CÃES E HUMANOS

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MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)

A Polícia Civil de Santa Catarina fazendo investigações e apreensões para reunir provas, identificou quatro adolescentes como suspeitos das agressões ao cachorro comunitário Orelha.

Um cão dócil e muito querido pelos moradores da Praia Brava, Orelha vivia há cerca de dez anos sob os cuidados coletivos da comunidade e era figura constante no cotidiano local; o maltrato sofrido por ele chocou o Brasil gerando forte comoção nacional.

Casos como este são revoltantes e obrigam que se faça um debate sobre a violência contra animais, criando uma responsabilidade legal para os autores. Assim, este episódio de extrema crueldade deverá servir de exemplo, mantendo viva a importância de punir os autores da agressão, doa a quem doer.

A estupidez humana é revoltante. Lembra-nos o ensinamento do sábio Aristófanes que enunciou: “a juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, porém, a estupidez é eterna”.

É bastante conhecida a estupidez que se hospeda nos quatro cantos do Planeta e mui particularmente no nosso País, se exibindo nas ruas, nos shoppings, nos supermercados e principalmente nos coletivos, avião, ônibus e metrô.

O pior e mais revoltante é a encenação que se vê nos andares de cima do poder ocupados por magistrados, militares e políticos… Ali, pouca diferença há no tratamento de animais e do povo, igualando pelo desprezo cães e humanos.

Teatraliza-se com ou sem a Lei Rouanet o Caso Master, a estúpida performance do “strip-tease” que expõe a obscena nudez da corrupção, tendo como atores os políticos diplomados, fardados e togados da Banda Podre do Poder.

Também não é muito difícil ver-se personagens de ambos lados da polarização eleitoral, igualando-os no avanço ao Erário e ao bolso do contribuinte. Antagonizam-se nos discursos, mas juntam-se na política rasteira dos comissionamentos e das propinas.

Com dados concretos, em novembro de 2025 o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master após a tentativa de compra de parte da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB).

Na ocasião, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero para investigar supostas fraudes financeiras cometidas pelo Master. Quase a seguir, em encontro articulado por Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, Lula, fora da agenda, se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro dono do Banco, na presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A partir daí a linha se desenrolou do carretel e a investigação mantida no âmbito do primeiro grau da Justiça Federal foi requerida para o STF por ordem do ministro Dias Toffoli; e não foi por acaso: ele próprio e vários ocupantes das três esferas republicana estão envolvidos no escândalo.

O Banco Master contou com uma série de conselheiros próximos a Lula, ao PT e ao governo federal, como também políticos ligados ao ex-presidente Bolsonaro; Mantega foi um deles, indicado por importantes figuras do lulopetismo, o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; ele atuava na instituição como uma espécie de representante do PT.

A revelação mais explosiva foi encontrar-se citado em relatórios e investigações, o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que segundo a CNN, recebeu R$5,25 milhões do Banco Master enquanto ocupava o ministério….

Vê-se assim que não foi por acaso que o togado Dias Toffoli atropelou o ordenamento judicial para minimizar a participação de aliados e a sua própria, que junto com parentes próximos, teve uma suspeita transação imobiliária com o Banco Master.

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, coleciona contatos políticos influentes em Brasília e como não poderia deixar de ser, foi solto após ser preso na primeira fase da operação da PF.

Esta amplitude do Caso Master nos leva à hipótese matemática de que as paralelas se tocam no infinito; vê-se isto na participação da falsa direita bolsonarista e da falsa esquerda do lulopetismo encontrando-se na avidez do enriquecimento ilícito.

Assim, os horrores praticados contra o cãozinho Orelha têm semelhança com a crueldade que a Banda Podre do Poder faz com a Nação, mantendo o povo brasileiro escravizado, preso ao tronco da injustiça imperante.

 

 

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