Arquivo do mês: setembro 2007

MANCHETE do dia_8.set.07

FOLHA DE SÃO PAULO – Temor de recessão nos EUA aumenta e derruba mercados

JORNAL DO COMMERCIO (PE) – Polícia acaba a festa em Maceió

O GLOBO – Verbas da União para o Rio vão crescer 88% em 2008

TRIBUNA DA IMPRENSA – Brasil perdeu o controle sobre armas, diz deputado

CORREIO BRAZILIENSE – Aumenta pressão pela força-tarefa no entorno

O ESTADO DE SÃO PAULO – Risco de recessão nos EUA abala mercados globais

JORNAL DO BRASIL – Estradas ficam com a conta do apagão aéreo

TRIBUNA DO NORTE (RN) – Natal tem baixa taxa de qualificação

POR EXEMPLO…

“Leur Lomanto renunciou à diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil porque gostou da oferta – revelada nesta coluna – do emprego vitalício de conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia, a R$ 22,1 mil por mês”.

Cláudio Humberto, jornalista e blogueiro

Vamos rir?

“O Presidente vem insistindo, e não é de hoje, que os culpados pagarão pelos seus erros (eufemismo de Lula para “crimes”) e que, aos inocentados, todos devem ter humildade (palavra usada por ele) para pedir desculpas públicas. Muito bem, presidente. Assim é que age um homem de bem.

Lula poderia dar o exemplo, puxando a fila, e o PT logo atrás, para pedir desculpas públicas a Fernando Collor de Mello. O ex-presidente Collor foi acusado por corrupção, com a participação ativa (ativíssima, eu diria) dos deputados do PT, Dirceu e Mercadante à frente, liderando a CPI do PC.

Sofreu impeachment na Câmara dos Deputados, foi condenado pelo Senado Federal, perdeu a presidência da República e ficou inelegível por oito anos. Cumpriu sua cassação e voltou ao Senado, “inocentado” pelos votos do povo de Alagoas”.

Lúcia Hippólito, jornalista e historiadora

FRASE DA VEZ_7/7

“Lula é inteligente a ponto de saber que seu governo vai melhor nas áreas em que as falanges petistas transitam com menor desenvoltura”.

Fábio Ulhoa Coelho, advogado, doutor em direito e professor da PUC-SP

Ao Debate (5):

Constituinte petista

“No encontro nacional do PT encerrado domingo último, em São Paulo, entre as conclusões foi colocada a proposta de o partido lutar pela convocação de uma Constituinte que poderia – disseram os adeptos da tese – suceder a realização de um plebiscito no País. As duas hipóteses visam claramente a embutir na legislação eleitoral a perspectiva de um terceiro mandato presidencial seguido, já descartado pelo presidente Lula. Inclusive de forma suficientemente enfática na entrevista a “O Estado de S. Paulo”, edição de 26 de agosto.

As hipóteses de setores do PT são totalmente inviáveis. A convocação de uma Constituinte teria que ser aprovada por emenda constitucional, e, aprovada, acarretaria a extinção de todos os atuais mandatos parlamentares”.

Pedro do Couto, jornalista

Comentário (IV)

“O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi enfático ao afirmar que, se a CPMF não for prorrogada, será uma tragédia. Tragédia é ver a máquina administrativa do governo Lula ser inchada, nos dois mandatos, em 200 mil servidores, muitos dos quais sem terem sido submetidos a concurso público. Chega dessa excrescência rotulada de CPMF!”

Aloísio Pedro Novell (celnovelli@terra.com.br)

FRASE DA VEZ_6/7

“Lula tenta defender Renan, mas o PT vota contra ele. Lula quer governar com o PMDB, mas o partido só pensa nos cargos. E Lula fala em união, mas as partes militar e civil de seu governo não formam um todo. É melhor pensar nisso já para não ter que juntar cacos depois”.

