Arquivo do mês: setembro 2007
Ao Debate (2)
Ensinar o quê?
“Sou professor e sei quão difícil está sendo manter um aluno interessado dentro da sala de aula, principalmente em escolas públicas. Muitos fatores contribuem para o desinteresse dos alunos por um diploma escolar, como, por exemplo, o sucesso de jogadores de futebol, de cantores e de políticos, que não precisam de um diploma se tiverem talento para essas atividades. Mas o grande desincentivo vem do presidente da República, que insiste em ironizar aqueles que precisam de um diploma escolar para vencer na vida, como ele venceu. E aprenderam a lição de casa com o presidente seus companheiros, ex-professores, Delúbio Soares, Professor Luizinho e José Genoino, que deixaram de dar aulas para investir numa maneira mais fácil de ganhar a vida”.
José Roberto de Jesus (zerobertodejesus@gmail.com)
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ANÁLISE
Caso Renan: quadro da votação
“Trata-se de uma imprecisão, para não dizer uma injustiça mesmo, atribuir exclusivamente aos 12 senadores do PT o peso da responsabilidade pela condenação ou absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros, na próxima quarta-feira. Ali, na sessão “protegida” pelo sigilo, uma dúzia só não fará verão. Os petistas são 12, mas os democratas são 17 e os tucanos, 13. O PMDB tem 19 senadores, o PTB seis, o PDT quatro, o PR três, o PP, o PRB e o PC do B, um senador cada.
Somados todos os partidos, tirando o PT e o PMDB – já descontados os votos abertos pelos peemedebistas rebeldes Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos – seriam 63 votos em tese suficientes para absolver ou condenar o presidente do Senado. Nesse plantel, há de tudo: gente convicta, gente dependente da direção dos ventos, gente que morde em público e assopra no particular”.
Dora Kramer, jornalista (dora.kramer@grupoestado.com.br)
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FRASE DA VEZ_2/11
“Trocar Renan por Sarney? Poupem nosso estômago! Senhores senadores, um pouco de respeito é bom e o povo brasileiro agradece”.
Celita Rodrigues (celitar@hotmail.com)
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Comentário (I)
Preocupação palaciana
“O Palácio do Planalto está preocupado com o “day after” da votação do processo de cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A avaliação feita pelo núcleo de coordenação política do governo é de que Renan deve escapar, mas com uma pequena margem de votos. De forma reservada, o governo acredita que este seria o pior cenário para os últimos quatro meses de 2007. É o que revela o repórter de política da sucursal do jornal O GLOBO, em Brasília, Gerson Camarotti. Nesta quarta-feira, o plenário do Senado vai votar uma representação do PSOL contra Renan por quebra de decoro”.
Jorge Bastos Moreno, jornalista e blogueiro
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EXEMPLO
Mercadante abrirá seu voto
“O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) decidiu abrir seu voto no julgamento de Renan Calheiros na próxima quarta-feira. Só não sei se o fará antes ou depois de votar. Ele diz não ter feito isso até agora para evitar influenciar o voto dos demais colegas. E porque como juiz deve preservar o segredo do seu voto até o dia do julgamento. “Sempre votei com transparência em todas as questões e assim será mais uma vez”, garante”.
Ricardo Noblat, jornalista e blogueiro
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Informação (1)
‘Sem concurso’ custam R$24 milhões ao BNDES
Há grande preocupação no quadro funcional do Sistema BNDES com a orgia de contratações recentes, sem concurso público – um quadro escandaloso, segundo o economista do banco Maurício Dias David, Ph.D em Ciências Econômicas pela Sorbonne, para quem as “contratações imorais e ilegais” custam R$24 milhões anuais ao País, segundo ele escreveu no jornal “O Vínculo”, da Associação dos Funcionários do BNDES.
