Arquivo do mês: setembro 2007
PROPOSTA
Conforme seja o resultado
“Após a conclusão dos trabalhos do Conselho de Ética, em que foram apresentadas provas contundentes contra o senador Renan, só nos cabe aguardar o julgamento no plenário do Senado. Acredito que a maioria da sociedade brasileira seja pela cassação do mandato de Renan. Como a mídia, de forma geral, tem analisado o julgamento como de difícil previsão, visto que o senador tem muitos amigos (ou devedores), já lanço aqui uma proposta: no caso de Renan vir a ser inocentado por seus pares (não interessa por qual placar), que não se reeleja nenhum dos atuais senadores em 2010. Com esta medida drástica e com sangue novo, espero que o Senado cumpra fielmente as suas atribuições, e não fique submisso ao Poder Executivo”.
José Humberto R. de Freitas (jhrfreitas@uol.com.br)
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Ao Debate (4):
Desmoralização
“Salvo raras exceções, como Jarbas Vasconcelos, Pedro Simon, Mão Santa, Gerson Camata, senadores do PMDB, e Eduardo Suplicy, Augusto Botelho, João Pedro, senadores do PT, que no Conselho de Ética votaram pela cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros, comprovadamente sem moral para dirigir os destinos da Casa, os eleitores não devem reeleger os demais senadores desses partidos nas próximas eleições, principalmente se houver a troca da manutenção da CPMF, que onera terrivelmente o bolso do contribuinte, pela absolvição da primeira representação que será julgada pelo plenário do Senado, que pede a cassação do peemedebista. Isto porque as siglas desses partidos poderão ser lidas como Partido dos Traidores (PT) e Partido Mais Desmoralizado do Brasil (PMDB)”.
José Wilson de Lima Costa (jwlcosta@bol.com.br)
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Comentário (IV)
Sacramentar uma nova classe
“Caso o Senado, em sessão fechada, decida por absolver Renan Calheiros, estará sacramentada uma nova classe de crimes sem castigo, como adultério, caixa 2, recibos fajutos, bois fantasmas, compra de rádios e tevês com laranjas e aquisição de bens imóveis e veiculares sem renda. A questão é se a população, que muito provavelmente banca a origem desses recursos, concorda com a opinião do Senado – aliás, muitos desses senhores sem o voto popular. Pelo lado do decoro e da ética, o que significa isso mesmo?”
Ubiratã Caldeira (ucaldeira@uol.com.br)
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FRASE DA VEZ_3/11
“Amanhã, nós, brasileiros, teremos a oportunidade de saber quantos Renans Calheiros temos no Senado, mesmo com votação secreta”.
José Renato da Costa (j_rcosta@terra.com.br)
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Artigo publicado 2ª feira n’O JORNALDE NATAL
Memorável campanha d’ “O petróleo é nosso!”
MIRANDA SÁ, jornalista
E-mail: mirandasa@uol.com.br
Quando ameaça chuva no sertão do Piauí, tem um calombo na minha cabeça que dói. Foi uma borrachada que levei do cassetete de um agente da antiga Polícia Especial num comício convocado pela Liga de Emancipação Nacional em defesa da Petrobrás (assim, com acento agudo no “a”). Era o coroamento da lutas patrióticas para impedir que as grandes empresas oligopolistas internacionais para aqui viessem tomar a grande riqueza do povo brasileiro. Sob a palavra-de-ordem “O petróleo é nosso!” a mobilização das vanguardas políticas do povo brasileiro começou nos fins da década de quarenta e, nos anos cinqüenta, com Getúlio Vargas na presidência da República, tiveram maior intensidade.
Personalidades ilustres e entidades civis respeitáveis puxavam o movimento nacionalista. Além das frentes amplas formadas pelo Centro de Defesa do Petróleo e das Riquezas Naturais e a Liga de Emancipação Nacional, tínhamos a ABI e o Clube de Engenharia. O ex-presidente Arthur Bernardes, do Partido Republicano, Milton Campos e Gabriel Passos, parlamentares udenistas, representavam as Minas Gerais. Do Sul, Alberto Pasqualini, Isac Sabbá, Landulpho Alves, Leonel Brizola e Lindolfo Salles. No Nordeste destacava-se Miguel Arraes.
