Arquivo do mês: maio 2008
BOM SELVAGEM
Índios agridem engenheiro em Altamira
O engenheiro Paulo Fernando Rezende, da Eletrobrás, foi agredido a socos e golpes de facão por índios caiapós ao final de uma palestra em Altamira (PA). Rezende tinha acabado de defender a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Ro Xingu. Ele sofreu um corte no braço. Os índios dizem temer que a instalação da usina inunde parte de suas áreas e defendem a demarcação e uma reserva na região.
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DOSSIÊ FHC
Os aloprados continuam os mesmos…
José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, contradisse a ministra Dilma Rousseff na CPI dos Cartões Corporsativos ao afirmar que o dossiê com gastos do governo tucano foi produzido pela Casa Civil. Afirmou ter recebido a planilha do então subordinado Marcelo Veloso e que não alterou o arquivo antes de remetê-lo via e-mail, “por engano”, a um assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) e ainda ele delatou o assessor da ministra, Norberto Queiroz.
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DESEMPREGO
46% dos brasileiros são de jovens desempregados
O Brasil tem a maior proporção de jovens desempregados, entre 15 e 24 anos, de um grupo de 10 países. O total corresponde a 46,6% da população brasileira, “É um quadro alarmante”, alerta especialista do Ipea. Em seis regiões metropolitanas, os jovens passaram de 45,7% dos desempregados a 46,8%, e o percentual da população economicamente ativa de 15 a 24 anos caiu de 22,9% para 19,4%.
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AUMENTO DE IMPOSTOS
Governistas dispostos a aprovar CPMF
Um almoço entre líderes dos partidos governistas levou à mesa o bolso do contribuinte: fechou-se acordo para apresentar projeto de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Pelo acerto, o tributo terá alíquota de 0,1%, o que deve engordar os cofres públicos com mais de R$ 10 bilhões anuais. Os cofres do governo estão cheios de recursos. Falta é competência para geri-los.
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MANCHETES do dia_21.mai.08
TRIBUNA DA IMPRENSA – Planalto comemora desempenho
de Aparecido
O GLOBO – Mato Grosso se nega a ceder PMs para proteger Amazônia
GAZETA MERCANTIL – Câmbio ajuda e dívida pública encolhe a 2,8%
CORREIO BRAZILIENSE – Eixão do Lazer preservado.
DIÁRIO DE NATAL – Ação cobra reabertura de leitos
no Giselda Trigueiro
A TARDE – Petista diz que vazou dossiê de FH “por engano”
TRIBUNA DO NORTE – Base aliada de Lula vai trazer de volta a CPMF
ZERO HORA – Aliados do governo fecham acordo para recriar CPMF
JORNAL DO BRASIL – Fantasma da CPMF ganha força
FOLHA DE SÃO PAULO – Lula elogia Serra, que elogia Kassab,
que elogia Marta
ESTADO DE MINAS – Vem aí a CPMF de 0,01%
JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Aliados fecham com CPMF de 0,1%
VALOR ECONÔMICO – Tupi já agita o mercado global de equipamentos
O ESTADO DE SÃO PAULO – Base de Lula pede nova CPMF apesar
da alta na arrecadação
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Poesia
Poesia entre o cais e o hospital
Geme no cais o navio cargueiro
No hospital ao lado, o homem enfermo.
O vento da noite recolhe gemidos
Une angústias do mundo ermo.
Maresia transborda do mar em cansaço,
Odor de remédios inunda o espaço.
Máquina e homem, ambos exaustos
Um, pela carga que pesa em seu bojo
Outro, na dor tomando o seu corpo.
Cais, hospital: Portos de espera
E começo de fim da longa viagem.
Chaminés de cargueiros gritando no mar,
Garganta do homem em gemidos no ar.
No fundo, o universo,
O mar infinito,
O céu infinito,
O espírito infinito.
Neblinados em tristezas e medos
Surgem silêncios entre os rochedos.
Chaminés de cargueiros gritando no mar
E a garganta do homem em gemidos no ar.
Adalgisa Nery
A Poetisa
O nome da poeta Adalgisa Nery (1905-1980) deve soar, para a maioria dos leitores, como desconhecido. Mais ainda: mesmo quem tem informação sobre o nome dela pouco sabe sobre seu trabalho.
Adalgisa Maria Feliciana Noel Cancela Ferreira, nome de batismo de Adalgisa Nery, foi poeta, jornalista, prosadora e política. Nasceu no Rio de Janeiro, filha de um funcionário municipal. Órfã de mãe desde os 8 anos, estudou como interna num colégio de freiras. Aos 16 anos, casou-se com o pintor paraense Ismael Nery, um dos precursores do modernismo.
