Arquivo do mês: setembro 2007
FRASE DA VEZ_2/23
”É hora de começar a acabar com ela: a CPMF é uma das pragas do caótico sistema tributário brasileiro. E não há mais uma boa desculpa para mantê-la”. (Exame)
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Informação (1)
Mais manobras dos renanzistas
A tropa de choque do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez mais uma manobra para salvar o mandato do senador que responde a três processos no Conselho de Ética. O senador Almeida Lima (PMDB-SE), que em relatório pediu a absolvição de Renan da acusação de quebra de decoro, protocolou mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para que as votações no Conselho de Ética passem a ser fechadas. Ele argumenta que, se a votação em plenário é secreta em processo de perda de mandato, o sigilo deve se estender às deliberações do conselho.
Se o pedido de liminar for negado, o senador quer que o STF determine ao conselho que nenhuma representação seja votada enquanto o mandado de segurança não for definitivamente julgado.
Felipe Recondo, jornalista (de Brasília)
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Comedntário (II)
A CPMF e o Senado
A poucos dias da chegada ao Senado da emenda constitucional que prorroga a CPMF, os principais líderes políticos que apóiam o governo estão perdidos e se queixam da falta de articulação do Planalto. “Se acender um palito de fósforo pega fogo”, afirmou o primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), resumindo o clima de tensão.
Ao acenar para a oposição na tentativa de atrair voto para a CPMF, o Planalto descuida da base. Nenhum líder governista pode assegurar que, na próxima semana, será possível reagir à obstrução dos oposicionistas e abrir caminho para a batalha da renovação do imposto do cheque. “Não posso fazer nenhuma afirmação categórica sobre nada”, constatou a líder petista, senadora Ideli Salvatti (SC).
Na semana passada, a oposição venceu dois rounds com Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência da Casa. Juntos e sem dissidências, os governistas somam 50 votos e estiveram presentes com 38. Quando precisa de 49 votos para ganhar, como é o caso da CPMF, o governo necessita de aliados na oposição, já que não consegue unir sua base.
Cida Fontes, jornalista (de Brasília)
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REVISTAS SEMANAIS
VEJA – A mente e o espírito * Como o cérebro processa as emoções, o prazer estético e a linguagem * Uma visita guiada ao cérebro por quem mais o conhece, o neurologista Oliver Sacks
EXAME – O desafio de suceder uma lenda * André Gerdau Johannpeter assumiu o comando da Gerdau no lugar de seu pai, um dos mais admirados empresários brasileiros. Seu desafio, agora, é provar-se em meio a um dos mais ambiciosos processo de internacionalização de um grupo nacional .
CARTA CAPITAL – Ciro e seu trombone * “Fernando Henrique foi o presidente que mais mal fez ao Brasil. O País quebrou três vezes” * “O PT, antes de chegar ao poder, exacerbou no moralismo político” * “A imprensa brasileira é um desastre. A mídia faz a novelização escandalosa da política”
ISTOÉ DINHEIRO – O ataque espanhol ao Banco Real * Porque o Santander canta vitória na disputa pelo banco brasileiro * Os bastidores da operação que pode mudar o mercado financeiro nacional * Como ficam os concorrentes Bradesco, Itaú e Unibanco.
ISTOÉ – Alcoolismo * O problema avança no País, que já tem 19 milhões de dependentes * Explode o número de casos entre mulheres e jovens * Por ano, 35 mil mortes no trânsito estão associados á bebida * Conheça as terapias que realmente funcionam
ÉPOCA – Tropa de Elite – Por que este é o filme mais quente do ano * Lula: “Você ganhou, Renan” – O governo joga pesado para manter Renan Calheiros na presidência do Senado. Mesmo assim, ele continua em situação complicada.
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MANCHETES do dia_23.set.07
Jornal do Brasil – Zona Sul cria milícia da elite
Folha de São Paulo – 69% dos fumantes tentaram parar e não conseguiram
O Estado de São Paulo – R$ 88,7 bi entram na economia até o Natal
O Globo – Milícias se infiltram em 8 batalhões da PM no Rio
Correio Braziliense – Força Nacional ocupa o entorno em 15 dias
Gazeta Mercantil – Preço elevado do trigo paralisa vendas internas
Valor Econômico – Comércio prevê Natal aquecido e antecipa pedidos
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Carta aberta a um pombo – Ferreira Gullar
Foi sua atitude gentil que me fez reparar: os pombos são indivíduos urbanos como nós.
MEU QUERIDO pombinho, amigo alado, morador de rua aqui da Duvivier. Não sei se devo dizê-lo morador ou voador de rua, já que com grande freqüência vejo-o esvoaçando ou mesmo voando de um ponto a outro por opção ou necessidade suas, às vezes para catar comida na calçada ou sorver água em poças que a chuva deixou, mas também para cortejar alguma pombinha de quem se enamorou. Como você distingue uma pombinha de um pombinho, não sei, são mistérios do amor.
