Arquivo do mês: março 2008

OPINIÃO

Alegre diáspora

Pode ser que a partir de amanhã, ou depois, o Congresso consiga funcionar outra vez, depois de uma semana que, se não foi santa para a maioria dos deputados e senadores, tornou-se ao menos fluida e vaporosa. Tem parlamentares chegando de Cingapura, Malásia, Timor Leste e Indonésia. De Paris e Nova York, nem se fala. A maioria, porém, permaneceu apenas longe de Brasília. Em suas bases, especialmente em estados litorâneos, curtindo a praia. Tudo porque na sexta-feira, tradicionalmente Santa, não haveria expediente. Como não há em nenhuma outra sexta-feira do ano.

Carlos Chagas, jornalista

CPI DAS ONGS

“Onda Azul” pode ser um maremoto

Em viagem ao exterior, o ministro Gilberto Gil não sabe que sua ONG, “Onda Azul”, está na mira da Oposição. À custa do prestígio de Gil, a entidade tem recebido muitas verbas públicas, em grande parte desviadas. Como o ministro não se mete na administração, desconhece as irregularidades. A sorte dele é que, por conveniência do governo e de políticos de diferentes partidos, a CPI não anda, nem vai andar. Governo e oposição, atingidos.

Comentário (I)

Marta Suplicy quer atuar em duas frentes

Dona Marta Suplicy está cada dia mais engraçada. Textual: “Sei que posso prestar grandes serviços ao povo de São Paulo”. Se “ela sabe”, o povo não acredita, foi derrotada no cargo. Depois: “Só que estou fazendo um trabalho tão bom no Turismo, que gostaria de continuar”. Quer dizer, duas frentes. Só que essas “duas frentes” se chamam, prefeitura agora, presidência da República em 2010. Perde agora, não será candidata em 2010.

Hélio Fernandes, jornalista

RIO DE JANEIRO

Epidemia começa a ser combatida

O combate à dengue no Rio ganha, nesta segunda-feira, duas novas medidas que podem reduzir o tempo de espera na fila dos hospitais: três tendas de hidratação começam a funcionar às 16h e médicos do Corpo de Bombeiros vão ajudar no atendimento aos doentes.

Ricardo Noblat, jornalista

FRASE DA VEZ_1/24

“Qualquer um pode passar por mentiroso, menos o presidente da República”.

Lula da Silva, presidente da República

NOTICIÁRIO DO DIA

IÔ-IÔ LULISTA – Lula dá sinal verde a debate sobre a liberação do jogo, mas veta autorização de caça-níqueis.

CARESTIA DE VIDA – Junto com a forte demanda mundial por comida e biocombustíveis, crise norte-americana eleva valor de produtos à base de matérias-primas do campo. Impacto já é sentido nos supermercados brasileiros. Em dois meses, o óleo de soja subiu 15,6%. Farinha, macarrão, biscoitos e pães também estão mais caros.

NOTAS CALÇADAS – TCU identifica irregularidades em 35% dos comprovantes de despesas que analisou na Presidência da República. Entre os problemas estão as “notas calçadas”, em que o valor da nota na prestação de contas difere do que está no talonário do fornecedor.

CLASSES C, D, E – Consumidores de baixa renda obrigam empresas a mudar.Companhias têm de criar produtos voltados às classes C, D e E, que já são 50% do mercado. Ameaçados pelo avanço de marcas mais “populares”, fabricantes estão tendo de fazer com que seu produto “caiba no bolso” desse público.

FRUTO PROIBIDO – Alvo de forte oposição do PSDB no campo federal, partido do presidente Lula se reúne para definir se fará coligações com os adversários nas eleições municipais de outubro em cidades como Belo Horizonte, Aracaju e Salvador. Em 2004, a parceria conquistou a prefeitura de 177 cidades do país.

DESONESTIDADE

Continua válida a opinião de Pelé sobre cartolas

Exatos dez anos depois da criação da Lei Pelé, o futebol brasileiro ainda engatinha na profissionalização dos clubes. Graças ao governo, com a criação da Timemania, algumas equipes poderão amenizar suas dívidas. O ex-ministro de Esporte Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, costuma dizer que os clubes têm problemas de administração por causa da falta de honestidade dos dirigentes.

O cenário nacional está muito longe do futebol europeu, cheio de craques, brilho e, principalmente, dinheiro. Nos últimos quatros anos, considerando transmissões de TV, venda de jogadores, patrocínios e bilheteria, entre outras receitas, o mercado futebolístico movimentou R$ 3,5 bilhões – algo como R$ 875 milhões por ano. É menos do que ganha sozinho numa temporada o espanhol Real Madrid, que fatura R$ 944 milhões.

Há algumas explicações para o abismo entre Brasil e Europa. Lá as principais equipes seguem um planejamento estratégico de longo prazo, com ênfase nas ações de marketing. No Brasil, esse trabalho ainda é incipiente, mas equipes como São Paulo, Atlético Mineiro e Grêmio já avançam no processo de profissionalização.

PETROBRAS

Produção fraca prejudica exportação

As exportações brasileiras de petróleo despencaram 48,6% em janeiro último em relação ao mesmo período de 2007, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A queda reflete sobretudo a fraca produção da Petrobras, que recuou no primeiro mês do ano e também em fevereiro, quando caiu de 1,826 milhão de barris por dia, em janeiro, para 1,821 milhão de barris/dia. “É um cenário que preocupa no curto prazo, principalmente quando os preços estão subindo e a empresa está deixando de exportar, deixando de ganhar”, diz o analista Luiz Otávio Broad.

DENGUE

Morre 49ª vítima: menino de 12 anos

Subiu para 49 o número de mortes por dengue no Rio com a confirmação de que Vinícius Ramos Siqueira da Silva, 12 anos, foi vítima da forma hemorrágica da doença. Manifestantes fizeram ato em Ipanema contra o descaso das autoridades. Cleiton Pereira, sócio de uma casa lotérica e um dos organizadores da passeata, iniciou uma promoção em seu estabelecimento: promete bilhetes de loteria a quem entregar mosquitos.

ENERGIA

Aumentam lucros das empresas de eletricidade

As companhias elétricas do país tiveram em 2007 seu melhor ano desde o apagão de 2001. A forte demanda, principalmente dos consumidores residenciais e comerciais, e a alta nos preços da energia foram os principais fatores que permitiram o aumento de 35,4% no lucro de 17 empresas que já publicaram balanços, conforme levantamento do Valor Data. O resultado da última linha dos balanços passou de R$ 8,77 bilhões em 2006 para R$ 11,88 bilhões no ano passado.