Arquivo do mês: setembro 2007

Chata e repetitiva

O senador Renato Casagrande (PSB-ES), ao defender a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a perícia da Polícia Federal foi chata e repetitiva no ponto em que afirma não ser possível comprovar a renda pecuária de Renan com venda de gado. Casagrande afirmou que Renan teve atividade pecuária fictícia. Citou ser impossível comprovar a renda e a evolução do rebanho de gado.

O relator vai além e diz que o presidente do Senado não poderia ter incluído a verba indenizatória como renda. Ao terminar, Casagrande disse que durante o processo não fez show, não optou pelo espetáculo.“Poderíamos ter ido para Alagoas, mas não fizemos, não fizemos espetáculo para dar credibilidade a todo o processo”, disse Casagrande.

Fonte: Entrelinhas/blog do G1

Fonte: chargesonline.com.br/DaCosta

Direto de São Paulo – Pedroso de Morais – Pinheiros

Foto: Marjorie Salu

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FRASE DA VEZ_3/5

“Uma das coisas mais aborrecidas na velhice é essa história de a hora só ter 30 minutos e o minuto 30 segundos”.

Joel Silveira (+), jornalista

Ao Debate (3):

Baixaria, preconceito, subserviência

“O Senado vem se depredando espontaneamente há algum tempo. O desmoronamento de um dos Poderes da República coincide com o desastre total da representatividade, que perdeu a autenticidade, não tem nada a ver com a coletividade. E com a enxurrada de “senadores” sem votos (os inacreditáveis suplentes) ou com votos comprados, muitos deles cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Senado se desprestigiou, se desmoralizou. E isso no julgamento público e na apreciação interna, quando os senadores escolhem o que chamam de “presidente da Casa”. Jader Barbalho, ACM-Corleone, Renan Calheiros marcaram e mancharam a história do Senado. Jader não terminou o mandato, não devia ter começado. ACM ficou, mas logo depois teve que renunciar para não ser cassado”.

Hélio Fernandes, jornalista

RESENHA DA IMPRENSA

-§- Cinco dias depois de negar em público anúncio do Palácio do Planalto sobre a liberação de R$ 2 bilhões adicionais para a saúde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, recuou. O novo anúncio, feito ao lado do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, teve como pano de fundo a irritação do presidente Lula, que não gostou de ver dois de seus ministros batendo cabeça e enquadrou Mantega. Horas depois, a verba saía.

-§- A troca de comando na Polícia Federal, consumada ontem com a posse do novo diretor, Luiz Fernando Corrêa, e a saída do delegado Paulo Lacerda, marcam uma virada do governo nas operações de impacto dirigidas contra a corrupção e um enquadramento da corporação que tem incomodado empresários, parlamentares e membros do Judiciário. O novo diretor é ligado ao PT.

-§- O desfile de Sete de Setembro custará aos cofres públicos 41% a mais do que no ano passado. O aumento nos gastos se dá, entre outras razões, porque o governo decidiu ampliar a extensão das grades de isolamento na Esplanada dos Ministérios. Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi vaiado em eventos públicos. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, a infra-estrutura do evento terá um custo de R$ 2,2 milhões.

-§- A saída para a crise na saúde, educação e segurança passa pelo enfrentamento de dogmas da esquerda e pela preservação do equilíbrio fiscal. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse que a crise se resolverá com a incorporação, pela gestão pública, da produtividade dos contratos de gestão. Presidente do PSB, Campos dá indicações de que os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terão mais de um candidato em 2010.

-§- Exportações e importações bateram recorde em agosto, mas os números não foram suficientes para segurar a queda do saldo comercial, menor a cada divulgação por conta do forte crescimento das compras externas. Enquanto os embarques chegaram, pela primeira vez, a US$ 15,1 bilhões, as importações, também recorde, somaram US$ 11,5 bilhões, o que gerou saldo de US$ 3,5 bilhões, queda de 22,4% sobre o mesmo mês de 2006.

-§- Foram liberados ontem, após uma semana de impasse, os R$ 2 bilhões prometidos pela Fazenda para a Saúde. O dinheiro será aplicado preferencialmente no Nordeste, onde o setor está em crise, e para reajustar a tabela de procedimentos do SUS. No Espírito Santo, Janaína Guimarães, de 27 anos e grávida de cinco meses, morreu depois de longas esperas por ambulâncias. Segundo médicos, ela poderia ter vivido se tivesse sido atendida mais rapidamente.

-§- O ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu que a experiência das tropas brasileiras no Haiti pode servir de modelo para ação dos militares no combate ao crime no Rio. Em visita ao Haiti, ele disse que a atuação do Exército naquele país é basicamente de “manutenção da lei e da ordem” e lembrou que, para reproduzir tal iniciativa no Brasil, seria necessário mudar a lei. “Posso patrocinar isso oportunamente”, afirmou.

-§- A China passou o Mercosul e virou o segundo maior fornecedor de produtos importados para o Brasil, só atrás dos EUA. De janeiro a agosto deste ano, o Brasil comprou US$ 7,579 bilhões em produtos chineses, um aumento de 54,4% em relação ao mesmo período de 2006. O comércio com a China já responde por 10,1% do total de bens adquiridos no exterior.

FRASE DA VEZ_2/5

“Os senhores senadores podem ter uma surpresa nas próximas eleições. Voto majoritário é fogo. O eleitor não esquece”.

Lúcia Hippolito, jornalista e historiadora

Comentário (I)

Imposto imoral

“A CPMF é um imposto imoral em si mesmo. Recolhê-lo só porque se tira o próprio dinheiro de uma conta bancária tem nome: roubo. Só se justificaria em circunstâncias humanitárias emergenciais, como foi a proposta do seu criador, o doutor Adib Jatene. Certo estava ele, haja vista o caos da saúde “neste país”, que ninguém é capaz de resolver, nem mesmo esse hipócrita governo “dos pobres”. Que continue a CPMF, mas com esse objetivo exclusivo. Ninguém em sã consciência se oporá a ela”.

Bob Sharp (bobsharp@uol.com.br)

Ao Debate (2):

Exibicionismo e inutilidade

“Ninguém suporta mais o exibicionismo e a inutilidade de Nelson Jobim. Foi visitar Renan Calheiros e fazer um apelo “para não cassá-lo, ele foi muito leal comigo”. E daí? Nem isso é verdade, os dois foram derrotados juntos na batalha pela presidência do PMDB, posto chave para o domínio da legenda e do governo. Jobim era o candidato, apoiado pelo presidente do Senado. Perderam”.

Hélio Fernandes, jornalista

CONVITE

O poeta e escritor Livio Oliveira, convida os amigos a participar do lançamento de seu quarto livro, intitulado “Pena Mínima“, de haikais & poemas curtos (prefácio de Nei Leandro de Castro). O projeto foi trabalhado pela editora Sebo Vermelho. Será na Livraria Siciliano, do Midway, às 19h00 na quinta-feira, dia seis de setembro de 2007 (véspera do feriadão). Lívio conta com a presença de todos para apreciar um bom vinho e comemorar amizade e poesia! Quem gosta de vinho e poesia, não pode perder.

(Petit Das Virgens, jornalista)