Arquivo do mês: março 2008

COMENTÁRIO DE LÚCIA HIPPÓLITO

Tem candidato novo na praça

Depois de lançar a ministra Dilma Roussef como a “mãe do PAC” (argh!), para tentar viabilizar nacionalmente o seu nome e ver como ela se sai como candidata a candidata, Lula começou ontem a testar o ministro Patrus Ananias.Grande cerimônia comemorou os quatro anos do Ministério do Desenvolvimento Social.

Diante de 16 ministros entre os quase 1.300 convidados (isso mesmo!), o próprio presidente Lula revelou a verdadeira razão da festa, ao comentar, no fim do discurso que, se todos os seus ministros decidirem comemorar aniversário de ministério, ele (Lula) não fará outra coisa a não ser comparecer a festas.
(Também, com quase 40 ministros… Deixa prá lá.)

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O QUE PRECISA MELHORAR NO BRASIL?

Duas coisas: educação e investimento em infra-estrutura. Pode notar: é onde bate o esforço de crescimento, na falta de mão-de-obra e de logística. Um risco imediato é a falta de energia.
Não é que faltam apenas escolas técnicas, por exemplo, para formar trabalhadores qualificados e especializados. Faltam simplesmente trabalhadores que saibam ler, compreender e fazer as contas.

O padrão internacional é o seguinte: o trabalhador tem de saber ler e compreender um manual de operações de uma máquina computadorizada. Nossa escola fundamental e média tem que ensinar basicamente português e matemática, e mais ciências. Com a língua e a matemática, aprende-se todo o resto.

Mas não é para tratar disso burocraticamente, mais ou menos como o governo trata a questão dos aeroportos. A Infraero, por exemplo, tem planos de fazer de Viracopos o maior aeroporto da América Latina… em 20 anos!
Há urgência — e como são áreas de maturação demorada, o país precisa de duas revoluções.

Trata-se de fazer disso dois objetivos nacionais, pluripartidários, porque, convenhamos, todo mundo concordará que precisamos de mais e melhores escolas, mais estradas, portos, etc.
E, nisto, como os governos não têm dinheiro, porque o país optou pelo gasto social, só tem uma saída: privatização. Que está voltando, não pela ideologia, mas pela necessidade.

Mas na educação, continuamos lerdos e burocráticos. Não se conseguiu nem entregar computadores para todos os alunos do ensino público.

Fonte: blog do Sardenberg

Fonte: chargeonline.com.br/Lane

EDITORIAL DA FOLHA DE S. PAULO

ARROZ COM FEIJÃO

Distribuição de marmitas e churrasco à população de baixa renda dá o tom de festividades políticas em ano de eleições locais

DIA DE FESTA em Dianópolis, sudeste de Tocantins. Não é todo dia, afinal, que um presidente da República resolve aparecer na localidade. Na terça-feira passada, Lula oficializava, ao lado de 28 prefeitos, a entrega de títulos de propriedade a 58 famílias de pequenos agricultores, beneficiados pela primeira etapa de um projeto de irrigação rural.Eram 2,2 mil hectares. Outros 2,3 mil hectares foram repassados a cinco empresários.

Mas não houve, na cerimônia, quem exigisse maior eqüidade distributiva na ação presidencial. Cerca de 5.000 pessoas comemoravam, ali, outro tipo de distribuição: a de marmitas (arroz, feijão, carne, mandioca e refrigerante) pagas pelo governo Marcelo Miranda (PMDB). A fila para receber o alimento estendeu-se por meio quilômetro.

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PRAIA DE PONTA NEGRA – NATAL ANTIGA

PRAIA DE PONTA NEGRA - anos 30/40
Praia de Ponta Negra – Natal/RN – Entre as décadas de 30/40

Fonte: Memoria Viva/Jaeci Emerenciano

Governo Lula decide tratar oposição ‘à moda FHC’

Arrancada da memória por uma liderança do PT no Senado, uma máxima do ex-deputado Luiz Eduardo Magalhães, morto em abril de 1998, tornou-se o modelo do governo Lula nas relações com o Congresso. “Vamos patrolar a minoria”, dizia Luiz Eduardo, o filho de Antonio Carlos Magalhães, que presidiu a Câmara sob FHC.

Quando o acusavam de truculência, Luiz Eduardo saía-se com uma resposta padrão: “Nossas armas serão o regimento e os votos da maioria.” É o que cobra Lula de seus aliados. O presidente encomendou dos apoiadores do governo no Congresso o “enquadramento” da oposição. Nos moldes do que fazia o antecessor Fernando Henrique Cardoso.

Rodeado pelos mesmos partidos que gravitavam em torno de FHC, Lula deseja dos que lhe dão suporte legislativo que recorram ao regimento e à maioria, as armas preferidas de Luiz Eduardo, ex-estrela do PFL. Não faz sentido, diz o presidente, que o governo se deixe emparedar pela minoria representada por PSDB e DEM, como o pefelê dos Magalhães passou a se chamar.

