Arquivo do mês: maio 2008

FRASE DA VEZ_3/19

“Teotônio Vilela Filho: Tendo sido grande amigo do pai, sempre que escrevia seu nome ressaltava: “O filho, o filho”. Não era difícil acertar nas diferenças”.

Hélio Fernandes, jornalista

Charge do Iotti

Fonte: chargeonline.com.br/Iotti

Faculdade argentina abre pós-graduação em Tango

Uma faculdade da Argentina começa a oferecer, a partir do fim deste mês, um curso de pós-graduação sobre a dança que é um dos sinônimos da cultura do país, o tango.

O curso da Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso) recebeu o título Tango: Genealogia, Política e História e se propõe a traçar um retrato da identidade argentina por meio das letras de tangos.

Ele irá durar de maio a agosto, será ministrado pela internet e irá abordar três áreas de estudo: a genealogia política do tango, sua história musical e seu desenvolvimento visual por meio do cinema.

Segundo os responsáveis pela iniciativa, o curso é o primeiro de pós-graduação sobre o estilo de música e dança da Argentina.

Guia moral

“O tango nasceu no fim do século 19, em plena gestação do Estado moderno argentino. Sua história conta, de outra maneira, o desenvolvimento dessas idéias e valores que representam uma forma de identidade cultural e política que, em muitos aspectos, permanece vigente”, diz a apresentação do curso.

O coordenador acadêmico do projeto, Gustavo Varela, disse à BBC que o curso vai mostrar como o tango se desenvolveu “de maneira paralela à história argentina”.

“Me interessa ver como as condições sociais, políticas e culturais da Argentina produziram a necessidade de um gênero como o tango”, explica ele.

Segundo Varela, as letras de tango são particularmente interessantes como material acadêmico já que elas são “uma das poucas expressões de cultura popular com um forte sentido moral”.

“O tango te dá conselhos, te diz como deve viver. Repetidamente, afirma o que é bom e o que é mal. Quais são os valores que devem ser seguidos. E isso tem uma raiz de caráter político”, afirma Varela.

Para saber mais clique aqui

Fonte: BBCBrasil.com

Homenagem

Bossa Nova 50 anos: “Ela é Carioca” Os Cariocas

Frase_2/19

“É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve.”

Victor Hugo (1802-1885), poeta e filósofo francês.

Minc promete ser um ministro mais falante e, apesar da mudança no tom do discurso, as idéias permanecem as mesmas

Clique aqui para ouvir pela rádio CBN.

Minc, como Lula quer

Carlos Minc já está em Brasília para ter o primeiro encontro pessoal com o presidente Lula desde que recebeu o convite para ocupar o Ministério de Meio Ambiente. Com todas as entrevistas que concedeu de lá para cá, todas as cotoveladas em futuros colegas (Mangabeira Unger) e políticos aliados do presidente (Blairo Maggi), nada indica que possa haver desistência do convite.
Até porque a data da posse está prevista para a próxima quarta-feira. Evidentemente, poderia ser cancelada se houver um curto-circuito entre eles. Mas nada indica isso.

Até pelo contrário, dizem assíduos interlocutores do presidente Lula. O raciocínio desses amigos é o seguinte. Lula decidiu rápido o nome do sucessor. Quando um assunto o angustia ou o preocupa, ele demora a encontrar a solução. No caso da saída de Marina Silva, Lula foi surpreendentemente rápido na escolha do sucessor – apesar das idas e vindas do convite. “Ele não cogitou dez nomes, mas se fixou no de Minc”, observou um aliado do presidente.

As declarações polêmicas de Carlos Minc, ora criticando o governador Blairo Maggi ou pedindo “carta branca” para trabalhar, ora criticando a burocracia são compreendidas pelos assessores do presidente como o estilo midiático do futuro ministro. Para eles, a compreensão de Lula é que Minc irá fazer o discurso adequado para os ambientalistas e, ao mesmo tempo, acelerar os processos de concessão de licenças ambientais atacando, particularmente, a morosidade da burocracia.

Carlos Minc foi apresentado por Sérgio Cabral a Lula como um “resolvedor de problemas” e é essa a característica que o governo quer obter dele.

A avaliação que chega ao Palácio do Planalto é a de que Carlos Minc é competente, é do ramo, entende dos assuntos que fala, é respeitado e não irá deixar em segundo plano a questão ambiental. “O presidente não quer isso”, disse o aliado.

Resumo: Carlos Minc chega ao ministério com expectativa bastante positiva por parte do presidente Lula. Se vai corresponder… é melhor aguardar.

Fonte: Blog da Cristiana Lôbo

Caso Dossiê contra FHC – Ele também não sabia

Nega a defesa de José Aparecido Nunes Pires, ex-chefe da Secretaria de Controle Interno da Casa Civil, que ele tenha remetido “de forma consciente” o dossiê sobre despesas sigilosas do governo Fernando Henrique Cardoso para André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Deve ter sido por engano, descuido ou distração, pois. Nada demais.

Relembre mentiras e desculpas canhestras recentes que se tornaram famosas:

* “Eu não pedi dinheiro nenhum. Eu peguei o dinheiro e guardei”.

(Maurício Marinho, ex-chefe de departamento dos Correios, filmado recebendo de um empresário propina de R$ 3 mil.)

* “Minha assessora esteve no Brasília Shopping para ir ao neurologista”.