As lideranças vinham da esquerda e da direita, com os comunistas João Amazonas e Luiz Carlos Prestes de um lado e o integralista Plínio Salgado do outro. Na religião pontificavam dom Hélder Câmara, católico, o senador Domingos Velasco, espírita, e o pastor Aurélio Viana, evangélico. Nos círculos militares aderiam o Clube Militar e o Clube da Aeronáutica, e os generais Cordeiro de Farias, Felicíssimo Cardoso, Henrique Lott, Horta Barbosa e Juarez Távora.
Os estudantes participavam intensamente, pela UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundários e a UNE – União Nacional dos Estudantes, e era aí que a minha geração se dava de corpo e alma, acreditando num futuro radioso para o Brasil. Depois que Getúlio aprovou o, projeto do monopólio estatal do petróleo, da lavra de seus oposicionistas da UDN, a vitória foi cantada em prosa e verso.
A princípio, a Petrobrás nos orgulhou. Aproveitou o que havia de melhor entre os engenheiros e técnicos do país e formou uma mão-de-obra qualificada. Ficou imune às pressões políticas e a sua diretoria era composta de quadros de carreira da empresa. Hoje, o pragmatismo dos neo-neoliberais do lulismo-petismo, levando em conta que o governo é o maior acionista da estatal, assume posições estranhas aos interesses do povo brasileiro.
Viu-se o patrimônio da Petrobras (agora sem acento) ser lesado pelas negociações espúrias com a Bolívia, quando as instalações da empresa foram invadidas manu militari no país andino. Agora se assiste seu aparelhamento imoral com a disputa infecciosa no PT-partido pelos cargos de direção. Para ocupar cargos importantes são indicados candidatos derrotados nas últimas eleições como José Eduardo Dutra, indicado para a presidência da BR Distribuidora.
O QI (quem indica) é manobrado descaradamente por membros das altas esferas governamentais, sendo o principal dona Dilma Rousseff hábil substituta de José Dirceu na Casa Civil. Dilma preside o Conselho de Administração da Petrobrás e nessa situação manda e desmanda na estatal, fazendo-nos lamentar a redução da empresa dos nossos sonhos num balcão de emprego de politiqueiros e carreiristas.
Mas tem coisa pior. Diz-se que por trás do plebiscito sobre a privatização da Vale do Rio Doce se esconde uma manobra torpe do neoliberal Lula da Silva: se houver uma maioria favorável à situação atual da empresa, o caminho para a privatização da Petrobras está aberto. Disso se cuidem os petroleiros e abram os olhos os servidores dos bandos estatais porque se a Petrobras cair virão a seguir o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. Podem crer.
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RESENHA DA IMPRENSA_11.set.07
-§- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom belicoso para falar dos Estados Unidos e de sua responsabilidade pela crise financeira internacional, ao afirmar: “Não aceitaremos que joguem nas nossas costas os prejuízos de um jogo de que não participamos”. A palavra jogo não é casual. A avaliação completa do presidente foi esta, ao ser perguntado, no palácio presidencial da Finlândia, sobre a turbulência nos mercados financeiros.
-§- O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), enfrenta mais um movimento que prejudica sua tentativa de escapar da cassação do mandato. Os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentaram à Mesa Diretora a proposta de cancelar o caráter secreto da sessão de amanhã, em que será votado o parecer do Conselho de Ética que pede a cassação de Renan.
-§- Contrariando projeções do final da semana passada, de aliados de Renan Calheiros, 33 senadores declararam que votam pela cassação do presidente do Senado. São necessários 41 votos para cassá-lo. Apenas nove senadores saíram abertamente em defesa de Renan e afirmaram que votarão pela absolvição. A Folha ouviu 67 dos 81 senadores; 25 não quiseram revelar o voto e 13 não foram localizados. Como a votação é secreta, são esperadas traições dos dois lados.
-§- O trem em que viajavam os ministros das Cidades, Márcio Fortes, e da Secretaria Nacional dos Portos, Pedro Brito, foi atacado ontem duas vezes a tiros por traficantes da Favela do Jacarezinho, no Rio. O incidente obrigou os ministros e demais ocupantes do trem a se jogarem no chão. PMs que faziam parte da comitiva atiraram de volta. Ninguém ficou ferido. Era uma viagem de vistoria de remoção de favelas junto da ferrovia.
