Arquivo do mês: maio 2008
Conselho de Ética julgará Paulinho
O deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), que é o corregedor, vai propor terça-feira ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, o envio imediato ao Conselho de Ética da denúncia envolvendo o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), em fraudes de financiamentos do BNDES investigados pela Polícia Federal. Inocêncio considera que há “provas robustas” da culpa do parlamentar.
Fonte: claudiohumberto.com.br
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
Escritor Roberto Freire morre em São Paulo, aos 81 anos
O escritor e terapeuta Roberto Freire morreu na noite desta sexta, 23, em São Paulo, aos 81 anos. O corpo foi cremado na Vila Alpina na tarde deste sábado. Em carta, Freire pediu que não fossem realizadas cerimônias fúnebres. A família não divulgou a causa da morte.
Autor de 25 livros, Roberto Freire também escreveu para teatro, cinema e televisão. Entre suas obras mais conhecidas estão “Sem Tesão Não Há Solução”, “Coiote” e “Cleo e Daniel”, que ganhou versão para o cinema em 1970, com Sônia Braga, dirigida pelo autor.
Na TV, escreveu para os programas “A Grande Família” e “TV Mulher”.Em 2003, então aos 77 anos, Roberto Freire lançou a autobiografia “Eu É um Outro”. Roberto Freire foi o criador da somaterapia, terapia corporal baseada nas teorias psicanalíticas do austríaco Wilhelm Reich e de conceitos anarquistas.
Freire se apresentava como “anarquista, escritor e terapeuta”.
Fonte: Uol Notícias
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
Frase_2/24
“O resto é silêncio.”
Shakespeare, (1564- 1616) foi um dramaturgo e poeta inglês.
- Notícias
- Comentários desativados em Frase_2/24
- Tweet This !
Da Folha de S. Paulo
O Conselho de Ética da Câmara, pelo qual passará o caso do cada vez mais enrolado Paulinho da Força (PDT-SP), vive uma disputa interna diretamente relacionada à Operação Santa Tereza da Polícia Federal, que atingiu o deputado. A presidência do órgão, vaga desde a morte de Ricardo Izar (PTB-SP), é reivindicada pelos petebistas para Sérgio Moraes (PTB-RS).
Mas uma articulação de bastidores tenta instalar no posto Marcelo Ortiz (PV-SP).
Curiosamente, o PV é, depois do PDT de Paulinho, uma das siglas mais expostas pelas descobertas da PF. Escutas telefônicas ligaram os investigados a um assessor, que acabou exonerado, do deputado Roberto Santiago (PV-SP).
Fonte: Noblat
- Notícias
- Comentários desativados em Da Folha de S. Paulo
- Tweet This !
Milhares comparecem ao velório de Jefferson Péres
Milhares de pessoas já passaram pelo Centro Cultural Palácio Rio Negro, sede histórica do governo amazonense, em Manaus, para dar o último adeus ao senador Jefferson Péres.Péres (PDT/AM), 76, faleceu às 6h10 de sexta-feira, vítima de um infarto agudo do miocárdio. Seu corpo está sendo velado desde as 14h de sexta e deve ser às 16h, no cemitério São João Batista. Antes, o cortejo deve cruzar as principais ruas de Manaus.
Uma comitiva de 13 senadores encabeçada pelo presidente Garibaldi Alves (PMDB-RN) compareceu ao velório. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que “perdeu um amigo”. Segundo Suplicy, Péres era um exemplo, sempre o primeiro a chegar às reuniões do Senado, e alinhado com todas as questões éticas. A ex-senadora Heloisa Helena, do PSOL, chorou a morte do amigo. “Quando soube, pela Internet, que ele havia falecido, deixei tudo para vir a Manaus. Péres foi um dos meus grandes amigos no Senado, nas horas mais difíceis.”
O governador Eduardo Braga, do Amazonas, o senador Arthur Virgílio (PSDB), o prefeito de Manaus Serafim Corrêa (PSB) – um dos maiores aliados e apoiadores do senador, e que chegou chorando ao velório – e praticamente todos os políticos do Estado estiveram presentes.
