Arquivo do mês: setembro 2007
Comentário (II)
Morre teoria da conspiração
“Mesmo que o plenário o absolva, senador já virou cadáver insepulto. Lembra-se de que Renan Calheiros, acuado pela catarata de acusações que pesam contra ele, inventou mais uma teoria da conspiração, tão descerebrada quanto aquela que o lulo-petismo criou, também para fugir dos fatos? Para Calheiros, o alvo não era ele, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no que seria um “terceiro turno”. Pois é. Na votação de ontem, no Conselho de Ética, todos os três senadores do PT integrantes do Conselho, todos, repito, votaram pela cassação do presidente do Senado”.
Clóvis Rossi, jornalista
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TOME NOTA:
1 – Em sua primeira entrevista à imprensa como diretor-geral da Polícia Federal, o delegado Luiz Fernando Corrêa, 49, disse ontem que é contrário à idéia de a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) ser autorizada a fazer escutas telefônicas. A proposta é defendida pelo delegado Paulo Lacerda, antecessor de Corrêa na PF, e que agora vai comandar a Abin.
2 – O resumo do caso Renan Calheiros não permite a construção sincera da convicção de inocência. Para absolver seu presidente, o Senado terá de ignorar o mundo em volta, fazendo-se de cego, surdo e mudo. É uma tarefa árdua e sem recompensa aparente. Mesmo assim, o capítulo final do drama poderá revelar a vitória do vilão.
3 – Também ontem, o Conselho de Ética da Câmara iniciou o processo de cassação do irmão de Renan, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL). Ele começou, no entanto, sob suspeição, pois o relator Sandes Júnior (PP-GO) recebeu na campanha eleitoral R$ 50 mil da Schincariol – cuja relação com Olavo está sendo investigada.
4 – O PT do Rio e o governador Sérgio Cabral (PMDB) reagiram mal à aproximação entre o DEM de Cesar Maia e o PMDB de Garotinho com vistas às eleições de 2008. Cabral disse que estão fazendo alianças que lhe causam problemas.
5 – A diretoria do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir em apenas 0,25 ponto a taxa básica de juros, agora em 11,25% ao ano. A decisão foi tomada com um olho na inflação. Ontem, foi divulgado mais um índice, o IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas, que pulou de 0,37% para 1,39% em agosto, puxado por preços de alimentos no atacado e no varejo.
6 – Derrotado no Conselho de Ética e na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros intensificou ontem campanha para salvar seu mandato no plenário, cobrando solidariedade da coalizão governista.
7 – O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, admitiu à CPI do Apagão Aéreo, na Câmara, a possibilidade de superfaturamento de 10% em obras nos aeroportos. “Há indícios de gastos fora do parâmetro”, reconheceu.
8 – Ao defender a prorrogação da CPMF, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse na Câmara que extinção do imposto levaria ao descontrole das contas públicas e cortes em programas sociais. E advertiu que a divisão com estados e municípios pode elevar a alíquota
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Comentário (I)
“Eu já havia pedido para algum senador dizer: “Sai daí, Renan, sai logo, para não causar mais estragos no Senado.” Agora dou um conselho ao senador: saia rápido, Renan, renuncie ao mandato. A cada novo dia, novas falcatruas suas, como essa denunciada pelo advogado Bruno de Miranda Lins, virão a público e o senador, além de ser cassado, acabará em cana e ainda levará consigo comparsas como Jucá”.