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Ao Debate
Nos corredores do Congresso
“Circula a versão de que, uma vez vitorioso no plenário, Renan tomaria a iniciativa de renunciar à presidência do Senado. Preservaria o mandato e mergulharia numa razoável zona de sombra, quem sabe mais dedicado à política de Alagoas. Quanto ao Senado, mesmo se sua presidência fosse dada a Jesus Cristo, ficaria difícil voltar ao que era. Tanto faz se um hipotético novo presidente chamar-se José Sarney, Gerson Camata, Jarbas Vasconcelos ou outros. Porque, para a opinião pública, ficará impossível entender como Renan, condenado no Conselho de Ética, terá sido absolvido no plenário”.
Carlos Chagas, jornalista
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FRASE DA VEZ_1/11
“Os Estados Unidos precisam resolver o problema de sua crise. É um problema da política econômica dos Estados Unidos, da ganância de alguns fundos de investimento que quiseram comprar títulos de risco, imaginando que estavam em um cassino”.
Lula da Silva, presidente da República
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TOME NOTA:
1 – Arnaldo Jabor: E agora, senadores? – Se Renan Calheiros for absolvido, será instituída a nova jurisprudência da mentira legítima. Tudo no Senado parecerá falso. As sessões vão virar um teatro burlesco.
2 – O PMDB fluminense aprovou, por 63 votos a oito, a aliança com o DEM nas eleições municipais de 2008. A decisão isolou o governador Sérgio Cabral, que deseja uma aliança com o PT.O grupo do governador Sérgio Cabral não foi à reunião que aprovou a aliança com o prefeito Cesar Maia.
3 – Por meio de medida provisória o governo federal criou 300 vagas destinadas a engenheiros para apressar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento, que enfrentam problemas de execução. Os editais devem ser lançados em outubro, com salário de até R$ 11 mil.
4 – Embora convicto de que a oposição não conseguirá os votos necessários para cassá-lo amanhã no plenário, o senador Renan Calheiros ainda acena com uma nova negociação. Ele aceita tirar licença temporária da presidência do Senado para acalmar a oposição e facilitar a prorrogação da CPMF até 2011, tida como fundamental pelo governo.
5 – Universidades e empresas brasileiras poderão captar parte dos 53 bilhões de euros que a União Européia destinará, até 2013, a projetos de inovação, pesquisa e desenvolvimento dentro e fora da comunidade européia, graças ao Acordo de Ciência e Tecnologia Brasil-União Européia.
6 – Convencido de que a oposição não terá os votos necessários para cassá-lo, Renan Calheiros negocia com o governo uma saída de cena estratégica. A idéia é atenuar a possível crise gerada por sua permanência durante a votação da prorrogação da CPMF no Congresso.
7 – Não é só em poltronas de avião, hostis a passageiros com 1,90m e mais de 100 quilos, que Nelson Jobim não cabe. O ministro também não cabe em nenhum script que lhe cumpre seguir.
8 – Amanhã, enquanto o aliado Renan Calheiros terá a sorte decidida no Senado, o governo voltará as atenções para o desempenho da economia. O IBGE divulgará os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. Especialistas prevêem uma alta de até 1,5% comparada ao período de 2006.
9 – Nos últimos dias, aumentaram as pressões para que Renan renuncie à Presidência do Senado. Mas ele resiste a abrir mão do cargo. E se esforça para convencer aliados e parlamentares da oposição a livrá-lo da cassação amanhã. As chances de escapar são cada vez menores. Até Lula dá sinais de tê-lo abandonado.
10 – Anunciado com alarde pelo governo, o pacote de habitação com novas regras para atrair a classe média não passa de boas intenções até o momento. A linha de crédito deveria estar disponível desde o dia 3, mas ontem várias agências da Caixa Econômica Federal não ofereciam a facilidade. Segundo o banco, por problemas técnicos.
11 – Gravações da Polícia Federal revelam as relações suspeitas entre a juíza baiana Olga Guimarães e o traficante colombiano Gustavo Durán Bautista. Telefonemas indicam que criminoso pagava propina à magistrada. Em um dos diálogos, ela diz: “Muito obrigado e boa sorte”.
12 – A Nokia, maior fabricante de aparelhos celulares do mundo, aproveitou a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Finlândia para manifestar sua insatisfação com o que considera um tratamento fiscal discriminatório por parte do Estado de São Paulo em relação a seus equipamentos produzidos na Zona Franca de Manaus.