O vice-presidente da República, José Alencar, mesmo com a saúde fragilizada, vem a Manaus pelos laços de amizade que mantinha com o senador Peres e como representante do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Durante toda a madrugada deste sábado (24), o movimento foi constante no velório. “Vim para dar um último adeus a este político que honrou a nação com sua postura ética. Ele vai fazer muita falta”, disse Adib Assi, 70, tio do escritor Millton Hatoum.
Os cientistas Wilson Alecrim e Graça Alecrim, considerados as maiores autoridades sobre a malária no Amazonas , também foram levar suas condolências à viúva Marlídice e aos filhos Roger, Ronald e Rômulo. “É muito difícil aceitar a morte do senador, porque ele estava bem de saúde. O Secretário de Ciência e Tecnologia do Amazonas, José Aldemir de Oliveira, lamentou a morte, tendo em vista a sua atuação como político, intelectual e como um cidadão que amava a cidade de Manaus. Ele lembrou que Péres era um entusiasta do Museu da Amazônia, que representa a diversidade ambiental e cultural da região.
“O senador Jefferson Péres sempre foi um apaixonado por Manaus”, lembrou o historiador e secretário estadual de Cultura do Amazonas, Robério dos Santos Pereira Braga. Braga e Péres tinham uma reunião agendada no dia da morte do senador, na qual discutiriam a retomada de uma série de obras de restauração do centro antigo de Manaus. A reitora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Marilene Corrêa da Silva Freitas, lembrou a importância de Peres como professor de economia. “Perdemos uma pessoa que dedicou toda sua vida à universidade”, disse.
Histórico familiar
Não é a primeira vez que a família Carpinteiro Péres sofre com a perda súbita de entes queridos. Na década de 40, o então deputado federal Leopoldo Carpinteiro Péres, tio do senador Jefferson Péres, morreu de um ataque cardíaco fulminante, na tribuna da Câmara dos Deputados, no Rio de Janeiro, no momento em que proferia discurso em defesa da Amazônia. Em 1962, o pai do senador, o desembargador Arnoldo Carpinteiro Péres, também foi vítima de problemas cardíacos. Ele morreu de um infarto na porta do Tribunal de Justiça do Amazonas.
No entanto, o senador Jefferson Peres, que sempre levou uma vida muito regrada – não bebia, não fumava e tinha alimentação e hábitos de vida saudáveis, segundo amigos e familiares – nunca teve problemas cardíacos. Tinha médicos em Brasília e em Manaus, onde se consultava regularmente sem apresentar nenhuma alteração. “Nos últimos meses ele apresentou um leve quadro de hipertensão, mas nada que chegasse a preocupar os médicos nem ele mesmo”, informou a assessoria do senador, em Manaus, lembrando que apesar dos 76 anos, Jefferson Peres nunca precisou se submeter a nenhum tipo de cirurgia.
O senador deixa a mulher, Marlídice de Souza Carpinteiro Peres, com quem estava casado há 40 anos; os filhos Ronald, de 39 anos, advogado; Roger, de 34 anos, administrador de empresas; e Rômulo, de 32 anos, também advogado, o único casado. Ele não deixa netos.
Fonte: Uol Notícias
- Notícias
- Comentários desativados em Milhares comparecem ao velório de Jefferson Péres
- Tweet This !
Sagas sincopadas
Na semana passada, uma grande noite de choro no Rio reuniu mais de 50 músicos em homenagem a um homem a quem o Brasil muito deve e que, exceção à regra, tem tido o reconhecimento que merece: o flautista Altamiro Carrilho.
Pelo palco do Vivo Rio passaram algumas das maiores autoridades atuais do gênero, como o bandolinista Deo Rian, os violonistas Mauricio Carrilho e João Lyra, o flautista Carlos Malta, a dupla Zé da Velha, trombone, e Silvério Pontes, trompete, o conjunto Tira Poeira, os meninos da Orquestra Furiosa Portátil etc. E o insuperável gaitista Mauricio Einhorn.
Foi como se, durante três horas, a história do Brasil pelo choro desfilasse aos nossos ouvidos: dos pioneiros do século 19, como os flautistas Joaquim Calado e Patápio Silva, o maestro Anacleto de Medeiros e os pianistas Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, aos mestres do século 20, como os flautistas Pixinguinha e Benedito Lacerda, o clarinetista Abel Ferreira, o cavaquinista Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim e tantos mais, dos quais Altamiro é o maior herdeiro vivo.
