Artigo de Miranda Sá
…E se Lula fosse branquelo de olhos azúis?
MIRANDA SÁ, jornalista (mirandasa@uol.com.br)
Corre nos círculos sindicais, que o braço sindical da União Democrata-Cristã (CDU), um dos mais poderosos partidos alemães, mantenedor da Fundação Konrad Adeauer, que o sindicalista Lula da Silva, das pastorais católicas paulistas, era um pelego da Volkswagen.
E como tal, foi agente do general Golbery do Couto e Silva para impedir a esperada volta trinufal do PCB, Partido Comunista Brasileiro – o Partidão, e do PTB, Partido Tranbalhista Brasileiro. Para isso, foi dada a Lula uma legenda partidária, o Partido dos Trabalhadores, curiosamente o mesmo nome da organização em que Hitler enrou na política.
Também curiosa e coincidente, as frações político-ideológicas que se agruparam no PT foram aquelas que no pós-guerra de 1914-1918, juntaram-se para enfrentar o “perigo judaico-comunista”, católicos conservadores e juventude católica sem-partido, organizações de militares desmobilizados e associações de sempregados.
Politicamente, foram atraídos os obreiristas universitários, dissidentes do movimento comunista e os trtskistas – estes dando vazo à sua vocação organizativa revolucionária e extremista.
Além do apoio invisível de organização internacional e da ditadura militar moribunda, a capacidade de comunicação do Pelego levou-o a ascender à direção do partido, cercado dos restantes do movimento armado de esquerda, anarquistas, foquistas e agentes provocadores.
Chegando ao poder, depois de três tentativas gratificantes em diversão e dinheiro, Lula da Silva, homem da Volkswagen e da intelligêntsia militar da Escola Superior de guerra – ESG, foi eleito.
Uns dizem que pela decepção das classes médias com o sociólogo Fernando Henrique; outros, pelo desespero da sociedade civil organizada e suas organizações à esquerda; finalmente, atesta-se um estelionato eleitoral numa campanha em que o discurso foi um e as bases programáticas político-administrativas, outras.
Aí adveio a grande traição nacional. O primeiro ato do Presidente eleito foi viajar para os Estados Unidos da América onde acertou a entrega do Banco Central do Brasil ao BankBoston – de interesses financeiros alemães na América.
Daí em diante se vê o que vem se vendo. Concessão ao FMI da reforma da Previdência, aumento dos anos de aposentadoria, taxação de aposentados, etc. Na administração pública, o aparelhamento com arrivistas e a intevitável corrupção, de cima para baixo e de baixo para cima. Sanguessugas, mensaleiros, aloprados, portadores de dólares na cueca. Enfim, corrupção ampla, geral e irrestrita.
Para garantir a “governabilidade” Lula da Silva tornou-se o 301º Picareta, alinhando-se com o grupão oportunista e fisiológico, executando a distribuição patrimonialista de benesses, privilégios e cargos públicos.
Sustenta uma popularidade explicada em duas vertentes. Uma, em cima do assistencialismo populista das esmolas; outra, através da comunicação direta e informal do Pelegão, mentindo, prometendo, satirizando e divertindo,
Felizmente, Lula e sua camarilha não teem coragem de garrotear as liberdades públicas enfrentando o Senado Federal, onde não garantem a maioria para as emendas constitucionais, e o Poder Judiciário, até agora se mantendo republicano e independente.
Também por felicidade – talvez influência religiosa – Sua Excelência ainda não procurou um bode espiatório de raça, cor, crença ou religião para pagar seus erros e favorecer a unidade, o fortalecimento e a manutenção poder. Mas eu fico pensando: … e se Lula fosse brnquélo de olhos azúis?
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