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PELOS JORNAIS_11.set.07
Tiros contra ministros
– Logo depois de inaugurarem uma obra de revitalização do acesso ferroviário ao Porto do Rio, os ministros Márcio Fortes (Cidades) e Pedro Brito (Portos) precisaram jogar-se no chão a bordo de um trem para escaparem dos tiros vindos da Favela do Jacarezinho, na Zona Norte. A viagem não estava programada, nem aconselhada. A polícia avisou que não havia segurança para as autoridades no lugar. O ministro da Justiça, Tarso Genro, prometeu reforço no contingente da Força Nacional do Rio, caso Sérgio Cabral peça. (Jornal do Brasil)
Tráfico atira em trem com ministros
– Traficantes da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, atiraram ontem pela manhã em um trem que transportava os ministros Márcio Fortes (Cidades) e Pedro Brito (Portos) e o secretário de Transportes do Rio, Julio Lopes. Acompanhados de jornalistas e convidados (ao todo, cerca de 70 pessoas) abaixaram-se ou se jogaram ao chão para se proteger. Ninguém foi atingido. (Folha de São Paulo)
Bancos centrais criam frente global anticrise
– Os principais bancos centrais do mundo firmaram compromisso para intervir de forma conjunta nos mercados financeiros, caso se prolongue a crise que tem afetado as bolsas de valores. “Vamos agir”, disse o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, ao final de encontro em Basiléia, na Suíça. Além do Federal Reserve (banco central americano), BCs de países emergentes devem participar da ofensiva, informa o enviado especial Jamil Chade. O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, afirmou que o País não deve injetar recursos no sistema financeiro, como têm feito os BCs de países ricos. (O Estado de São Paulo)
Ministros se jogam no chão de trem para fugir de tiros
– Traficantes da Favela do Jacarezinho atacaram a tiros, ontem de manhã, o trem que transportava os ministros Márcio Fortes, das Cidades, e Pedro Brito, da Secretaria Especial dos Portos; e o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, entre outras autoridades. A comitiva visitava a linha férrea, na inauguração da primeira fase do projeto de revitalização do Porto do Rio. Pelo menos quatro balas e uma pedra atingiram a composição. (O Globo)
Crise nos EUA afeta captações da A. Latina
– A crise dos financiamentos imobiliários de alto risco nos Estados Unidos, as hipotecas subprime, já provocou mudanças nas condições do mercado de dívida corporativa na América Latina, segundo aponta relatório da Moody’s Investors Service que será divulgado hoje. “O crédito barato acabou”, afirmou a este jornal o diretor de rating corporativo da Moody’s para a América Latina, Alexander Carpenter. (Gazeta Mercantil)
Ataque no Rio… Reação no Entorno
– Traficantes fuzilaram ontem pela manhã um trem em que estavam dois ministros de Estado – Márcio Fortes, das Cidades, e Pedro Brito, dos Portos. Eles foram à cidade inaugurar um trecho ferroviário revitalizado. No momento dos tiros, jogaram-se no piso para se proteger. Ninguém ficou ferido, mas o susto foi grande. O ataque aconteceu quando o trem passava pela favela do Jacarezinho, na Zona Norte. À tarde, 100 policiais subiram o morro. Na operação, uma pessoa, apontada como suspeita pela PM, foi morta. (Correio Braziliense)
Decisão do STF alivia calote bilionário dos precatórios
– Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pode abrir as portas para o encontro de contas entre os governos e seus credores e devedores. O ministro Eros Grau decidiu que é possível a um contribuinte do Rio Grande do Sul compensar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido ao Estado com precatórios alimentares – em geral devidos a servidores e pensionistas que obtiveram na Justiça o pagamento de verbas indenizatórias, mas que não receberam o dinheiro. (Valor Econômico)
Bandidos atiram em trem com ministros
– O ministro das Cidades, Márcio Fortes, e dos Portos, Pedro Brito, tiveram que se jogar no chão quando traficantes do Jacarezinho, no Rio, dispararam contra o trem em que viajavam. A resposta da polícia foi imediata: um suspeito foi morto e três outros, presos. (Jornal do Commercio)
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