Eliane Cantanhêde, jornalista (elianec@uol.com.br)

Ao Debate (4)

O resto é conversa fiada

“José Dirceu é mesmo uma lenda viva, um herói e um grande líder com inestimáveis serviços prestados. Mas ao PT, não ao Brasil ou à democracia, como proclama, contra as evidências da história. Para o Brasil e a democracia, desde o movimento estudantil, Dirceu foi um desastre. Perdeu todas. Foi um dos líderes da “estratégia” de fazer um “congresso secreto” da UNE, em 68, com mais de 400 delegados, nas barbas do governo militar: foram todos presos, e o movimento estudantil foi destruído.
Em 1970, se exilou em Cuba, onde, depois de breve treinamento militar, virou o “comandante Daniel”. Voltou ao Brasil entre 71 e 72 para participar fugazmente da luta armada, mas não há registros de ações que tivesse comandado. Fugiu para Cuba, fez uma plástica e voltou em 74, como um pacato vendedor de roupas. O resto é história…”

Nelson Motta, jornalista e animador cultural

Informação (4)

Caso Renan: Balanço dos votos petistas

“Considerado um aliado certo até a reta final do processo de cassação, o PT se dividiu e gerou preocupação ontem entre os aliados que articulam para tentar salvar o mandato do presidente do Senado, Renan Calheiros, na votação secreta na próxima quarta-feira. Em conversas reservadas, integrantes da bancada petista diziam que Renan tinha assegurados 6 dos 12 votos do partido. Pelo menos quatro senadores da sigla votariam contra ele, e dois estariam indecisos.

Nas planilhas que circulam entre líderes aliados de Renan, já são considerados votos perdidos: Eduardo Suplicy (SP), Flávio Arns (PR), Augusto Botelho (RR) e Delcídio Amaral (MS). Na lista, há asteriscos sob os nomes de Aloizio Mercadante (SP) e Tião Viana (AC), apontando dúvidas sobre eles. “Todos votarão de acordo com sua consciência. Não haverá decisão fechada [da bancada]”, disse Suplicy. São apontados como votos seguros pela absolvição: Ideli Salvatti (SC), Sibá Machado (AC), Fátima Cleide (RO), Paulo Paim (RS), Serys Slhessarenko (MT) e João Pedro (AM).

Agência Folha

Texto de Mauro Chaves

Vaias tinham outra causa

“Não, não foi nada disso que se disse. A classe média esfolada, o povão da arquibancada e mesmo a zelite supernumerada (apesar da recente confissão presidencial de que seu governo é para ela) até que podiam ter seus motivos para vaiar, conforme os diferentes graus de decepção com o chefe de Estado e governo. Mas lembre-se que o teflon presidencial ainda não estava riscado, não estava bem claro que o apagão aéreo era um apagão de governo e, sobretudo, ainda não tinha ocorrido a segunda tragédia, nem a acachapante ausência da condolência presidencial local, em razão da cirurgia para remoção de um simples terçol (sem que se explicasse por que não o usual tratamento clínico, com uma pomadinha de gentamicina ou de ciprofloxacino aplicada no hordéolo presidencial).

As vaias tinham outra causa e, para bem entendê-la, conviria lembrar as tentativas de capitalização da emoção esportiva nacional, começando pela exploração do que toca mais profundamente a alma brasileira: o futebol. Logo antes do início da última Copa o presidente fizera uma escalafobética videoconferência com a seleção, que deixou a todos – jogadores, treinador e Nação – profundamente constrangidos. A certa altura, ele disse: “Parreira, eu estou achando o Ronaldinho Gaúcho muito sério na hora de cobrar as faltas. Será que ele não pode sorrir antes das cobranças?” É claro que o técnico só poderia responder como o fez: “Quando vai cobrar faltas, ele fica concentrado. Por isso ele fica sério.” Antes o presidente já comparara o mesmo jogador – então considerado o melhor do mundo – a seu ministro Palocci. O ministro e a seleção deram no que deram.

Mauro Chaves, jornalista

OPINIÃO: “Que grande palhaço o circo perdeu!” …Se em vez de ido com a mãe para São Paulo, o menino Luis Inácio tivesse acompanhado um circo mambembe – daqueles heróicos artistas populares que resistem em levar diretamente ao povo a sua arte – o circo teria ganho um astro que quando se exibisse iluminaria o mundo (copyright para a filósofa Marilena Chauí). Multifacetado, ele seria acrobata, animador, comediante, ilusionista, imitador, intérprete, pelotiqueiro, saltimbanco, enfim, um artista na acepção da palavra, “um homem que sabe fingir”. MIRANDA SÁ