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Sem comemoração

A vantagem de apenas dois votos na votação do projeto que cria o chamado imposto do cheque decepcionou os governistas. No plenário não houve comemorações. Resultado tão apertado na Câmara, onde o governo tem folgadíssima maioria sobre a oposição, torna mais difícil a votação no Senado.

Lá, a maioria do governo é bastante apertada e alguns governistas, como Francisco Dornelles (PP-RJ) e Gerson Camata (PMDB-ES), por exemplo, já avisaram que são contrários à proposta.
É curioso ver a lista de votações na Câmara. Estiveram ausentes, por exemplo, os presidentes do PT, Ricardo Berzoini, e o do PMDB, Michel Temer.

Os dois estavam juntos numa audiência com o presidente do TSE, Carlos Ayres Brito. Estavam longe do Congresso, seguramente, porque confiavam na maioria que o governo alcançaria naquela votação.

O PMDB, maior partido, com 93 deputados deu 68 votos para o governo (nove votaram contra); o PT com 80 deputados deu 69 votos, mas ninguém contrariou a orientação da liderança; o PR tem 43 deputados e onze se ausentaram e sete votaram contra; o PP tem 40 deputados, 22 votaram com o governo e 12 votaram contra – foi o pior desempenho entre os partidos governistas.

O PDT também apresentou desempenho aquém do que esperam os líderes do governo – dos 25 deputados da bancada, apenas 14 votaram com o governo e seis votaram contra. O PTB com 20 deputados, 13 votaram com o governo e dois contra.

A oposição votou unida contra o projeto que cria o imposto do cheque. PSDB, DEM, PPS, PV e PSOL não deram votos à proposta.

Fonte: Cristiana Lôbo

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