Arquivo do mês: maio 2008
Poesia
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei.
Não sei se fico ou passo.
Sei que canto.
E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Cecília Meireles
A Poetisa
Poetisa, professora, pedagoga e jornalista, cuja poesia lírica e altamente personalista, freqüentemente simples na forma mas contendo imagens e simbolismos complexos, deu a ela importante posição na literatura brasileira do século XX. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 07/11/1901 e veio a falecer na mesma cidade em 09/11/64. Casou-se duas vezes e deixou três filhas.
Embora vivendo sob influência do Modernismo, apresenta ainda em sua obra heranças do simbolismo e técnicas do classicismo, gongorismo, romantismo, parnasianismo, realismo e surrealismo, razão pela qual sua poesia é considerada intemporal.
A década de 20 foi uma época de revolução na literatura braisleira, mas o trabalho de Cecília naquele período mostra pouca afinidade com as tendências nacionalistas então em voga, ou com o verso livre e a linguagem coloquial. Boa parte dos críticos, inclusive, consideram suas formas mais tradicionais de poema (como sonetos) o ponto mais alto de sua obra.
Com Nunca mais . . . e Poema dos Poemas (1923) adere ao Modernismo. Em 1924 sai Criança meu amor e em 1925 Baladas para El-Rei.
Cecília reaparece no cenário poético após 14 anos de silêncio com Viagem (1939), considerado um marco de maturidade e individualidade na sua obra: recebeu o prêmio de poesia daquele ano da Academia Brasileira de Letras. Daí em diante dedicou-se à carreira literária, publicando regularmente até a sua morte.
- Notícias
- Comentários desativados em Poesia
- Tweet This !
Vaia estrondosa impede discurso de Ideli Salvatti em Blumenau
A popularidade do presidente Lula, atestada em pesquisas, definitivamente não é transferida para seus aloprados aliados. A líder do PT no Senado, Ideli Salvatt i (SC), por exemplo, foi alvo de uma vaia monumental, ontem, em Blumenau (SC), durante a inauguração de um ginásio de esportes com capacidade para 3 mil pessoas.
A obra é da prefeitura local, do governo do Estado e recebeu verbas do Ministério do Turismo. Ideli foi representar a ministra Marta Suplicy (Turismo) e, ao ser chamada a discursar, o ginásio lotado a vaiou implacavelmente. Ela começou a elogiar o governo Lula, pela liberação dos recursos para a obra, e depois não conseguiu falar mais nada.
Foi silenciada por uma vaia estrondosa de pelo menos três minutos. O caráter oposicionista de Santa Catarina é conhecido: foi o único Estado onde Lula perdeu nos dois turnos, na reeleição.
Fonte: claudiohumberto.com.br
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
Beatriz Milhazes
O Buda (2000)
A Pintora
Beatriz Ferreira Milhazes (Rio de Janeiro – 1960). Pintora, gravadora, ilustradora, professora. Formada em comunicação social pela Faculdade Hélio Alonso, no Rio de Janeiro em 1981, inicia-se em artes plásticas ao ingressar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage – EAV/Parque Lage em 1980, onde mais tarde leciona e coordena atividades culturais.
Além da pintura dedica-se também a gravura, e a ilustração. De 1995 à 1996 cursa gravura em metal e linóleo no Atelier 78, com Solange Oliveira e Valério Rodrigues e em 1997 ilustra o livro As Mil e Uma Noites à Luz do Dia: Sherazade Conta Histórias Árabes, de Katia Canton. Beatriz Milhazes faz parte das exposições que caracterizam a Geração 80, grupo de artistas que buscam retomar a pintura em contraposição à vertente conceitual dos anos 1970, e tem por característica a pesquisa de novas técnicas e materiais.
Sua obra faz referências ao barroco, à obra de Tarsila do Amaral (1886-1973) e Burle Marx (1909-1994), à padrões ornamentais e à art deco, entre outras. Entre 1997 e 1998, é artista visitante em várias universidades dos Estados Unidos. A partir dos anos 1990, destaca-se em mostras internacionais nos Estados Unidos e Europa e integra acervos de museus como o MoMa, Guggenheim e Metropolitan em Nova York.
- Notícias
- Comentários desativados em Beatriz Milhazes
- Tweet This !
Leia o comentário de Guilherme Fiúza
A partir de agora, as boates de São Paulo são obrigadas por lei a ter bebedouros. É para hidratar quem toma ecstasy.
É uma medida histórica. Finalmente o debate sobre drogas no Brasil entra no século 21. Pela primeira vez a sociedade formal não trata o usuário de entorpecentes como um extraterrestre.
Os juízes e promotores de todo o Brasil que ficam torrando dinheiro público para amordaçar grupinhos de jovens que querem a liberação da maconha deveriam, neste momento, olhar para São Paulo. Os adúlteros já não vão mais para o inferno. Quem sabe os usuários de drogas não conseguem também um habeas corpus dos guardiões da moral?