Alonguei-me demasiado nessa introdução, sem entrar no assunto motivo desta carta, que você certamente não lerá. Mesmo assim, se lhe escrevo, caro amigo, é para agradecer-lhe a atitude gentil que teve ao deixar-me passar à sua frente, cedendo-me a vez, no momento em que ia cruzar a rua, gentileza rara nos humanos que, como você e eu, transitam por estas calçadas. Comoveu-me ver com que civilidade refreou o passo para que eu cruzasse à sua frente, sem perda de tempo, uma vez que aparentava pressa. Essa sua atitude me fez refletir sobre os pombos que junto conosco, humanos, habitam a cidade do Rio de Janeiro. Devo admitir que foi sua atitude gentil e civilizada que me fez reparar nisto: os pombos são hoje indivíduos urbanos como nós.E então me detive a refletir na maneira como se comportam, caminhando ao nosso lado nas calçadas, bicando um grão aqui, outro ali, despreocupados, confiantes, certos de que ninguém lhes fará mal.
Às vezes, se um transeunte distraído ou afoito os atropela, eles saltam ou se esquivam, não fogem assustados porque sabem que ninguém está ali para caçá-los. Pois é, mas isso não acontece com pássaros que vivem nas matas ou em sítios longe das cidades. Esses se comportam como bicho-do-mato, assustados e, se vêem um homem ou mesmo uma criança, fogem. Não é à toa que a palavra urbanidade tem o sentido que tem.É verdade que nem sempre foi assim. Não faz muito tempo, havia gente que tinha como esporte predileto matar pombos. Um desses, que conheci, era mestre Bernardo, autor de alentado volume intitulado “Tiro ao Pombo”.
Já falei dele numa crônica antiga, em que ressaltava a importância dos pombos para a vida das cidades, mas falava mais como poeta, ao dizer que os pombos eram monumentos fluidos, errantes, que levantam vôo e migram de um ponto a outro das praças, como na de São Marcos, em Veneza. Era uma visão um tanto distante, que não levava em consideração o pombo como companheiro de calçada, transeunte educado e gentil.- Bons tempos estes de hoje!, diria eu, se fosse pombo, porque, no tempo de mestre Bernardo, a coisa era feia. Os pombos eram metidos em gaiolas, levados para os campos de tiro e, lá, jogados para o alto, um a um, para servir de alvo aos atiradores.
Promoviam-se campeonatos de tiro ao pombo, e quem mais pombos matasse ganhava uma medalha.Mestre Bernardo era pai de uma amiga minha e foi ela que me levou a sua casa para conhecê-lo. Na verdade, pretendia entrevistá-lo para a revista em que trabalhava a propósito de seu livro. Tinha curiosidade em conhecer alguém que levava tão a sério o esporte de atirar em pombos, a ponto de escrever sobre o tema um volume de quase 600 páginas. O encontro foi marcado na hora do almoço, porque mestre Bernardo queria que eu provasse de uma especialidade sua: pombo guisado com arroz de lentilha. Fingi que comia enquanto ele chupava os ossinhos de pombos que matara, a tiros, na véspera.Assim é a vida humana, diferente da dos demais bichos que não têm por esporte matar, alegremente.
Nós, humanos, não nos contentamos em seguir as leis naturais, que regem o comportamento de todos os animais. De fato, vivemos insatisfeitos como nossa condição de bicho humano e, por isso, estamos permanentemente a inventar e reinventar a vida, usando e abusando de tudo que está a nosso alcance. Não sei se existe uma história oral dos pombos, se contam uns aos outros o que lhes sucedeu no passado; se o fazem, talvez saibam que, por muito tempo, nós os usamos para levar e trazer mensagens, especialmente durante as guerras.
Como ainda não tinha sido inventado o telégrafo, usávamos o pombo como correio, valendo-nos de sua mania de sempre voltar ao pombal de origem. Se com isso se abusava de seu direito de ir-e-vir, era muito melhor que servir de alvo à espingarda de mestre Bernardo.Mas essas são coisas velhas, porque o pombo de hoje, urbanizado, goza do direito de cidadania como qualquer habitante de nossa cidade. Ou mais até, já que é pequeno demais para ser alvo de balas perdidas.
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COMENTÁRIO (I)
“A mídia, com todo seu poder de influência, não pode nem irá, jamais, substituir a representatividade do Legislativo. Triste o país que sucumbe a apelos demagógicos e chantagens políticas. O Senado não se deixará jamais pressionar pelos que desrespeitam a democracia e atropelam a opinião pública.”
Senador Renan Calheiros em artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo.
Comentário: Será mesmo que vivemos a realidade, ou estamos brincando de faz-de-conta?
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Um presente para os leitores – Gardel em Una cabeza
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Governo troca cargos pela CPMF
A aprovação da CPMF foi apenas a primeira. O imposto terá que passar por pelo menos mais três votações em plenário: uma na Câmara e duas no Senado. Isso sem falar na votação de destaques e emendas aglutinativas. Mesmo assim, essa primeira votação foi o suficiente para se ver um escandaloso troca-troca, um verdadeiro mercado persa de cargos públicos, uma explícita compra de votos por cargos nas empresas e órgão públicos.
Nas próximas semanas isso vai piorar. E quando chegar ao Senado a vergonha vai aumentar ainda mais porque lá a maioria do governo é bem mais frágil. Senadores da oposição estão sendo atraídos para partidos que apoiam a base. É ação preventiva.
Fonte: Míriam Leitão
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FRASE DA VEZ_1/23
“Eu não acredito que haja qualquer evidência de que Dirceu cometeu o crime de que ele está sendo acusado.”
Lula, em entrevista ao New York Times
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