Arquivo do mês: maio 2008

CORRUPÇÃO

Corregedor propõe cassação de Paulinho

O corregedor-geral da Câmara, Inocêncio de Oliveira (PR-PE), recomendou a cassação do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, e encaminhou relatório ao Conselho de Ética. Paulinho é suspeito de participar do desvio de recursos públicos. Em seu parecer, o corregedor afirma que Paulinho usou verbas da Câmara para pagar dois profissionais ligados a integrantes do esquema do BNDES e à Força Sindical, central cujo presidente é o próprio deputado. Paulinho negou ter cometido irregularidades e disse que é “vítima de perseguição política implacável”.

NOVA CPMF

É cínica a manobra governista

A base parlamentar do PT-governo no Congresso decidiu apresentar hoje a proposta de criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde), nos moldes da CPMF, mas com alíquota de 0,1% ante 0,38% do antigo tributo. Os R$10 bilhões anuais esperados iriam integralmente para saúde. A proposta por projeto de lei complementar, é juridicamente polêmica: a Constituição só permite criar por esse instrumento tributos não-cumulativos.

MANCHETES do dia_28.mai.08

TRIBUNA DA IMPRENSA – Mesa aprova parecer pela cassação
de Paulinho

FOLHA DE SÃO PAULO – Lula dá alívio recorde a agricultores

JORNAL DO BRASIL – Juro do cheque especial sufoca a classe média

GAZETA MERCANTIL – Indústrias trocam produção nacional
pela importada

DIÁRIO DE NATAL – Carlos derrota Rogério em reunião tumultuada

ZERO HORA – Marisa diz que Dilma mentiu

TRIBUNA DO NORTE – PSB aprova aliança em reunião tumultuada

A TARDE – Câmara vota nova CPMF disfarçada

ESTADO DE SÃO PAULO – Pedida a cassação de Paulinho

O GLOBO – Aliados dão nome novo para recriar velha CPMF

CORREIO BRAZILIENSE – Uma segunda chance

VALOR ECONÔMICO – Dividendos crescem 70% e atingem
R$ 12,7 bilhões

ESTADO DE MINAS – Lula intervém para garantir aliança em BH

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Governo tenta recriar hoje a CPMF

Poesia

DOS NOSSOS MALES

A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais…

Mário Quintana

O Poeta

Mário de Miranda Quintana (Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Considerado o poeta das coisas simples e com um estilo marcado pela ironia, profundidade e perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase que a sua vida toda.

Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em busca do tempo perdido de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e sangue, de Giovanni Papini. Em 1953 trabalhou no jornal Correio do Povo (Porto Alegre).

Trabalhava como colunista da página de cultura, que saía no dia de sábado, e em 1977 saiu do jornal. Segundo o próprio poeta, em entrevista a Edla van Steen em 1979, seu nome foi registrado sem acento. Assim ele o usou por toda a vida. Todavia, segundo as normas ortográficas atualmente em vigor, prescreve-se o uso de acento agudo no prenome “Mário”, após a morte do autor.

Em 2006, no centenário de seu nascimento, várias comemorações foram realizadas no estado do Rio Grande do Sul em sua homenagem.

Corregedor vai recomendar cassação de Paulinho e Juvenil à Mesa da Câmara

O corregedor-geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PP-PE), afirmou que vai recomendar ainda hoje à Mesa Diretora da Casa a perda de mandato de dois deputados federais. Para Inocêncio, a Câmara deve cassar os mandatos parlamentares dos deputados Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (PDT-SP), e Juvenil Alves (PRTB-MG).

Inocêncio disse ainda que “não há dúvidas” sobre as acusações que envolvem Juvenil e Paulinho. Ele diz contar com o respaldo do comando da Câmara para dar continuidade às investigações que podem levar à perda de mandato após julgamento no Conselho de Ética da Casa e no plenário.
Paulinho é suspeito de envolvimento com o esquema de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).


O esquema foi desmantelado pela Operação Santa Tereza da Polícia Federal. O deputado negou as acusações, afirmou que é vítima de “perseguição” e ganhou o apoio do PDT que se esquivou de encaminhar o caso para a comissão de ética da legenda.

Para Inocêncio, as justificativas de Paulinho são vazias e improcedentes. “É caso para perda de mandato. Não temos dúvidas de sua culpabilidade. A situação é gravíssima”, disse o corregedor.
Já Juvenil é acusado de abuso do poder econômico. Juvenil é apontado pelo MPF (Ministério Público Federal) como mentor e chefe de uma complexa organização criminosa internacional denominada de “blindagem patrimonial”. O esquema criminoso, desmontado pela operação Castelhana da PF em novembro de 2006, pode ter gerado aos cofres da Receita Federal um prejuízo de R$ 1 bilhão.