Lula festejava com auxiliares, na noite desta quarta-feira (12), a aprovação da medida provisória da TV Pública e do projeto de Orçamento para 2008. Classificou as duas votações como “divisor de águas”. Massacrados de madrugada e rendidos à tarde, PSDB e DEM, pilares de FHC no Legislativo, queixam-se de “truculência” do Planalto. Prometeram reagir com a obstrução. O governo dá de ombros. Diz-se nos arredores de Lula que não foram empregados senão os recursos largamente utilizados sob FHC.

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Fonte: Josias de Souza

NOTICIÁRIO DE HOJE

EXPORTAÇÕES – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem um pacote de medidas para tentar reduzir o fluxo de dólares para o país, limitar a valorização do real frente à moeda americana e reforçar as exportações. O pacote inclui a tributação das aplicações de investidores estrangeiros. Para especialistas, as ações são boas, mas insuficientes.

IMPOSTOS – Relator da reforma tributária na Câmara, o deputado Leonardo Picciani incluiu no projeto o recolhimento de ICMS para operações com petróleo e energia nos Estados produtores. Uma vitória do Rio e de Minas Gerais contra São Paulo.

DENGUE – A confirmação de que 15.848 pessoas estão com dengue no Rio representa um aumento nos registros de 7,3% num só dia. Uma das causas é a dificuldade no combate: na Cidade de Deus, o tráfico barrou os bombeiros por suspeita e que ajudam a PM.

PNEUS USADOS – A Receita Federal investiga 12 empresas que conseguiram importar da Europa cerca de 200 mil pneus usados, que oferecem risco ambiental. Há suspeitas de que tenham burlado a legislação para revender o produto no Rio e em estados vizinhos, o que é proibido.

INVESTIMENTO – As aplicações estrangeiras em títulos públicos pagarão 1,5% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e os exportadores deixam de ter a obrigação de trazer para o Brasil os dólares obtidos com suas vendas lá fora. As medidas devem ajudar a puxar um pouco o dólar, que fechou a R$ 1,675.

PLANOS DE SAÚDE – A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) vai entrar, na próxima semana, com uma ação na Justiça contra a ampliação do rol de procedimentos que os planos de saúde têm que cumprir.

PETRÓLEO – O preço do barril de petróleo WTI atingiu, mais uma vez, cotação histórica ao fechar a sessão de ontem da Bolsa de Nova York a US$ 109,92 o barril, superando o recorde do dia anterior, de US$ 108,75.

EDUCAÇÃO – O Ministério da Cultura está finalizando um projeto que garante a maior acesso dos deficientes visuais a livros, nos formatos braille e em áudio. As editoras terão um prazo de três anos para se adaptar à nova regulamentação.

DINHEIRO

Pagamentos em espécie superam os demais

Cédulas e moedas são o principal meio usado no Brasil para o pagamento de compras e contas e ganham, de longe, dos cartões de crédito e de débito. É o que mostra pesquisa feita pelo Datafolha a pedido do Banco Central. Pelo levantamento, 77% do gasto médio mensal da população é feito com dinheiro em espécie. Esse comportamento é puxado pelas pessoas de renda mais alta e que tenham mais anos de estudo. Entre as classes A e B, os pagamentos em dinheiro representam 45% dos gastos totais. Entre as pessoas que concluíram um curso superior, essa proporção sobe para 51%. Uma possível razão para essa preferência, segundo o BC, é o alto número de pessoas que recebem salário em dinheiro, e não por meio de depósito bancário. Pela pesquisa, 55% dos entrevistados em todo o país são pagos em espécie, contra 37% dos que recebem via instituição financeira. No Nordeste, a parcela da população que recebe salários em dinheiro é maior, chegando a 70%.

ELETROBRÁS

Empresa agora pode atuar no Exterior

Sob críticas da iniciativa privada, a Eletrobrás ganhou poderes para atuar em outros países e ter participação majoritária em usinas no Brasil. O objetivo do governo é transformá-la numa super estatal, à semelhança da Petrobras, com investimentos nos países vizinhos. “Temos que promover a integração energética na América do Sul”, disse ao Valor Econômico o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, satisfeito com a aprovação da medida provisória que permitiu as mudanças, no fim da noite de terça-feira, pelo Senado.

DIPLOMACIA

Brasil e Espanha se acertam

O ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, disse ontem que acertou com o governo da Espanha uma espécie de “trégua” na rigidez contra a entrada de brasileiros no país até o início de abril. No próximo mês, segundo o ministro, as chancelarias espanhola e brasileira se reunirão para discutir a possibilidade de adotar novos procedimentos de controle migratório entre os dois países. A “trégua” foi acertada em um telefonema entre Amorim e seu colega espanhol, Miguel Ángel Moratinos, ontem pela manhã. Representa uma primeira tentativa de entendimento desde o início da crise provocada pela expulsão de estudantes brasileiros que passariam por Madri a caminho de congressos em Portugal. Os dois chanceleres concordaram que é preciso avaliar a rigidez dos espanhóis em relação à entrada de turistas do Brasil -em fevereiro, a média diária de brasileiros “inadmitidos” na Espanha foi de 15, contra seis em 2006.