O casamento durou até a morte de Ismael, em 1934.Três anos depois, casou-se com o diretor do temível Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, criado pelo ditador Getúlio Vargas em 1939 para difundir as idéias autoritárias do Estado Novo. O casamento durou treze anos. Nesse período, Adalgisa viajou pelo mundo em missão diplomática, acompanhando o marido.
Separada, abandonou a literatura e passou a dedicar-se ao jornalismo. Também adotou a política. Foi deputada três vezes pela legenda do Partido Socialista Brasileiro. Depois do golpe militar de 1964, passou ao MDB e foi cassada em 1969.
Viúva aos 29 anos e dona de um perfil de mulher fatal, consta que ela destroçava corações. “Acho que todos nós a amávamos, mesmo sem saber que se tratava de amor”, escreveu Carlos Drummond de Andrade após a morte dela.
Seus últimos anos foram melancólicos. Nos anos 70, viveu de favor, durante algum tempo, numa casa do apresentador de televisão Flávio Cavalcanti, em Petrópolis (RJ). Escreveu ainda seis livros — entre os quais dois de poesia. É dessa época o romance Neblina (1972), dedicado a Flávio Cavalcanti. Essa dedicatória, certamente ditada pela gratidão, pegou mal na difícil conjuntura política da época. Cavalcanti era tido como dedo-duro nos meios de comunicação.
Em 1976, Adalgisa recolheu-se a uma clínica para idosos, no Rio. Um ano depois, sofreu um acidente vascular que a deixou hemiplégica. Morreu em 1980.
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Sob críticas, Lula retira MP de crédito suplementar
Premido por um bloqueio armado pela oposição no plenário do Senado, o governo acaba de anunciar a retirada da medida provisória 430. Fora editada na semana passada, para abrir crédito extraordinário de R$ 7,56 bilhões.
Embora o dinheiro se destinasse a financiar reajustes salariais de servidores públicos, PSDB e DEM ergueram barricadas no Senado. Alegaram que o STF já considerara inconstitucional o uso de MPs para abrir créditos não-previstos no Orçamento.
Em articulação iniciada na noite da véspera e concluída há pouco, Romero Jucá(PMDB-RR), líder de Lula no Senado, logrou convencer o governo a converter a MP dos servidores em projeto de lei, como queria a oposição.
Clique aqui para ler na íntegra
Fonte: Josias de Souza
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Aretha Franklin – I Say A Little Prayer
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CARTÕES CORPORATVOS
Divulgar dossiê não é tê-lo elaborado
Indiciado pela Polícia Federal em crime administrativo, vazamento de informações confidenciais, José Aparecido Nunes, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, assumiu a responsabilidade tanto pela elaboração do dossiê sobre gastos particulares do presidente Fernando Henrique e de sua mulher, Ruth, quanto pela divulgação que praticou entregando-o a um assistente do senador Álvaro Dias, de oposição. Arcou, portanto, com uma responsabilidade dupla.
Não ilude ninguém. A inconfidência nada tem a ver com a montagem inicial das informações. São duas coisas distintas. José Aparecido Nunes – não se sabe por que – de fato cometeu uma transgressão grave, e, com isso, comprometeu ainda mais a equipe da ministra Dilma Rousseff, em vez de atrair, como tentou todo o peso da culpa para si. Se assim fosse, ou pudesse ser pior para a administração do governo Lula. Seria o sinal de uma anarquia dentro da própria Casa Civil. O secretário de Controle Interno teria rompido os rígidos limites de sua função e se transformado no secretário do Descontrole.
Pedro do Coutto, jornalista
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AMAZÔNIA
Verde que te quero verde…
O pedido que Carlos Minc levou a Lula da Silva para o Exército Brasileiro vigiar as reservas da Amazônia se encaixa perfeitamente na proposta defendida pelo general Augusto Heleno. O Presidente não gostou da fala do general Heleno, mas todos os oficiais generais apoiaram.
O plano de Minc – que se mostra muito “verde” para enfrentar as mumunhas dos pelegos – fundiu a cuca de Sua Excelência, que não gosta de ser contrariado. Vejam bem: recusou a proposição do novo ministro para não dar razão ao comandante do Exército na Amazônia, o que deveria ser feito se fosse humilde e tivesse espírito patriótico.
(HF/MS)
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