Arquivo do mês: setembro 2007

Outras denúncias contra Renan

O relatório aprovado nesta quarta trata de apenas uma das três representações do PSOL contra o senador. A denúncia é a de que despesas pessoais de Renan tenham sido pagas por Cláudio Gontijo, funcionário da construtora Mendes Júnior. O lobista teria realizado o pagamento de pensão alimentícia à filha do senador com a jornalista Mônica Veloso. Outro processo no Conselho de Ética está relacionado ao suposto uso do mandato para beneficiar a cervejaria Schincariol em negociação de dívidas com a Receita Federal e o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

A empresa teria contado com a intermediação depois de comprar uma fábrica de refrigerantes do irmão de Renan, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), por R$ 27 milhões. Segundo reportagem da revista “Veja” que serviu como base para a representação do PSOL, a fábrica estava falida e valeria no máximo R$ 10 milhões. Renan responde também por suposta quebra de decoro em uma terceira denúncia. Ele teria usado “laranjas” para comprar duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas. O relator do caso Schincariol é o senador João Pedro (PT-AM). O relator do terceiro processo ainda não foi escolhido. O PSOL pretende apresentar ainda uma quarta denúncia contra o presidente do Senado, a de que ele estaria envolvido em um esquema de desvio de dinheiro público com a participação de ministérios do PMDB, o INSS e o banco BMG.

Conselho de Ética do Senado aprova relatório contra Renan Calheiros

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado aprovou nesta quarta-feira o relatório que recomenda a cassação do mandato do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). O texto dos relatores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) foi aceito pela maioria dos integrantes do conselho, em votação aberta. Votaram contra a aceitação do relatório apenas os senadores Wellington Salgado (PMDB-MG), Almeida Lima (PMDB-SE), Gilvam Borges (PMDB-AP) e Epitáfio Cafeteira (PT-MA).

Salgado apresentou voto em separado pela absolvição de Renan. O aliado do presidente da Casa disse que o relatório dos senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) possui “diversos equívocos” que prejudicam o seu conteúdo. Chegou ainda a insinuar que os dois relatores mentiram ao tirar as conclusões sobre o caso. “Afirma-se que o representado mentiu. Quem está mentindo? Se mentir ao conselho é quebrar o decoro, indago-me se a quebra de decoro não partiu da própria relatoria neste caso.” Almeida Lima, relator do PMDB, apoiou o voto em separado de Salgado , classificando-o como “demolidor e irrefutável”.

Serrano e Casagrande rebateram as acusações de Salgado, afirmando que o relatório foi elaborado de forma “séria e leal”.Próximos passosA próxima etapa será a análise pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) antes da chegada ao plenário, onde os votos serão secretos. O próprio Renan agiu para acelerar o processo, confiando em uma absolvição no plenário, onde seriam necessários no mínimo 41 votos para a aprovação. Os líderes dos partidos no Senado querem que a tramitação na CCJ seja rápida, prevendo a votação pelo plenário já para a próxima quarta-feira. A CCJ vai avaliar se a representação contra Renan tem problemas de constitucionalidade. A comissão tem 23 membros titulares, alguns deles também integrantes da Comissão de Ética. Sete fazem parte do bloco de apoio ao governo (Serys Slhessarenko, Sibá Machado, Eduardo Suplicy, Aloizio Mercadante, Epitácio Cafeteira, Mozarildo Cavalcanti e Antônio Carlos Valadares).

Seis senadores são do partido do presidente do Senado, o PMDB (Pedro Simon, Valdir Raupp, Romero Jucá, Jarbas Vasconcelos, Valter Pereira e Gilvam Borges); outros cinco do DEM (Adelmir Santana, Marco Maciel, Demóstenes Torres, Edison Lobão e Romeu Tuma); quatro do PSDB (Arthur Virgílio, Eduardo Azeredo, Lúcia Vânia e Tasso Jereissati) e um do PDT (Jefferson Peres).Se o relatório tivesse sido rejeitado hoje, o texto do senador Almeida Lima (PMDB-SE), favorável a Renan, seria colocado em votação. A avaliação dos textos deveria ter ocorrido na última quinta-feira, mas foi adiada depois que os senadores Wellington Salgado e Gilvam Borges, do PMDB, pediram vista dos documentos para poderem fazer observações. No mesmo dia ficou decidido que a votação seria aberta.

