Arquivo do mês: setembro 2007
Comentário (I)
A lambança continua
Lula entrega cargos, libera verbas e CPMF é aprovada mais a foto, são auto-explicativas. A lambança continua. Como dá saudades do PT na oposição. Pelo menos tínhamos a ilusão (doce ilusão) de que não veríamos tanta maracutaia!
Aparecida Dileide Gaziolla (rubishara@uol.com.br)
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Editorial da Folha de São Paulo
Cacciola, a missão
A viagem de Tarso Genro a Mônaco, para requerer a extradição do banqueiro, é uma ocasião para a fotogenia política
CHEGA EM BOA HORA para o governo Lula a notícia da prisão, em Mônaco, do banqueiro Salvatore Cacciola, há anos foragido da Justiça brasileira. Ainda sob o desgaste da absolvição de Renan Calheiros no Senado, acontecimento que confirmou o conluio majoritário do petismo com o que há de mais arcaico e desavergonhado na política brasileira, as autoridades federais agora contam com uma ocasião propícia para empunhar, como nos bons tempos, a bandeira do combate à impunidade.
Não é outro o sentido da missão internacional de que se auto-incumbiu o ministro da Justiça, Tarso Genro. Zarpa hoje para o charmoso principado, levando pessoalmente, não se sabe se em alguma maleta tipo 007, a alentada pilha de documentos que recomenda a imediata extradição do financista.Certamente, é de desejar que Cacciola responda no Brasil às diversas acusações de que é objeto. Entretanto, a menos que o ministro Tarso Genro demonstre inéditos poderes de persuasão pessoal -que lhe faltaram quando quis, em pleno colapso ético do PT, lançar a tese da “refundação” do partido-, cabe perguntar se funcionários qualificados do Itamaraty não poderiam desincumbir-se sozinhos desse gênero de gestões.Naturalmente, para as esfarrapadas patrulhas morais do lulismo, há um sabor especial na captura do banqueiro.
Cacciola protagonizou um dos mais espantosos escândalos do governo FHC, do qual saíram condenados vários diretores do Bacen, além do presidente da instituição. O caso resultou num prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos. Em troca de informações privilegiadas, Cacciola teria pago R$125 mil mensais a um funcionário do Banco Central, o que configura um mensalão de dar inveja aos mais audaciosos deputados da base governista.Some-se a isto a circunstância de que Salvatore Cacciola pôde fugir do país graças a um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello; depois dos acachapantes resultados do julgamento dos mensaleiros no STJ, não deixa de ser bem-vinda, para o PT, a lembrança daquela inglória decisão judicial.
O retorno ao caso Marka, por si só, já seria entretanto capaz de deslocar provisoriamente o foco das atenções gerais, ainda às voltas com as estripulias, sigilosas ou não, de quadrilhas mais recentes. Ocorre que, uma vez diminuído o ímpeto para a criação de espetáculos punitivos na Polícia Federal, com a substituição de seu superintendente, o Ministério da Justiça estava a carecer de alguma proeza midiática.O cenário hitchcockiano de Monte Carlo sem dúvida oferece a Tarso Genro uma ocasião para a fotogenia política. No Senado, a imagem do PT não obteve bons resultados de seus agentes secretos e de suas missões impossíveis; é tempo, sem dúvida, de voltar aos clássicos do cinema -ainda que, para lembrar um outro clássico, o “thriller” policial petista se encene agora em ritmo de chanchada.
Comentário nosso: realmente muito bom para o PT-governo essa mudança de foco. Dar um tempo no caso Renan é tudo que pedem os governistas e os mal avisados. Nada disso! Continuemos na nossa batalha para não deixar esmorecer esse mal cheiroso escândalo do presidente Renan. Se começarmos a focar em outros assuntos, apesar de também relevantes, acabaremos colaborando para o esquecimento dos brasileiros e consequentemente o Presidente do Congresso continuará flanando em seu berço esplêndido.
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FRASE DA VEZ_1/22
“Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência; muda sim pela sua cultura. “
Betinho, o irmão do Henfil
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AVISOS
Obituário
Lamentamos informar o falecimento da Oposição Política ao governo, após longa e sofrida doença conhecida como “tomalá-dá-cá”, que destrói lentamente o caráter e a integridade do portador. O velório se realizará em Brasília até as próximas eleições.