Maconha e ecstasy são proibidos porque podem fazer muito mal. O álcool pode fazer muito mal e não é proibido. São convenções. O problema é que o sujeito que toma uma taça de vinho (ou mais de uma) passa por elegante. O que fuma um baseado ou toma uma bala vai direto, perante a sociedade formal, para o hall dos depravados, dos delinqüentes, dos marginais.
Leia na íntegra clicando aqui
Guilherme Fiúza, jornalista
- Notícias
- Comentários desativados em Leia o comentário de Guilherme Fiúza
- Tweet This !
FRASE DA VEZ 3/18
“O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro.”
Aparício Torelly, vulgo Barão de Itararé
- Notícias
- Comentários desativados em FRASE DA VEZ 3/18
- Tweet This !
Charles Aznavour e Piaff – Plus Bleu Que Tes Yeux
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
HISTÓRIA – há 204 anos…
18/05/1804 – Imperador Napoleão
Um dos maiores mitos da França de todos os tempos, Napoleão Bonaparte escreveu o seu nome na história pelas conquistas que realizou. Durante quase dez anos (de 18 de maio de 1804 a 6 de abril de 1814), foi o imperador da França, adotando o nome de Napoleão 1º. No entanto, a sua subida ao poder aconteceu bem antes: em 1799.
Além disso, conquistou e governou grande parte da Europa central e ocidental. Os seus biógrafos têm uma explicação para o sucesso militar empreendido por Napoleão: o seu talento de estrategista, a sua facilidade para empolgar soldados com promessas de glória e riqueza e o seu grande espírito de liderança.
Com a sua popularidade em alta, não demorou para que o general assumisse o novo regime monárquico, implantado no país em 1804. Na festa, realizada na Catedral de Notre -Dame, um detalhe do poderio de Napoleão Bonaparte. Em um ato surpreendente, o imperador retirou a coroa das mãos do papa Pio 7º, que tinha viajado exclusivamente para a cerimônia, e a colocou em sua cabeça. Em seguida, também coroou a sua esposa, Josefina.
O seu poder começou a ruir quando deu ordens para invadir a Rússia. Mesmo tento ocupado a capital Moscou, os russos não se entregaram ao Exército napoleônico porque contavam com o “rigoroso inverno”. Com o frio, os soldados franceses foram ficando sem abastecimento e não tiveram outra alternativa a não ser o recuo. Alguns historiadores contam que, de um total de 600 mil homens, apenas 37 mil sobreviveram nesta invasão.
Fragilizado, o general viu os seus inimigos invadirem a França e Napoleão Bonaparte foi obrigado a renunciar ao trono de imperador em abril de 1814, e ficou exilado na ilha de Elba. Depois, ainda tentou voltar ao poder, mas foi derrotado na célebre Batalha de Waterloo, no dia 18 de junho de 1815. Três dias depois, Napoleão Bonaparte seguiu para outro exílio, na ilha de Santa Helena, onde morreu no dia 5 de maio de 1821. O mito agora fazia parte da história.
Fonte: Portal Terra
- Notícias
- Comentários desativados em HISTÓRIA – há 204 anos…
- Tweet This !
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
FRASE DA VEZ_2/18
“Marina, caíste de pé! Tu eras um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente”.
Frei Betto, frade dominicano e escritor
- Notícias
- Comentários desativados em FRASE DA VEZ_2/18
- Tweet This !
Comentário (I)
PT-governo: direita vs. esquerda
Cinco anos, quatro meses e quinze dias depois, qual o perfil ideológico do governo Lula? Conservador, dirão todos. Diferente daquele do dia da posse, ainda que nos idos de janeiro de 2003 pudessem ser identificados conservadores como Henrique Meirelles, no Banco Central, Guido Mantega, no Planejamento, Roberto Rodrigues, na Agricultura, Luiz Furlan, no Desenvolvimento Industrial, Márcio Thomaz Bastos, na Justiça, e Anderson Adauto, nos Transportes. Sem falar nos que, da esquerda, pularam para o extremo oposto, como Antônio Palocci, na Fazenda, e José Dirceu, na Casa Civil.
Mesmo assim, a queda para a direita mostrou-se inexorável, com as demissões ao longo do tempo de Nilmário Miranda, nos Direitos Humanos, Waldir Pires, na Defesa, Álvaro Ribeiro da Costa, na Advocacia Geral da União, Emília Fernandes, nos Direitos da Mulher, Benedita da Silva, na Ação Social, Ricardo Berzoini, no Trabalho, Cristóvan Buarque, na Educação, Roberto Amaral, na Ciência e Tecnologia, Agnelo Queiroz, nos Esportes, entre outros, culminando agora com a saída de Marina Silva, do Meio Ambiente.
Carlos Chagas, jornalista
- Notícias
- Comentários desativados em Comentário (I)
- Tweet This !



Comentários Recentes