Arquivo do mês: maio 2008
Assessor tucano cita servidora ligada a Dilma como coordenadora do dossiê
Depois de afirmar que a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, é responsável pela montagem do dossiê com gastos da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o assessor parlamentar André Fernandes também envolveu nesta terça-feira outra servidora ligada à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na montagem do dossiê.
Fernandes disse que Erenice determinou à chefe da Diretoria de Recursos Logísticos do órgão, Maria de La Soledad Castrillo – conhecida como Marisol–, a responsabilidade por coordenar o grupo que montou o dossiê.
Fernandes disse que os nomes de Erenice e Marisol foram revelados por José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, de quem recebeu o dossiê com os gastos de FHC. O assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) reiterou em diversos momentos durante depoimento que presta à CPI dos Cartões Corporativos que Aparecido lhe fez as revelações durante almoço no Clube Naval de Brasília, depois de receber o dossiê.
O assessor disse que o almoço ocorreu a seu pedido porque queria saber “detalhes” sobre a montagem do dossiê. Segundo Fernandes, Aparecido chegou “nervoso” na ocasião, mas acabou revelando os nomes de Erenice e Marisol. Fernandes disse à CPI que, além do ex-secretário, outros dois servidores que têm ligação com os dois participaram do encontro – Nélio Lacerda Wanderlei, diretor do Ministério do Planejamento, e Marco Pólo, servidor do TCU (Tribunal de Contas da União) cedido ao Senado.
Segundo o assessor, os dois servidores são testemunhas do que Aparecido afirmou durante o almoço. “Não posso responder por eles. Mas que ele [Aparecido] falou, falou.” Fernandes negou, no entanto, que tenha gravado trechos do almoço para comprovar que Aparecido atribuiu a responsabilidade do dossiê a Dilma e Erenice. “Gravar [o almoço] seria crime. O que eu sei é que eu não tenho uma fita”, enfatizou.
Fernandes disse à CPI que Nélio e Marco Pólo tinham como objetivo manter a amizade entre ele e Aparecido, mas depois do episódio do dossiê rompeu “em definitivo” ligações com o ex-secretário.
“Amigos sempre quiseram tentar manter o que é impossível ser mantido [a amizade]. Temos amigos em comum”, explicou. Segundo o assessor, Aparecido está na sua lista de e-mails entre os amigos para os quais envia “brincadeiras” – como o power point que disse ter enviado antes de receber de volta o dossiê do ex-secretário.
Fonte: Folha Online
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Frase_2/20
Dossiê contra FHC – André terá que falar abertamente
Continua o show de idiotice da parte de alguns parlamentares da CPI do Cartão.
O regimento interno de CPIs permite, sim, que um depoente peça para ser ouvido em sessão secreta. E muitas CPIs já ouviram depoentes secretamente.
Cabe à maioria dos membros da CPI decidir se deseja ouvir ou não o depoimento em sessão secreta.
Nada há de absurdo no pedido de André Fernandes para que seja ouvido secretamente.
Por que parte ou a maioria dos parlamentares do governo teme ouvir em segredo o que André diz que tem para contar?
Fonte: Noblat
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No depoimento que presta nesta terça-feira na CPI dos Cartões Corporativos, José Aparecido Nunes Pires ganhou garantia de vida mansa. Numa manobra acrobática, o Supremo voltou atrás e deu ao depoente o direito de “não ser compelido a firmar termo de compromisso legal como testemunha”.
Lá vem teatro.
A blindagem de Mãe Dilma, pelo visto, está em dia. Tudo pronto para consagrar a tese de que o pobre funcionário vazou o dossiê FHC sem querer, ao enviar um e-mail anexando “por descuido” o arquivo com os dados do presidente anterior.
O curioso é que não aparece nem um grampinho da lavra farta da PF que fale o nome de Dilma.
Como se diz no morro, tá tudo dominado.
Fonte: Guilherme Fiúza
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Fazer uma pausa pra aguentar essa palhaçada que acontece no Senado e a CPI dos Cartões.
Tom Zé – Hein?
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Batom no dossiê
A menos que as oposições tenham conseguido, se me permitem a derivação metafórica, o chamado “batom no dossiê” ou, num cochilo do homem, o enconstem contra a parede, não se deve esperar muito do depoimento, hoje, de José Aparecido na CPI dos Cartões. O governo operou direitinho até agora, e o advogado do funcionário que vazou os documentos agiu com competência. Indiciado pela Polícia Federal, o vazador não é mais uma testemunha.
Não precisa responder se não quiser porque não é obrigado a se incriminar. Ele vai repetir aos parlamentares o que disse à Polícia: desconhece ordem da “Doutora Erenice” para fazer o papelório. E pronto. Também não temerá se passar por bobo: anexou os documentos sem querer. André Fernandes, seu amigo de mais de 20 anos e assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), contará história diferente. Teria até uma gravação em que Aparecido afirma que tudo foi coisa de Erenice — o que quer dizer que é também de Dilma Rousseff.
