Arquivo do mês: maio 2008

OPINIÃO

Marina no “estica empurra” de Lula

Lula administra tudo com pesos e contrapesos. Põe rivais para brigar, ouve os argumentos, empurra com a barriga e arbitra quando o consenso não surge “naturalmente”. Faz assim na área econômica, na diplomacia, na coordenação política. No meio ambiente também. Marina não se surpreendeu nem se intimidou com esse estica-e-puxa. Pelo contrário. Esticou e puxou as cordas como pôde em seu favor.

Melchíades Filho (mfilho@folhasp.com.br)

CARTAS NA MESA

PDT e BMG, tudo a ver

Depois de atravessar a crise do mensalão como um dos bancos acusados de abastecer o caixa dois do PT, o BMG decidiu procurar novos parceiros e acabou batendo à porta do PDT, vitaminado pela militância da Força Sindical. Dos R$ 2,7 mi que doou na eleição passada, o banco reservou R$ 482,5 mil para um seleto grupo de candidatos pedetistas. A maior fatia desse montante (R$ 207,5 mil, ou 43%) acabou no caixa da campanha do deputado Paulinho da Força (SP), agora às voltas com a Operação Santa Tereza da PF.Favorito do BMG, Paulinho recebeu ainda uma outra doação, de valor idêntico, que declarou ter sido feita pela Prestaserv, empresa de Belo Horizonte que realiza serviço de teleatendimento para o banco.

Renata Lo Prete, jornalista (painel@uol.com.br)

No programa “Espaço Aberto”, Pedro Bial entrevista Zélia Gattai e Jorge Amado. Reveja esse momento.

Clique aqui para assistir.

Escritora Zélia Gattai morre aos 91 anos em Salvador

A escritora Zélia Gattai Amado morreu na tarde deste sábado (17), aos 91 anos, em Salvador. Gattai estava internada desde o dia 17/4 , quando passou por uma cirurgia de desobstrução do intestino. Ainda não foram divulgados o horário oficial e causas da morte da escritora.

A escritora havia sido inicialmente internada no dia 31 de março, após ser levada por familiares ao Hospital Aliança com dores abdominais. A situação de Zélia se agravou e no dia 17 de abril a escritora foi transferida para o Hospital da Bahia, onde ocorreu a cirurgia. Ao longo do procedimento, foi confirmada a existência de um tumor benigno, que foi retirado.

Na última sexta-feira (16), o estado de saúde da escritora, que respirava com a ajuda de aparelhos, se agravou, com “piora hemodinâmica progressiva que evoluiu para o quadro clínico de choque”, além de “piora significativa da função renal”, segundo o boletim assinado pelos médicos Jadelson Andrade, Jorge Pereira e Izio Kowes, do Hospital da Bahia. Segundo boletim divulgado na manhã do sábado (17), Zélia, sedada, apresentava quadro clinico de choque circulatório irreversível.

Zélia Gattai era viúva do escritor Jorge Amado (1912 – 2001), que teve sua obra completa relançada no último mês de março. No ano da morte do marido, Zélia foi eleita membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), para cadeira anteriormente ocupada por Amado, que teve Machado de Assis como primeiro ocupante e José de Alencar como patrono.

A escritora nasceu em 1916 em São Paulo, onde foi criada. Junto aos pais, imigrantes italianos, participou do movimento anarquista no início do século 20. Aos 20 anos, casou-se com o intelectual e militante comunista Aldo Veiga, com quem teve o filho Luiz Carlos, em 1942.

Zélia conheceu Jorge Amado em 1945, quando ambos trabalhavam pela anistia de presos políticos. A partir de então, Zélia auxiliou o processo de preparação e revisão dos livros do marido. Com o escritor, Zélia teve dois filhos: João Jorge, nascido em 1947, e Paloma, em 1952.

Sua estréia na literatura deu-se apenas em 1979, quando começou a escrever suas memórias. Seu primeiro livro, “Anarquistas, Graças a Deus”, recebeu o Prêmio Paulista de Revelação Literária. Antes disso, em 1963, ela organizou fotobiografia de Amado, intitulada “Reportagem Incompleta”.

A saúde da escritora baiana não vinha bem e, em 2007, ela foi internada diversas vezes, tendo sido submetida a cateterismo em outubro deste mesmo ano.

Fonte: Uol News

Imperdível!

Do blog do Juca

Após seis anos de trabalho, vai para as telas dos melhores cinemas do Brasil, em junho próximo, o “1958 o ano em que o mundo descobriu o Brasil.”

É um filme de admiração aos grandes heróis do futebol brasileiro dirigido por José Carlos Asbeg.

Charge do Sinfrônio

Fonte: chargeonline.com.br/Sinfrônio

Garibaldi: feriado não vai atrapalhar votações

O presidente do senado Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) garantiu que o feriado no meio da semana não vai impedir que o Senado vote ao menos cinco das 13 medidas provisórias que trancam a pauta de votações.

O senador está confiante na palavra dos líderes, que confirmaram presença no Plenário. Para Garibaldi, a presença dos senadores em uma semana “quebrada” pelo feriado é prova de que o Parlamento está trabalhando. ”Apesar de haver eleições este ano, apesar dos feriados, o Congresso está trabalhando”, acrescentou.

Frase_2/17

“O PT é a UDN de tamanco e macacão.”

Leonel Brizola (1922-2004), ex-governador do RJ

Goya

Goya

Fusilamientos del 3 de Mayo (1814)

Francisco José de Goya y Lucientes (Saragoça, 1746 -França, 1828), foi um pintor e gravador espanhol. Foi o último grande clássico e o primeiro grande modernista.

Entre os anos de 1810 e 1814, produziu sua famosa série de pinturas “Los Desastres de la Guerra” e suas duas obras primas “El Segundo de Mayo 1808” e “El Tercero de Mayo 1808”. Estas pinturas demonstram um uso de cores extremamente poderoso e expressivo. Pela primeira vez, a guerra foi descrita como fútil e sem glória, e pela primeira vez não havia heróis, somente assassinos e mortos.

Em 1821, a Inquisição abriu um processo contra Goya por considerar obscenas as suas “Majas”, mas o pintor conseguiu livrar-se, sendo-lhe restituída a função de “Primeiro Pintor da Câmara”.

Em 1824, Goya se exilou em Bordéus, França, vindo a morrer quatro anos depois na cidade de Bordéus.

Os quadros chamados “Dias 2 e 3 de maio de 1808” (pintados em 1814), foram retirados do Prado durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).

Homenagem aos 50 anos da Bossa Nova

Participação de Sylvia Telles em filme brasileiro de 1959 com a música “Demais” de Antonio C. Jobim e Aloysio de Oliveira.