Artigo saído n’ O Metropolitano

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Lula da Silva: Futuro construído com mentiras

MIRANDA SÁ, jornalista (mirandasa@uol.com.br)

Na profundidade de 7 mil metros sob as águas do Atlântico, envolvido por grossa camada de sal, os notáveis técnicos da Petrobras encontraram indícios de uma gigantesca jazida de petróleo. E batizaram sua descoberta de Pré-sal.

Todo trabalho de pesquisa, prospecção e cálculo do valor econômico da  reserva do Pré-sal que vinha sendoi feito, foi atropelado pelas fantasias exquizofrênicas de Lula, que – sem perda de tempo – organizou uma festança, com direito a palanque eleitoral de Dilma, a pretexto de comemorar uma estranha 2ª independência do Brasil.

Os incensadores de Sua Majestade Metalúrgica não acharam que o otimismo exagerado e aplaudiram. Os uspeanos ungiram-no pela fértil imaginação; e os velhos companheiros de peleguismo felicitam´se que vida que ele leva, rico, saudável, adulado por uma autêntica corte de sabujos.

São tantos os babões e xeretas ao pé do trono, que após Lula distribuir caixinhas entre os convidados da festa, mandando Sarney e Collor cheirarem o conteúdo para se acalmarem, voltou uma antiga designação de puxa-saco, contemporânea de “chaleira”: “os cheira-cheira”. Pode ver no dicionário.

Então os aduladores, bajuladores, chaleiras, cheira-cheira, enxuga-gelo, incensadores,lambe-botas, puxa-sacos, sabujos, xeleléus e xerêtas estavam lá no comício da Miss Mentira gritando palavras-de-ordem ensaiadas para levanmtar a bola da quase mãe do PAC (um aborto), tia da Minha Casa, Minha vida, e agora madrinha do Pré-sal.

Os áulicos palacianos que organizam a campanha estão certos da impunidade pelo ilícito, porque a velha cega que é a Justiça, nada enxerga, como é óbvio. E os juízes – até pos mais míopes – fingem não ver nada.

Lula tirou fotos à direita de Sarney, deixando oportunistamente a esquerda para Dilma. Sarney, que não é um cidadão comum, mastigava vento em cima do palanque, alheado à balbúrdia em volta. Quando chegou a hora de discursar, S. Majestade Metalúrga discursou apresentando o marco regulatório do pré-sal, sem esquecer de criticar o governo Fernando Henrique, instigar a oposição parlamentar e repetir slogans repisados.

O discurso foi vazio. Além do futurologismo balofo e as bravatas recicladas sobre nacionalismo, dívidas externa, FMI e “o petróleo é nosso”  passou a palavra para sua candidata única e predileta, a Dilma de Lina, ótima candidata a Miss Mentira 2009.

A fala também retocada da ex-guerrilheira, cuja trajetória é uma curva de 180°, indo de companheira de armas de Zé Dirceu a parceira de Collor, Renan e Sarney. Seu discurso não entusiasma, exceto à ala de frente do palanque, especialmente contratada para torcer por ela.

Os dois, o criador e a criatura mostraram-se apaixonados pela Petrobras. Com um ardor nunca visto neste país, não pareciam aqueles que se calaram quando o exército boliviano invadiu as instalações da estatal e arriaram o pavilhão nacional ali hasteado. E depois disso, entregaram as instalaçções da empresa – a preço vil – aos asseclas do cocaleiro Evo Morales.

Além do entusiasmo nacionalista borbulhou um oba-oba inusitado que abafou a realidade de falta de capital para a exploração da jazida, o preço altíssimo do óleo que será extraído, e a emissão do gás carbono poluidor que aumentará, decerto, do efeito estufa.

Do ponto de vista técnico, nada de novo apareceu, a não ser a piada que se espalhou ao pé de ouvido dos engenheiros e técnicos de que sem contar ainda com a avaliação objetiva da futura produção, Lula está contando com o ovo no ovário da galinha… E o resto é propaganda enganadora enchendo o ouvido do povo com mentiras, a grife do lulismo.

 

 

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