“Vou recomendar a perda de mandato por vários indícios que levantam suspeitas entre outros crimes por abuso de poder econômico”, disse Inocêncio. “É outro caso para perda de mandato.”
O corregedor negou que a proximidade das eleições e o envolvimento dos deputados com as campanhas eleitorais possa beneficiar Juvenil e Paulinho, uma vez que a Câmara deverá esvaziar após julho. “Não há a menor possibilidade de isso ocorrer. É uma opinião de honra para a Câmara”, afirmou Inocêncio.

Fonte: Folha Online

Ciência x corte raso

A investida dos governadores da Região Amazônica é de matar de vergonha: o que eles vão pedir ao governo é que a lei não seja cumprida e que grileiros e desmatadores possam ter financiamentos e vender seus produtos. Por outro caminho, a Academia Brasileira de Ciências está formulando uma proposta de investimentos maciços em ciência na região para melhor protegê-la; uma revolução científica.

O “Bom Dia Brasil” de ontem trouxe um flagrante de um crime típico na Amazônia: a reportagem de Roberto Paiva e Jorge Ladimar mostrou, no Pará, trabalhadores escravizados no meio da floresta. Isolados, sem receber há dois meses, sem alimentação adequada, obrigados a trabalhar na preparação de outro crime: o desmatamento em área pública e protegida. O trabalho escravo sempre esteve associado ao desmatamento criminoso. O “dono” do “empreendimento” não apareceu; apresentou-se apenas o recrutador da mão-de-obra. A equipe móvel do Ministério do Trabalho deu o flagrante.

Clique aqui para ler na íntegra.

Do Panorâmico Econômico/Míriam Leitão

Turíbio Santos toca Bach

Reynaldo Fonseca

A Beleza - 2007 Reynaldo Fonseca
A Beleza (2006)

Reynaldo Fonseca – (1925, Recife, PE). Estudou na Escola de Belas Artes do Recife. Em 1944 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi orientado por Portinari. Seu currículo inclui participações na Bienal de São Paulo, no Salão Nacional de Arte Moderna e na mostra Panorama de Arte Atual Brasileira, do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Individuais de sua pintura realizaram-se em Recife, São Paulo e principalmente no Rio de Janeiro. Em fins de 1993 e princípios de 1994, o Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, realizou uma nova mostra de suas pinturas.

Frase_2/27

“Seria mais fácil administrar a Amazônia de Washington do que do Rio de Janeiro.”

George Bush, presidente dos EUA

Serrano defende prorrogação da CPI e diz que Dilma mentiu em depoimento

A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), presidente da CPI dos Cartões Corporativos, disse nesta terça-feira que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) mentiu ao prestar depoimento à Comissão de Infra-Estrutura do Senado em abril quando disse que o governo não montou dossiê com informações de gastos da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Serrano disse que houve um dossiê montado pela Casa Civil, o que justifica que a CPI continue suas atividades por mais 30 dias para investigar o caso.

“Houve um dossiê, portanto a ministra Dilma não disse a verdade quando afirmou na comissão que não houve dossiê. Não sabemos quem mandou fazer e o objetivo com que foi feito. É um crime fazer dossiê, resquício do Estado arbitrário. Precisamos de tempo para responder a essas perguntas”, afirmou.

Serrano fez um apelo para que os integrantes da CPI aprovem o requerimento para uma acareação de José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de controle interno da Casa Civil, e André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Os dois prestaram depoimento à comissão na semana passada, mas, segundo a presidente da CPI, deixaram pontos contraditórios sobre o vazamento do dossiê sem explicações. Aparecido é acusado de enviar o dossiê para Fernandes, por e-mail.

“Negar a acareação não é decente. Não compactuamos com nenhum acordo, temos que garantir que a verdade venha à tona inclusive com a lembrança ética do senador Jefferson Péres [morto na última sexta-feira]”, defendeu Serrano.

Os governistas ficaram irritados com as acusações da presidente da CPI. O relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), chegou a defender que ela deixasse a presidência e fosse à tribuna para defender o requerimento –uma vez que, como presidente, não tem autonomia para expor suas posições pessoais.

Sérgio reiterou que não vai incluir no texto final da comissão as investigações sobre o dossiê porque considera que a Polícia Federal deve investigar o caso. “Não me interessa saber pontos contraditórios dos depoimentos. O banco de dados da Casa Civil tinha o objetivo de servir à CPI e serviu. Vamos encaminhar contra a acareação, ela não serve ao objeto dessa CPI”, enfatizou.

O deputado Carlos Willian (PTC-MG) disse que a comissão será “enterrada” nesta terça-feira porque a base aliada –com ampla maioria na CPI– vai rejeitar todos os requerimentos de convocação ou acareação. “Essa CPI não andou, está capengando. Hoje vai ser enterrada, não por culpa do governo, mas da própria oposição. Somos governistas, mas não deixamos de apurar os fatos”, disse.

Se os requerimentos forem rejeitados, Serrano pretende estabelecer um prazo para a apresentação dos sub-relatórios à comissão. Em seguida, vai marcar um prazo para que o relator apresente seu texto final, o que na prática encerra os trabalhos da CPI.

Fonte: Folha Online