-§- A Petrobras vai transferir o projeto do pólo gás-químico que seria implantado na fronteira com a Bolívia para outro país da América do Sul, anunciou, ontem, o diretor da área internacional da empresa, Nestor Cerveró. Embora o novo destino do empreendimento não tenha sido revelado, executivos da área petroquímica acreditam que o Peru tornou-se a melhor opção, na região, para investimento em projetos associados ao gás natural. No domingo, o presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou que pretende renegociar o contrato que mantém com a Petrobras para a concessão de um campo petrolífero.
-§- Depois de seis anos, o Brasil perderá a liderança na produção mundial de açúcar para a Índia, devido ao etanol. Segundo a Organização Internacional do Açúcar, o país asiático produzirá nesta safra 33,5 milhões de toneladas, 10% mais que as usinas brasileiras. Para Mário Silveira, da FCStone, a Índia vai dobrar as exportações nesta safra, com foco no Oriente Médio, tradicional cliente do Brasil.
-§- Somente nas rodovias federais, 101 pessoas morreram e 1.186 ficaram feridas em 1.754 acidentes entre quinta-feira e domingo. O número de mortes cresceu 9,7% em relação ao feriado de Corpus Christi, em junho, quando ocorreram 92 mortes em 1.398 acidentes. Na ocasião, o aumento de acidentes nas estradas fora atribuído ao apagão aéreo.
-§- Se, no Rio, há localidades onde nem a polícia consegue entrar, no Entorno do DF a escalada do tráfico levou o governo federal a declarar guerra ao crime antes que seja tarde demais. Em até 20 dias, 374 homens da Força Nacional de Segurança serão enviados à região, a 60 km do centro de Brasília, onde 150 jovens foram executados nos últimos seis meses. A Polícia Federal também será acionada.
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Informação (3)
Panorama visto do Planalto
“A renúncia de Renan à presidência é bem-vinda e começa a ser estimulada no Planalto. Na opinião desses auxiliares de Lula, Renan desgastou-se com senadores da oposição e até do governo ao longo do processo no Conselho de Ética. O problema de relacionamento poderia prejudicar a tramitação de matérias importantes. A prorrogação da CPMF e da Desvinculação das Receitas da União (DRU), por exemplo, tem de ser aprovada até o fim do ano. E a emenda constitucional que trata da prorrogação da CPMF e da DRU ainda está na comissão especial da Câmara. Terá de ser votada lá e por duas vezes no plenário, sempre com o apoio de no mínimo 308 deputados. No Senado, também passará por duas votações, com o voto de 49 senadores, no mínimo”.
Vera Rosa, jornalista (de Brasília)
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Ao Debate (3):
Lula ‘esquece’ de aliado
“Em visita à Finlândia, o presidente Lula “esqueceu” da existência de Renan Calheiros. Lula recebeu do presidente do Parlamento finlandês, Sauli Niinistö, convite para que o presidente do Parlamento brasileiro visitasse seus colegas nórdicos.De pronto, respondeu que iria repassá-lo ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. Só que no Brasil o equivalente ao Parlamento finlandês seria o Congresso, cuja presidência, nas sessões conjuntas, é exercida pelo presidente do Senado”.
Lisandra Paraguassú, jornalista
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OBSERVAÇÃO
Nuvem carregada (por ora)
“O ex-governador de Minas Gerais Magalhães Pinto cunhou uma frase que se tornou famosa e que cito de memória: “Política é como uma nuvem. Agora você olha e ela está de uma forma. Depois volta a olhar e ela está de outra”. No fim desta tarde, a nuvem que pairava sobre o Congresso parecia ameaçadora para as bandas do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) a pouco mais de um dia do seu julgamento por quebra de decoro. A nuvem poderá amanhecer diferente amanhã. Mudará de forma até o início da votação”.
Ricardo Noblat, jornalista e blogueiro
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Comentário (II)
Luz no fim do túnel
“Assisti na TV Senado a um discurso do senador Delcídio Amaral (PT-MS) relatando tudo o que ele e os seus companheiros da CPI enfrentaram para conduzi-la até o seu término (6.set). Pois bem, apesar de pertencer à base de apoio ao governo, esse senador deu provas de que ainda existem neste país pessoas honestas, com princípios éticos acima de qualquer suspeita. Parabéns ao senador e a todos os que participaram daquela CPI, que produziu os documentos contundentes acolhidos pelo Supremo e que deram no indiciamento dos 40 aloprados. Basta agora o STF cumprir seu papel até o fim. Quem sabe veremos a famosa luz no fim do túnel”.
Antonio J. Devecchio (devechio@netsite.com.br)
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