Marcus Coltro (marcus@femorale.com)
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Ao Debate:
Duas caras
Inacreditável a cara-de-pau do senador Aloizio Mercadante, pedindo, em discurso no Senado, a renúncia do Renan Calheiros. Essa atitude mostra que Mercadante tem duas caras, uma para fazer demagogia para seus eleitores e outra para ajudar a salvar o Renan, abstendo-se de modo covarde. Acho essa atitude pior até que a de alguns senadores que votaram a favor do Renan. Ao menos não foram hipócritas.
Ana Maria Biscaia (anamariabi@yahoo.com.br)
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Comentário (III)
Precisa ser justo e inteligente
Estrela emergente da primeira fase do julgamento do presidente do Senado, Renan Calheiros, por causa de sua posição em favor da abstenção, o senador Aloizio Mercadante está se sentindo injustiçado.Segundo ele, ninguém o compreende direito – uns o fazem de propósito para lhe criar constrangimentos políticos, outros porque têm mesmo dificuldade de compreender o que “há vários dias” vem tentando explicar: “Não fui omisso nem trabalhei pela absolvição, suspendi meu voto porque há ainda outras três acusações sobre as quais devo me posicionar. Ao fim, terei uma convicção a favor ou contra e a defenderei publicamente.”Pois bem, tentemos ser justos, inteligentes o bastante para compreender a posição do senador, e deixemos que ele exponha, mais uma vez, sua linha de raciocínio, já que não o fez publicamente nos mais de cem dias que antecederam a já célebre sessão de 12 de setembro.
Dora Kramer, jornalista
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Informação (4)
Liberados R$ 68,8 e reservados R$ 37,9 milhões para aprovar CPMF
O Palácio do Planalto abriu os cofres para aprovar a prorrogação da CPMF. Entre segunda e quarta-feira, quando foi aprovado o projeto, o Palácio do Planalto liberou R$ 68,8 milhões do Orçamento de 2006 e 2007 e empenhou outros R$ 37,9 milhões referentes ao Orçamento deste ano. O governo compromete, assim, mais de R$ 100 milhões com pleitos dos partidos aliados para garantir a cobrança da CPMF até 2011.
Do Orçamento de 2007, foram liberados nos três primeiros dias da semana R$ 47,2 milhões. As emendas contempladas foram principalmente as feitas pelas bancadas de partidos da base aliada.
Eugênia Lopes, jornalista (de Brasília)
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FRASE DA VEZ_2/21
“Hoje a impunidade acaba servindo de estímulo para que novas ações de corrupção”.
D. Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB
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Vamos abrir aspas para o texto de hoje da jornalista Dora Kramer? Ela fala da ação abjecta do Mercadante que se mostra arrependido, mas é tarde demais… MIRANDA SÁ
Para recobrar os sentidos
A chance de o PT recobrar os sentidos está posta: basta ajudar a tirar do regimento da Casa a norma da sessão secreta para cassação de mandatos, dar votos para a aprovação a toque de caixa da emenda constitucional que acaba com o voto secreto no Parlamento e trabalhar por uma tramitação rápida na Câmara.
Feito isso, é se integrar ao grupo interessado em apressar os outros dois processos por quebra de decoro parlamentar, apoiar a quarta representação a ser examinada hoje pela Mesa do Senado e, quando estiver tudo pronto para a votação final no plenário, será necessário o PT assumir uma posição contra ou a favor do conjunto da obra construída pelo senador Renan Calheiros.
Sem cumprir esse roteiro básico, ficará difícil se tornar sócio majoritário de um eventual afastamento. Por enquanto, na figura de Mercadante deu apenas um adeusinho amigo à arquibancada. Manifestou a intenção de reatar relações com a opinião do público, mas não produziu um gesto no sentido de dar substância ao discurso concebido depois de ter percebido que, diferentemente de Lula, não é inimputável, não pode sair fazendo qualquer coisa sem pagar a conta.
Dora Kramer, jornalista
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