(Ex-deputado Paulo Rocha, do PT paraense, ao justificar saques de R$ 620 mil das contas do publicitário Marcos Valério, um dos cérebros do mensalão, feitos por uma assessora dele na agência do Banco Rural no Brasília Shopping. Na época, Rocha renunciou ao mandato para escapar da cassação. Foi reeleito.)

* “Tenho certeza absoluta de que não existe esse cheque, a não ser que ele seja um artista muito grande e que tenha produzido esse cheque”.

(Severino Cavalcanti, ex-presidente da Câmara dos Deputados, dois dias antes de aparecer o cheque no valor de R$ 7,5 mil com o qual o empresário Sebastião Buani pagou o cartão de crédito dele. Severino renunciou ao mandato. Tentou se reeleger e não conseguiu. Lula disse recentemente que ele foi uma vítima das elites.)

* “Tinha tomado umas caninhas. Minha capacidade de discernimento estava baixa”.

(Vladimir Poleto, ex-assessor de Palocci, ao negar entrevista que deu à VEJA sobre dólares cubanos escoltados por ele e entregues a Delúbio Soares para a campanha de Lula.)

* “Não o conheço. Estive com ele duas vezes e o cumprimentei sem saber quem era”.

(Antonio Palocci sobre Vladimir Poleto, que dirigiu mais de uma vez o carro que o levou à alegre mansão alugada em Brasília pela turma da República de Ribeirão – ex-assessores de Paloocci na prefeitura daquela cidade.)

* “Sobre essa entrevista, eu não sei mais onde está a verdade. Não sei o que é verdade no que falei. Não sei mais de onde tirei isso”.

(Sílvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, a respeito da entrevista gravada de oito horas que concedeu ao jornal O Globo.)

* “Ao que eu saiba, não sei”.

(Vladimir Poletto, ex-assessor do ex-ministro Antônio Palocci, em depoimento na CPI dos Correios.)

* “Eu não sabia, fui traído”.

(Lula, sobre o mensalão)


Fonte: Noblat

Charge do Novaes

Fonte: chargeonline.com.br/Novaes

Marisa diz que José Aparecido poderá ser preso se mentir em depoimento à CPI

A presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos , senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), disse nesta sexta-feira (16), em entrevista coletiva à imprensa, que se o ex- secretário de Controle Interno da Casa Civil da Presidência da República, José Aparecido Pires, mentir durante o depoimento marcado para próxima terça-feira (20), poderá sair preso da reunião.

– Se tivermos condições de saber e provar que José Aparecido realmente está mentindo, ele pode sair preso. Não sei o que os advogados dele estão aconselhando, mas ele só tem duas alternativas, ou fica quieto ou conta tudo o que aconteceu – disse.

A senadora disse que uma acareação entre José Aparecido e André Eduardo Fernandes, assessor do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), só será necessária no caso de os dois depoimentos serem conflitantes, mas não descarta a possibilidade. Ela assinalou que a confrontação dos dois depoimentos será muito importante para as conclusões da CPI.

– O André tem dito que vai falar tudo o que sabe e como as coisas se passaram. E aí nós vamos ver a outra versão. Se for conflitante, teremos que colocar os dois frente a frente para que as dúvidas sejam sanadas – disse.

Marisa Serrano informou que a reunião da próxima terça-feira (20) será dividida em duas partes. Na primeira, a reunião será secreta porque ela dará conhecimento aos integrantes da CPI dos dois depoimentos prestados à Polícia Federal. A senadora ainda explicará aos parlamentares as regras do sigilo das informações.

Na segunda parte da reunião, aberta e pública, José Aparecido e André Eduardo darão seus depoimentos e serão questionados. Os integrantes da CPI não poderão revelar as informações sigilosas, mas poderão manifestar impressões e elaborar perguntas baseadas nelas.

A senadora ainda disse que o indiciamento de José Aparecido por quebra de sigilo funcional muda o clima na CPI. Para a senadora, com o indiciamento feito pela Polícia Federal, José Aparecido comparecerá à CPI em condição diferente da que viria anteriormente.

Marisa Serrano disse que a possibilidade do envolvimento de superiores ou a de a culpa recair sobre funcionários de menor escalão dependerá do que José Aparecido revelar em seu depoimento.

– Tudo vai depender de como ele vai se comportar na terça-feira. Se ele vai contar realmente o que se passou, se ele vai proteger alguém ou se ele não sabe mesmo da história. Se ele vai proteger alguém, é claro que vai ficar calado a maior parte do tempo – disse a senadora.

Marisa Serrano disse que José Aparecido terá que explicar se pediu o dossiê a um funcionário ou se o material foi enviado “voluntariamente” para ele.

– Se ele pediu uma coisa, o funcionário dele entrega. E se ele não pediu, e o funcionário entregou, é porque o funcionário achou que tinha algo que ele deveria saber. Então vamos procurar saber disso na terça-feira – disse a senadora, acrescentando que, para a CPI, é essencial que José Aparecido esclareça quem mandou fazer o dossiê e qual foi o motivo.

Marisa Serrano disse ainda que é necessário definir o que é sigilo e também o seu prazo de validade, “pois não é admissível que se decida o que é e o que não é sigiloso no momento em que se discute uma questão”. A senadora também defendeu a modificação da legislação, para que o uso dos cartões corporativos do governo federal seja feito “de forma mais clara e mais séria”.

Delegado da PF entrega cópia dos depoimentos de José Aparecido e André Fernandes para a presidente da CPI

CPI se reúne em caráter reservado antes dos depoimentos de José Aparecido e André Fernandes.

Fonte: Agência Senado