Dada a diferença de depoimentos, o normal seria fazer uma acareação. Mas o procedimento tem de ser votado na comissão. Se partir do Planalto a ordem para que ela seja rejeitada, será, então, rejeitada.Aparecido estará acompanhado de seu advogado. A história que ele tem para contar é absolutamente inverossímil. Qualquer um que já tenha anexado um documento a um e-mail dá pela versão uma nota de R$ 3.
A CPI do Mensalão demonstrou que os petistas não têm receio do ridículo. Quem não se lembra do deputado João Paulo (PT-SP) e da suposta conta de TV a cabo que sua mulher fora pagar no Banco Rural? Ninguém quer se convincente. Eles só querem se safar.
Fonte: Reinaldo Azevedo
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Dossiê contra FHC – Governo tenta desqualificar André
Do deputado Paulo Teixeira (PT-SP) para André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que depõe na CPI do Cartão Corporativo sobre o dossiê com despesas sigilosas do governo Fernando Henrique Cardoso:
– O senhor disse que seu coração é de manteiga. Seu caráter também?
André não respondeu. Pura provocação.
Os parlamentares do governo tentam desqualificar André, apontando-o como um amigo que traiu outro. E como um funcionário público que vazou dossiê com informações sigilosas.
Ora, não foi José Aparecido Nunes, ex-chefe da Secretaria de Controle Interno da Casa Civilda presidência da República, que vazou o dossiê remetendo-o para André? Não foi por ter vazado que Aparecido acabou indiciado pela Polícia Federal?
Bem, sigilosos, não – como informou recentemente a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.
Acompanhe a sessão da CPI do Cartao na Globo News
Clique aqui para ouvir.
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Assessor diz que vazador culpou secretária-executiva da Casa Civil por montagem de dossiê
O assessor parlamentar André Fernandes atribuiu nesta terça-feira à secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, a responsabilidade pela montagem do dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Fernandes disse que ouviu de José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de controle interno da Casa Civil, o relato de que a ordem para a montagem do dossiê partiu de Erenice.
O relato teria ocorrido, segundo Fernandes, em um almoço com Aparecido no Clube Naval de Brasília dias depois de receber o dossiê do ex-secretário. “Ele [Aparecido] só falava para mim que foi a Erenice que preparou um dossiê. Ele usou um banco de dados seletivo. Aí me contou que no dia 8 de fevereiro foi chamado para fazer isso. Aí começaram a fazer sentido todas as notinhas anteriores ao eu ter recebido o e-mail, publicadas em jornais, sobre a existência do dossiê”, disse.
O assessor tucano disse que somente revelou trechos do dossiê ao senador Álvaro Dias, sem ter combinado com o parlamentar o vazamento das informações à imprensa ou mesmo o encaminhamento das informações ao ex-presidente FHC. “Passei somente para ele, para ninguém mais. Cumpri o meu dever funcional”, disse.
Fernandes negou no depoimento à CPI dos Cartões que mantenha uma relação de “amizade” com Aparecido. O assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que apenas trocava mensagens “sem freqüência” regular com Aparecido, mas ressaltou que desde 2004 sua relação estava “estremecida” com o ex-secretário.
Fernandes disse à CPI que em 2004, quando era assessor do ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), recebeu de Aparecido um e-mail “intimidador”. Na época, segundo Fernandes, Antero era integrante da CPI do Banestado –por isso Aparecido mandou uma mensagem ao colega para chamá-lo a “mudar de lado” na CPI.
“O Aparecido mandou um e-mail dizendo que era o lado forte, o governo. No texto, dizia que o ‘Antero está perdido’. Me disse para ficar do lado mais forte, que o senador Antero não ia dar em nada. O senador Antero pode confirmar o que aconteceu”, afirmou.
O assessor disse que conheceu Aparecido durante o governo de transição de FHC para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. “Ficamos conhecido por causa do governo paralelo. Não era uma relação tão estreita assim. Ele tentou me usar como peão duas vezes, tentou me intimidar duas vezes. Está provado quem é a pessoa”, criticou.
Fernandes disse que “com certeza” não é mais amigo de Aparecido. A amizade foi rompida, segundo o assessor, depois que o ex-secretário lhe encaminhou o dossiê. O assessor disse que retomou a amizade com o ex-secretário, após o incidente de 2004, porque tem um “coração de manteiga”.
O assessor admitiu, porém, que indicou amigos para trabalharem com Aparecido na Casa Civil, “Eu indiquei [pessoas para trabalharem com Aparecido]. Quem trabalhou com ele na presidência é uma prima minha de terceiro grau. Ele manteve ela até agora. Obviamente que sabia [que era sua parente]”, afirmou.
