Artigo saído n’ O JORNAL DE NATAL. Nas bancas
Começam os trabalhos da CPI da Petrobras
MIRANDA SÁ, jornalista (E-mail: mirandasa@uol.com.br)
Os patriotas e democratas se mantêm alertas acompanhando as investigações para averiguar a veracidade ou não das denúncias feitas contra a atual direção da Petrobras. Isto é dever dos pagadores de impostos, que precisam zelar para que as verbas públicas não sejam desbaratadas pela irresponsabilidade e/ou a corrupção.
Junto com os 700 mil acionistas da empresa- orgulho do Brasil, temos o direito de exigir que a CPI da Petrobras, que começa os seus trabalhos esta semana, cumpra o seu papel histórico indo fundo numa inquirição rigorosa dos fatos apontados pelo Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e a Polícia Federal.
Queremos saber o porquê desse desvario do PT-governo e seus aliados na corrida louca para blindar os diretores e a contabilidade da Petrobras. Até porque este cenário parece esconder algo mais sério do que foi apresentado até agora. Vejamos que é Lula da Silva em pessoa que está se empenhando para barrar, sabotar ou minimizar a ação da CPI.
A intervenção do Presidente não é uma fantasia dos adeptos da teoria da conspiração nem uma tática da inexpressiva oposição do tucanato. Os jornais se encheram de notícias sobre isto. Saiu da boca do ministro José Múcio Monteiro, das Relações Institucionais, que Lula tomou a iniciativa de procurar a sua base no Senado para definir a composição da Comissão e a estratégia a ser desenvolvida.
De pouco ou nada valem os protestos do senador Álvaro Dias, autor do requerimento de criação da CPI e membro da investigação, considerando a participação direta do Presidente como uma humilhação para o Congresso. Ora, o Congresso não precisa ser humilhado e sim fugir à humilhação imposta pelas fraudes da burocracia, do desvio de verbas e falta de ética de muitos dos seus membros.
A hora para o Senado se higienizar perante a Nação seria agora. Uma atuação honesta, independente e patriótica enfrentando as dificuldades impostas para a CPI e desviar o viés das apurações. Para engrandecer o Senado e, em conseqüência o Congresso, cabe aos parlamentares membros da CPI a responsabilidade de esmerar-se para esclarecer tudo.
Há coisas que não podem passar de lado. Uma delas é a suspeitosa alteração contábil considerada fraudulenta pela Receita Federal e o aparelhamento pelo PT e seus satélites, ocupando os cargos de mando da estatal e da ANP.
Estes dois pontos são reclamados de dentro para fora, isto é, tem protestos de servidores da ativa e aposentados. O corpo técnico não se conforma com os bilionários gastos da empresa em convênios firmados com Ongs e outras entidades ligadas ao PT para desenvolver pseudos projetos sociais.
Nasceu nos corações e mentes dos petroleiros independentes e dos defensores da Petrobras as denúncias concretas de superfaturamento e desvios nos contratos de construção das plataformas de petróleo e da Refinaria Abreu e Lima.
O início das atividades da CPI levantam o nosso ânimo, pois não queremos que mais uma vez sejam varridas para debaixo do tapete do esquecimento a roubalheira desenfreada dos pelegos que ocuparam o poder assassinando a esperança de um Brasil melhor e mais justo.
Por isso esperamos que mais uma vez a Petrobras empolgue os brasileiros numa luta histórica contra a ilusão, a burla e o logro dos que se aproveitam da indiferença das massas para o enriquecimento ilícito e a manutenção do poder.
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