Heloiza Carneiro da Cunha (hc.cunha@lycos.com)
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PELOS JORNAIS_6.set.07
Mandato de Renan está nas mãos do governo
– O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não conseguiu livrar-se do processo de cassação. Em votação aberta, foi derrotado por 11 a 4 no Conselho de Ética e, para escapar no plenário da perda do mandato e dos direitos políticos por oito anos, agora precisa, mais do que nunca, da solidariedade dos partidos que integram a coalizão governista, que detêm maioria apertada na Casa. A votação, por voto fechado, será na terça ou na quarta-feira. Em entrevista a Boris Casoy, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) revelou que o resultado da votação no plenário é imprevisível. (Jornal do Brasil)
Conselho recomenda cassar Renan
– O Conselho de Ética do Senado aprovou por 11 votos a 4, em votação aberta, a cassação do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB AL). O senador, que deve ser julgado no plenário na próxima quarta, é acusado de ter despesas pessoais pagas por lobista de empreiteira e de usar laranjas para adquirir empresas de comunicação. (Folha de São Paulo)
Conselho pede cassação e Renan avalia renúncia
– O Conselho de Ética do Senado aprovou ontem, por 11 votos a 4, parecer que pede a cassação do mandato do presidente da Casa, Renan Calheiros. Na semana que vem, o texto será levado a votação no plenário, onde a tendência até o momento é favorável ao senador, acusado de quebra de decoro. Mesmo os adversários de Renan avaliam que ele deva se beneficiar de uma circunstância: no plenário, o caso será definido em votação secreta, ao contrário do que ocorreu no Conselho, cujos integrantes tiveram de declarar sua posição. Os cálculos de todos partidos indicam que Renan conta hoje com o voto favorável de 46 dos 81 senadores. Para facilitar o arquivamento do pedido de cassação, Renan está inclinado a renunciar à presidência do Senado antes da votação no plenário. Com o gesto, ele pretende garantir a preservação de seu mandato e reduzir a pressão produzida pelo acúmulo de denúncias contra si. No Planalto, o preferido para substituir Renan é o senador José Sarney, que ontem esteve com o presidente do Senado. (O Estado de São Paulo)
Derrotado, Renan tenta sessão secreta para evitar a cassação
– Após ser derrotado por 11 votos a 4 no Conselho de Ética, que aprovou ontem relatório pedindo a cassação de seu mandato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), adotou uma estratégia ousada, propondo sessão totalmente secreta (inclusive os debates) no plenário, a avaliação é de que Renan teria o apoio de 46 dos 81 senadores, livrando-se da cassação. Os três senadores do PT que integram o Conselho de Ética votaram pela perda do mandato, tendência que pode se repetir no plenário, segundo o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), Renan e sua tropa de choque já estão em campo para cobrar fidelidade do partido do presidente Lula. “O PT tem que responder com lealdade”, disse o senador Gilvam Borges (PMDB-AP). A tática do medo, lembrando que se Renan permanecer na presidência muitos dependerão dele, e as ameaças ao governo estão entre as armas de Renan para a batalha final, depois de enfrentar mais de três meses de denúncias de corrupção. (O Globo)
Inflação ameaça ritmo de queda dos juros
– A decisão do Copom de desacelerar o corte da taxa básica de juros, Selic, reduzida ontem em 0,25 ponto percentual para 11,25% ao ano, já era esperada por economistas e analistas de mercado. Mas o consenso em torno da decisão, que leva o juro real a 7,24%, surpreendeu. A tendência agora é que, com a demanda aquecida, a inflação em alta e a piora no cenário externo, o Banco Central interrompa a queda do juro na próxima reunião, em outubro. (Gazeta Mercantil)
Cassação de Renan só depende do plenário
– Por 11 votos a 4, o Conselho de Ética aprovou ontem o relatório que atesta a quebra de decoro e aponta oito razões pelas quais o presidente do Congresso, Renan Calheiros, deve ser cassado. Foi a maior derrota imposta a Renan desde o início do processo que ameaça sepultar sua carreira política. Diante de placar tão elástico, aliados do senador nem esboçaram reação na Comissão de Constituição e Justiça, onde pretendiam alegar suposta inconstitucionalidade nos procedimentos do conselho. Na CCJ, perderam por 20 x 1. Mas, pelo menos num ponto, tudo saiu conforme o planejado por Calheiros: a rapidez para decidir logo o caso no plenário, o que deve ocorrer na quarta-feira. Como a votação é secreta, Renan espera escapar da cassação. Inclusive com o voto da maioria da bancada do PT e de opositores que, longe dos olhos da sociedade, não se importariam com mais esse desgaste imposto ao Senado. (Correio Braziliense)
Vale abre mão de mina da CSN para manter Ferteco
– Se perder a batalha que trava contra decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e tiver de cumpri-la, a Companhia Vale do Rio Doce optará pelo fim de seu direito de preferência na compra do excedente de minério de ferro da Casa de Pedra, mina da Companhia Siderúrgica Nacional. A Vale informou esta opção em ofício enviado ao Cade na noite de terça-feira e sinalizou que pretende, assim, manter a propriedade da Ferteco, mineradora que adquiriu em 2001. (Valor Econômico)
Renan sofre derrota e enfrenta o plenário