Fonte: Folha Online
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Incêndio atinge sede da Orquestra Filarmônica de Berlim
Cerca de 170 bombeiros com 30 caminhões lutam para controlar um incêndio que atinge hoje a sede da Orquestra Filarmônica de Berlim, na Alemanha. Um porta-voz do corpo de bombeiros de Berlim, Jens-Peter Wilke, afirmou que o incêndio, de causas ainda desconhecidas, não reduzirá a cinzas este importante edifício, embora os prejuízos vão ser numerosos.”Vamos salvar a Filarmônica”, declarou Wilke, que pedirá reforços para extinguir o mais rápido possível o fogo.
Uma das causas do incêndio poderiam ser os trabalhos de reparação e soldaduras que eram realizados no teto do edifício, onde surgiu o incêndio. O incidente foi anunciado por volta das duas e meia da tarde (9h30 em Brasília), coincidindo com um concerto matinal, o que obrigou o edifício a ser evacuado imediatamente. Um porta-voz da Filarmônica declarou que a evacuação aconteceu sem incidentes.
Segundo ele, grande parte dos instrumentos puderam ser tirados do edifício, embora ainda estejam em perigo alguns instrumentos mais pesados, alguns deles de grande valor histórico.
O edifício da Filarmônica, desenhado pelo arquiteto Hans Scharoun, se transformou em um dos mais importantes da cidade, após as críticas a uma construção revolucionária nos anos 60 que prima pela acústica através das formas.
Fonte: Uol News
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Artigo publicado n’O JORNAL DE HOJE de ontem
De quem é a Amazônia? É nossa!
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br
A gente só tem informação oficial de segunda mão sobre os problemas importantes para a nacionalidade, como a estratégia governamental para o meio ambiente e as investidas estrangeiras sobre a Amazônia.
Uma das notícias recentes dos jornais que muito nos alegrou foi a declaração de Carlos Minc, convidado para substituir Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente, dizendo que vai propor ao presidente Lula da Silva a participação efetiva das Forças Armadas nos parques nacionais e nas reservas indígenas e extrativistas da Amazônia.
Minc se encontra hoje com o Presidente da República sob o fogo cruzado dos dribladores da legislação sobre preservação ambiental, principalmente o desmatamento. Esta reunião definirá a real política amazônica, despertando na população – pouca afeita às questões indígenas e ecológicas – o interesse de saber o que se passa no norte do país e as ameaças que pairam sobre a nossa soberania.
A colocação dos pingos nos ii deve trazer uma resposta aos ataques estrangeiros, principalmente norte-americanos, como se lê no New York Times, o jornal de maior circulação nos Estados Unidos. Um dos últimos textos tem como título “De quem é esta floresta amazônica, afinal?”.
A análise feita pelo jornalista Alexei Barrionuevo, correspondente do NYT no Brasil não esconde o fato de que “um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território”.
A matéria de Barrionuevo registra que Al Gore ex-vice-presidente dos EUA, disse que “ao contrário do que os brasileiros acreditam a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós”. Isto é uma denúncia muito séria.
Com isso temos que dar crédito aos informes que circulam na Internet mostrando o mapa da Amazônia internacionalizada, e deixa dúvidas se se deve chamar a Região Norte de Rain Forest e o Rio Amazonas de Amazon River…
Isso ressalta a importante posição assumida pelo general Augusto Heleno, comandante do Exército na Amazônia, apontando a caótica política indigenista do PT-governo, a interferência de milhares de ONGs estrangeiras no problema e as tramóias contra a soberania nacional.
Aliás, é bom salientar que o discurso do general Heleno não é uma voz solitária. Antes da sua altissonante entrevista ao Canal Livre, ele compareceu ao Centro de Comunicação Social do Exército discutindo as colocações que faria publicamente. Isto mostra que o que ele disse representa o pensamento do Exército Brasileiro. Como se viu no apoio recebido do Clube Militar e do Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil.
E não está restrito ao círculo militar a aprovação e o aplauso recebidos pelo General. Nos meios civis, diversas entidades se manifestaram apoiando-o, principalmente nos meios intelectuais, que pressionam o Senado Federal contra a retificação da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, aprovada no âmbito da ONU em 2007.
A assinatura desta “Declaração” em Genebra foi um crime de lesa-pátria perpetrado pela nossa diplomacia, traindo a memória do Barão do Rio Branco, patrono do Itamaraty. Esse crime – que na melhor das hipóteses parece culposo – deve ser denunciado por todos os patriotas.
Neste contexto, é um sinal positivo a posição assumida através da imprensa pelo futuro ministro do Meio Ambiente. A vigilância das forças armadas nos tranqüilizarão e o conhecimento público da conjuntura enquadrarão o PT-governo no compromisso histórico e constitucional de preservar nossas fronteiras e o riquíssimo patrimônio do povo brasileiro que é a Amazônia.
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