E foi ele quem, aos 83, fechou o show, com fôlego, velocidade e imaginação invejáveis.Assisti-o ao terminar a leitura do novo livro de Jairo Severiano, “Uma História da Música Popular Brasileira – Das Origens à Modernidade”. É uma narrativa abrangente, concisa e didática, como ainda não se fizera por aqui, dos brancos, negros e mulatos que se fecundaram uns aos outros e produziram essas cadências sincopadas, cheias de bossa, que fixaram nosso caráter musical.
O livro e o show reforçaram minha convicção de que a música no Brasil se caracteriza pela bossa, mais que pelo romantismo. Às vezes, essa bossa parece envelhecer. Mas, quando acontece, vem alguém e inventa uma bossa nova.
Fonte: Folha de S. Paulo/Ruy Castro
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
Celebrado pela consistência moral, o senador Jefferson Peres não via nisso motivo para homenagens.
Se oportunidade tivesse de comentar a própria despedida, diante da exaltação geral à sua conduta ética como atributo de exceção, o senador provavelmente repetiria o que dizia em vida.
“Agir eticamente para mim é tão natural quanto o ato de respirar. Não é pose, não é bandeira eleitoral, não é construção artificial de imagem para uso externo, é compromisso de vida.”
Fonte: O Estadão
- Notícias
- Comentários desativados em
- Tweet This !
HISTÓRIA – há 34 anos…
24/05/1974 – O grande maestro do Jazz
Um dos artistas musicais mais completos Duke Ellington morre aos 75 anos. Edward Kennedy Ellington foi um maestro invejável, um pianista fabuloso e compositor criativo. O apelido de Duke (duque) vinha pela sua elegância em se vestir. Já tinha intimidade com o piano aos 7 anos de idade. Com 17 anos, o garoto Edward aceitava um emprego de pianista de ragtime no Poodle Dog Café.
Foi nesta época que escreveu sua primeira composição “Soda Fountain Rag”. Em 1918, Ellington formou um conjunto. Os Washingtonians foram para Nova Iorque em 1922. A banda conseguiu um emprego no Clube Hollywood, na Broadway. Este contrato deu fama e prestígio ao jovem bandleader de Washington. Permaneceu até 1927, quando foi substituir um dos pais do Jazz, King Oliver no Cotton Club. Foi lá que Ellington estabeleceu sua reputação de chefe de orquestra e produziu as suas primeiras composições importantes, nos quatro estilos que caracterizariam sua obra.
Comprovando a teoria de maestro, a futura Duke Ellington Orchestra absorveria os melhores músicos, sempre em busca de novos e eficientes nomes para os instrumentistas. As gravações da orquestra começaram em 1925 e, em 1933 parte para sua tournée européia. Em 1943 faria sua apresentação no Carnegie Hall. Já foi dito que Duke Ellington e sua obra formam um universo dentro do universo do jazz. Sempre foi difícil separar o bandleader e o compositor.
Edward Kennedy Ellington foi um arquiteto musical, um artista que usou sua sensibilidade, sua inteligência e o seu humor para dizer, na sua linguagem e tom o que tinha necessidade de dizer, seja sobre gente, sobre coisas ou sobre estados de espírito.
Os quatro estilos ellingotnianos
O primeiro estilo de Ellington é o estilo jungle: temas jazzísiticos, fortemente marcados pelo blues e tratados como pequenos poemas sinfônicos, que procuram evocar a atmosfera densa e misteriosa da selva africana (Black and Tan Fantasy). O segundo estilo típico da obra de Duke é o mood, composições de peças tipo standard, com uma densa atmosfera harmônica (Solitude, Mood Indigo). O estilo menos importante é o Standard (Moonglow).
Já o estilo Concerto é o das obras mais cuidadas, trabalhadas e destinadas inicialmente a destacar um dos muitos grandes solistas da orquestra.
Fonte: CPDOC/JB
- Notícias
- Comentários desativados em HISTÓRIA – há 34 anos…
- Tweet This !
Canelas – RS
- Notícias
- Comentários desativados em Canelas – RS
- Tweet This !

Comentários Recentes