conta da facilidade de plantio do grão nas terras. O STF foi provocado a decidir se a reserva indígena deve ser demarcada de forma contínua, o que levaria à retirada dos arrozeiros das terras, ou se deve ser demarcada em bolsões, para permitir que tanto indígenas como arrozeiros fiquem na região.

Cautelar

No dia 13 de maio deste ano, o ministro Carlos Ayres Britto atendeu ao pedido do Estado de Roraima na Ação Cautelar 2009 e determinou à União e à Funai (Fundação Nacional do Índio) que cumpram e façam cumprir a decisão tomada em 9 de abril pelo plenário do Supremo. Ou seja, que fiquem suspensos todos os atos na área que possam resultar na retirada compulsória de seus ocupantes e no bloqueio das vias de acesso.

“Diante desse quadro e dos documentos ora apresentados, o requerimento do Estado de Roraima merece acolhimento, não obstante o zelo e a imparcialidade com que têm atuado os órgãos responsáveis pela segurança pública, na região”, afirmou o relator em sua decisão.

Já na ocasião da concessão da cautelar, Britto demonstrava preocupação com o clima tenso na região, quando disse que “apesar da trégua aparente do momento, estariam em curso outras manobras das partes interessadas, como um efeito cascata, seja para reeditar o movimento acima relatado, seja -na outra ponta- para confrontá-lo”.

Fonte: Revista Última Instância

Proudhon, um intelectual!

Proudhon - um intelectual

Comentário (I)

Desvio de foco presidencial

A política governamental que regula o trato com os nossos índios está em cheque e vem sendo abertamente contestada pela sociedade e por influentes meios de comunicação social. Deixou de ser uma paranóia militar, como se dizia, e está a impor uma reflexão mais profunda, que haverá de conduzir a uma retificação de rumos.

O presidente da República tergiversa, foge dos problemas principais e procura uma mudança de foco para não admitir que, de fato, a sua política indigenista, caudatária das diretrizes internacionais emanadas da ONU e alijada dos princípios básicos pregados e praticados pelo incomparável sertanista Marechal Rondon, está redondamente equivocada, é segregacionista e geradora de futuros estados bolsões nas nossas fronteiras, e só vem conduzindo à miséria, ao esquecimento, ao tóxico, às bebidas alcoólicas velhos e novos indígenas que, sem perspectivas, chegam até mesmo a atentar contra a vida.

É grande o número de suicídios em muitas comunidades. O presidente Lula foge do foco do problema ao dizer que para cuidar do patrimônio nacional vai incrementar o número de pelotões na nossa faixa de fronteira. É uma medida muito bem vinda, mas isso já vem sendo feito há muitos anos sem precisar desse zelo presidencial, particularmente pelo Projeto Calha Norte, idealizado pelo presidente Sarney, pois, de há muito, o Exército percebeu que o maior perigo à soberania do País está no Norte.

Luiz Gonzaga Lessa, general de Exército

OPINIÃO

Marina, contraditória por 5 anos e meio

Tendo sido contraditória na ação, Dona Marina foi contraditória na demissão. Muitos gostaram dela sair sem falar nada com o presidente, uma forma de imitar o próprio Lula, que já demitiu ministros pelo telefone. Mas Dona Marina não quis praticar represália ou exercer vingança, já que seu partido é inteiramente outro. De convicções diversas, apesar de terem estado cobertos pela mesma bandeira estrelada.

Hélio Fernandes, jornalista

FRASE DA VEZ_1/17

“Pode ter fim trágico o convite a Carlos Minc, que, para aceitar o cargo, fez exigências de pop star”.

Jorge Bastos Moreno, jornalista e blogueiro

SISTEMA “S”

Líderes da indústria denuncia estatização

Em debate promovido pela Folha de São Paulo, industriais criticaram a proposta do governo para reformar o Sistema “S”. Para Armando Monteiro Neto (CNI), há um “processo encabulado de estatização”. O ministro Fernando Haddad (MEC) disse que as mudanças adotam padrões da iniciativa privada. A polêmica envolve regras sobre a divisão de recursos.

FUNCIONALISMO

Governo quer extinguir cargos de confiança

Governo envia ao Congresso projeto que prevê a extinção de 2.496 dos 20.187 cargos de confiança da União. No lugar, com remunerações idênticas, serão criadas as Funções Comissionadas do Poder Executivo, destinadas a funcionários concursados.

SAÚDE

Passeata em defesa do Hospital Universitário

Indignados com a crise no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho – que suspendeu cirurgias e transplantes – estudantes da UFRJ, médicos e pacientes promoveram uma passeata de protesto que fechou a Linha Vermelha na altura da entrada da Ilha do Fundão e provocou congestionamentos. Os manifestantes reivindicam orçamento próprio e participação da União nos gastos da unidade de Saúde. Cobram também do governo federal responsabilidade pelas dívidas da instituição.

DOSSIÊ FHC

Aparecido assume papel de “laranja”

A Polícia Federal indiciou José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, por violação de sigilo funcional. Responsabilizado pelo vazamento do dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Aparecido depôs ontem durante mais de três horas e chamou para si toda a culpa. Admitiu ter enviado para André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), e-mail com dados sobre despesas de FHC. Aparecido não acusou nenhum superior hierárquico nem deu pistas sobre quem mandou preparar o dossiê.