– O Conselho de Ética do Senado aprovou ontem, por 11 votos a 4, o relatório que pede a cassação do mandato do presidente da Casa, Renan Calheiros por quebra de decoro parlamentar, no processo em que é acusado de usar recursos de uma empreiteira para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha. Foi uma dura derrota para Renan, que antes da votação havia afirmado estar convicto da absolvição. O largo placar, sua repercussão na opinião pública e o fato de a bancada do PT no conselho ter votado a favor da cassação deixaram a oposição mais confiante de que a perda de mandato poderá ser confirmada no plenário, onde o voto será secreto e a vitória de Renan era antes dada como certa. (Estado de Minas)
Renan perto da cassação
– Após três meses de denúncias e manobras, o Conselho de Ética aprovou, por 11 votos a 4, a cassação do presidente do Senado, decisão mantida pela CCJ. Julgamento final será do plenário, quarta-feira. (Jornal do Commercio-PE)
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MANCHETES do dia_6.set.07
FOLHA DE SÃO PAULO – Conselho recomenda cassar Renan
JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Renan perto da cassação
GAZETA MERCANTIL – Inflação ameaça ritmo de queda dos juros
O GLOBO – Derrotado, Renan tenta sessão secreta para evitar a cassação
TRIBUNA DA IMPRENSA – Renan nas mãos do plenário
CORREIO BRAZILIENSE – Cassação de Renan só depende do plenário
O ESTADO DE SÃO PAULO – Conselho pede cassação e Renan avalia renúncia
JORNAL DO BRASIL – Mandato de Renan está nas mãos do governo
TRIBUNA DO NORTE (RN) – Hospitais privados voltam a suspender atendimento ao Sus
VALOR ECONÔMICO – Vale abre mão de mina da CSN para manter Ferteco
DIÁRIO DE NATAL (RN) – Hospitais privados voltam a suspender atendimento
ESTADO DE MINAS – Renan sofre derrota e enfrenta o plenário
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FRASE DA VEZ_6/12
“O melhor Carnaval brasileiro continua sendo o do Rio. A Bahia faz o melhor Carnaval africano. “
Ruy Castro
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ÚLTIMA HORA_Economia
Copom confirma expectativa e Selic cai 0,25 ponto percentual
“O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirmou as expectativas e cortou a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual. Agora, a taxa básica de juros anual no País é de 11,25%. A decisão confirmou a expectativa do mercado, que agora aguarda a divulgação da ata da 129ª reunião do Copom com alguma sinalização para as próximas reuniões. Na reunião anterior, realizada no dia 18 de julho, o Copom havia cortado a taxa em 0,50 ponto percentual”.
(Portal Terra)
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FRASE DA VEZ_7/5
“Lula foi eleito em 2002 com forte sentimento de mudança. Agora, se o objetivo é mudança, não pode ter esse modelo, pode? Mudança é contrariar interesses. Sob esse ponto de vista, o governo Lula fracassou. A opção foi a do equilíbrio”.
Luiz Jorge Werneck Vianna, cientista político (do Instituto Universitário de Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro – Iuperj).
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Deflagrada a sucessão de Lula
“Há intriga, mas não há briga séria no cenário de várias candidaturas governistas. O presidente já disse que dificilmente o PT deixará de ter candidato, bem como o PMDB e o chamado “bloquinho”, formado pela junção de PSB, PDT e PC do B. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, dia desses, José Dirceu, um prócer que, processado por corrupção ativa e formação de quadrilha, voltou a dar cartas políticas, de posse do salvo-conduto conferido por Lula no discurso do 3º Congresso, falou também na possibilidade das candidaturas do vice-presidente José Alencar e de Fernando Collor.
Quanto mais candidatos, para o governo, melhor. Aumenta a chance de haver segundo turno e, aí sim, juntam-se todos de novo sob o guarda-chuva de Lula a bordo da máquina federal devidamente aparelhada ao longo dos dois mandatos. Se não for candidato, poderá manejá-la ainda mais livremente, dizendo que não tem interesse direto na eleição e invocando seu “direito” de, como disse na entrevista ao Estado, não ficar neutro e “subir no palanque”.
Nem será necessário subir, pois do palanque o Presidente nunca desceu. Já nos primeiros meses do primeiro mandato Lula tomou a iniciativa de “puxar” o assunto eleitoral, lançando a candidatura de Marta Suplicy à reeleição para a Prefeitura de São Paulo com mais de um ano de antecedência. O movimento se repete agora com o nítido intuito de manter viva a chama da tensão eleitoral que, sob a ótica petista da disputa permanente, permite atribuir qualquer crítica a intenções eleitorais. Dos outros e, portanto, sempre perversas, contrárias aos “interesses do Brasil”.
Dora Kramer, jornalista (dora.kramer@grupoestado.com.br)
OPINIÃO: Este comentário de Dora Kramer nos enche de vergonha com o mundo político. Vejam bem, o mandato de Lula da Silva ainda tem três anos e meio pela frente e, fora a agitação de palanque, a administração federal ia devagar, quase parando. Agora, naturalmente, vai parar. O caldo de cultura do lulismo-petismo é a campanha – seja lá para quê for. Então os 38 ministros e os milhares de aspones aparelhados nos órgãos públicos e empresas estatais vão fazer passeatas… Debaixo do palanque, a companheirada que se traveste de turma do gargarejo, aplaudindo o “nosso guia” freneticamente virou rotina. MIRANDA SÁ
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ÚLTIMA HORA_Palácio do Planalto
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou esta tarde que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está submetido às regras corretas para o julgamento das denúncias em que é alvo. Sem opinar sobre a posição que deve ser tomada pelos senadores em relação ao processo que propõe a cassação do peemedebista, Lula afirmou que o “problema é do Congresso”, portanto deve ser tratado pelos parlamentares”.
Renata Giraldi, jornalista (Folha Online-Brasília)
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