Fonte: Uol News

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Um descanso da vista…

Uma montagem e ao fundo prédios de luxo do Morumbi

Foto: Marjorie Salu

COMENTÁRIO (II)

Caros leitores, uma pergunta que não quer calar na minha limitada cabecinha: será que o nobre, simpático e tão querido senador Eduardo Suplicy é tão honesto, puro e inocente, ou tudo não passa de cena? Porque não é possível que ele acredite em tudo que o presidente Lula fala…

Agora mesmo, ele se pronunciando no Conselho de Ética, chegou ao ponto de repetir o insustentável bordão mentiroso do “Partido da Ética”…

Marjorie Salu, colaboradora desse blog.

Andres Segovia

Para hora do almoço merecemos ouvir sons que não sejam só do Conselho de “Ètica”. Estudo nº1 de Villa Lobos com o genial Andrés Segovia.

FRASE DA VEZ_4/5

“Do jeito que a coisa vai, já, já, vamos ter CPI até em Assembléia de Deus.”

Arnaldo Nogueira

O mandato de Renan

Abrimos aspas para o nosso Carlos Chagas, publicado na Tribuna da Imprensa de hoje.

“Parece provável a condenação de Renan Calheiros, hoje, no Conselho de Ética do Senado. Seus integrantes opinarão, por maioria, que o senador quebrou o decoro parlamentar, não pela acusação sem provas de que uma empreiteira arcava com suas despesas pessoais, mas pelo conjunto da obra. Bois voadores, recibos pouco claros e mais o quê? De concreto, nada, porque a denúncia da compra de uma cervejaria em Maceió, por um de seus irmãos, continua inconclusa, assim como a aquisição de duas estações de rádio através de laranjas.

Fala-se de conjunto da obra pela falta de dados concretos capazes de condenar o senador. Claro que fatores políticos pesarão na decisão dos conselheiros, mas, convenhamos, no fundo de tudo repousa um sentimento superdimensionado de moralismo. O crime de Renan, que seus colegas não perdoam, foi ter caído nos braços de uma pistoleira. Acontecimento deplorável, mas restrito ao âmbito de sua família, que por sinal já o perdoou. Situação da qual não se livram muitos senadores, apenas mais cuidadosos do que seu presidente.

Sendo assim, vai a questão para o plenário do Senado, talvez dentro de uma semana. Lá, a tendência será pela preservação do mandato do representante das Alagoas, quer dizer, pela rejeição do pedido de cassação. O que a gente se pergunta é se tudo não poderia ter sido resolvido em muito menos tempo, não fossem os erros de Renan Calheiros em tentar justificar renda e patrimônio capazes de arcar com despesas pessoais.

Tivesse ficado quieto, esperando que seus acusadores provassem a origem da pensão paga à ágil modelo, e estaria livre do inferno astral que o envolve. Tão prejudicado quanto seu presidente encontra-se o Senado. Muito tempo decorrerá até que retorne, se retornar, a imagem vetusta da Câmara Alta.”

Fonte: chargeonline.com.br/Fausto

Demolidor, irrespondível

O terceiro relator do processo, Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan e contrário à cassação do presidente do Senado limitou-se a dizer que o voto em separado do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) foi “demolidor” e “irrespondível”.

Salgado pede o arquivamento do processo de cassação de Renan Calheiros ao dizer que não está comprovado o uso de recursos de um lobista para pagamento de contas pessoais e que não há nenhuma ilegalidade na renda pecuária do aliado.

Fonte: Blog do G1

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