Obama é a pessoa mais interessante que vi na vida, diz Gay Talese

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Ícone do jornalismo mundial participa da Flip neste sábado (4).

O jornalista norte-americano Gay Talese, do alto de seus 77 anos, já se debruçou com sucesso sobre a difícil tarefa de contar a trajetória do “New York Times”, conseguiu transformar um simples resfriado de Frank Sinatra no perfil mais conhecido e clássico do cantor e é considerado, apesar de suas resistências, um dos pais do “new journalism”, gênero surgido nos anos 60 em que a reportagem mais se aproximou da literatura. Mas Talese segue curioso pelo que o mundo descortina a cada dia e disposto a viajar até o Brasil só para falar de suas experiências.

Ele é uma das atrações da Festa Literária Internacional de Paraty, onde conversa com o jornalista Mario Sergio Conti no próximo sábado (4). O autor de “O reino e o poder”, sobre a história do “NYT”, e “A mulher do próximo”, em que narra o desenvolvimento dos hábitos sexuais dos americanos, conversou com o G1 na cidade fluminense, na sua segunda vinda ao Brasil.

De terno e gravata, combinados a um estiloso chapéu Panamá, Talese falou por uma hora a respeito do estado do jornalismo hoje em dia, sua admiração pela trajetória de Barack Obama e que nunca se incomodou com as piadas sobre seu nome.

G1 – Nos últimos meses as empresas de mídia nos Estados Unidos têm apresentado problemas financeiros, e muitos jornais têm fechado suas portas ou diminuído sua estrutura. É uma época difícil para o jornalismo?

Gay Talese – Não é difícil para aqueles que têm uma abordagem, um jeito de trabalhar que é diferenciado. O desafio é ser distinto do fluxo de informações que existe hoje em dia. Neste momento nós não sabemos quem é o jornalista, porque a tecnologia nivelou essa condição. Veja, uma pessoa que tem uma câmera fotográfica pode fazer bem um trabalho de jornalismo testemunhal, algo que aconteceu de forma preponderante no 11 de Setembro. Hoje em dia uma pessoa que tem um blog pode ser vista como um jornalista.

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