Arquivo do mês: janeiro 2026
CÃES E HUMANOS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
A Polícia Civil de Santa Catarina fazendo investigações e apreensões para reunir provas, identificou quatro adolescentes como suspeitos das agressões ao cachorro comunitário Orelha.
Um cão dócil e muito querido pelos moradores da Praia Brava, Orelha vivia há cerca de dez anos sob os cuidados coletivos da comunidade e era figura constante no cotidiano local; o maltrato sofrido por ele chocou o Brasil gerando forte comoção nacional.
Casos como este são revoltantes e obrigam que se faça um debate sobre a violência contra animais, criando uma responsabilidade legal para os autores. Assim, este episódio de extrema crueldade deverá servir de exemplo, mantendo viva a importância de punir os autores da agressão, doa a quem doer.
A estupidez humana é revoltante. Lembra-nos o ensinamento do sábio Aristófanes que enunciou: “a juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, porém, a estupidez é eterna”.
É bastante conhecida a estupidez que se hospeda nos quatro cantos do Planeta e mui particularmente no nosso País, se exibindo nas ruas, nos shoppings, nos supermercados e principalmente nos coletivos, avião, ônibus e metrô.
O pior e mais revoltante é a encenação que se vê nos andares de cima do poder ocupados por magistrados, militares e políticos… Ali, pouca diferença há no tratamento de animais e do povo, igualando pelo desprezo cães e humanos.
Teatraliza-se com ou sem a Lei Rouanet o Caso Master, a estúpida performance do “strip-tease” que expõe a obscena nudez da corrupção, tendo como atores os políticos diplomados, fardados e togados da Banda Podre do Poder.
Também não é muito difícil ver-se personagens de ambos lados da polarização eleitoral, igualando-os no avanço ao Erário e ao bolso do contribuinte. Antagonizam-se nos discursos, mas juntam-se na política rasteira dos comissionamentos e das propinas.
Com dados concretos, em novembro de 2025 o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master após a tentativa de compra de parte da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB).
Na ocasião, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero para investigar supostas fraudes financeiras cometidas pelo Master. Quase a seguir, em encontro articulado por Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, Lula, fora da agenda, se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro dono do Banco, na presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
A partir daí a linha se desenrolou do carretel e a investigação mantida no âmbito do primeiro grau da Justiça Federal foi requerida para o STF por ordem do ministro Dias Toffoli; e não foi por acaso: ele próprio e vários ocupantes das três esferas republicana estão envolvidos no escândalo.
O Banco Master contou com uma série de conselheiros próximos a Lula, ao PT e ao governo federal, como também políticos ligados ao ex-presidente Bolsonaro; Mantega foi um deles, indicado por importantes figuras do lulopetismo, o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; ele atuava na instituição como uma espécie de representante do PT.
A revelação mais explosiva foi encontrar-se citado em relatórios e investigações, o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que segundo a CNN, recebeu R$5,25 milhões do Banco Master enquanto ocupava o ministério….
Vê-se assim que não foi por acaso que o togado Dias Toffoli atropelou o ordenamento judicial para minimizar a participação de aliados e a sua própria, que junto com parentes próximos, teve uma suspeita transação imobiliária com o Banco Master.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, coleciona contatos políticos influentes em Brasília e como não poderia deixar de ser, foi solto após ser preso na primeira fase da operação da PF.
Esta amplitude do Caso Master nos leva à hipótese matemática de que as paralelas se tocam no infinito; vê-se isto na participação da falsa direita bolsonarista e da falsa esquerda do lulopetismo encontrando-se na avidez do enriquecimento ilícito.
Assim, os horrores praticados contra o cãozinho Orelha têm semelhança com a crueldade que a Banda Podre do Poder faz com a Nação, mantendo o povo brasileiro escravizado, preso ao tronco da injustiça imperante.
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DO TEMPO
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
Escrevi no ano passado um artigo com o mesmo título, “DO TEMPO”, que na História e na Literatura é também infinito, tema explorado desde os primeiros anos da humanidade, medido pelo nascer e o pôr do sol, nas fases da Lua e na observação das estrelas.
Os antigos impérios, assírio, babilônio e egípcio ergueram obeliscos como relógios solares e os calendários mais antigos surgiram na Mesopotâmia com os sumérios e caldeus por volta de 2700 a.C.; e registra-se um calendário solar mais preciso, com 365 dias no antigo Egito e na América Central pré-colombiana dos maias.
“Calendário” é um termo que deriva do latim “calendarium“, relacionado às “calendas“, o primeiro dia do mês, que marcava as celebrações religiosas romanas. A evolução do calendário reflete o desenvolvimento do conhecimento humano sobre astronomia, matemática e organização social.
Nos nossos dias o Tempo é um assunto explorado no cinema. Passou outro dia na tevê o filme A “Máquina do Tempo”, de 1960, dirigido por George Pal e o enredo baseado no romance homônimo de H. G. Wells; é a história de um engenhoso inglês que constrói um equipamento que viaja no tempo.
De Júlio Verne, o cinema aproveitou “A Volta ao Mundo em 80 dias” e muitas outras películas com o tema futurológico, que lembro algumas: “De Volta para o Futuro”, “Exterminador do Futuro”, “Interestelar”, “Os Doze Macacos” e as românticas “Todo tempo que temos” e “Feitiço do Tempo”, este último, um sucesso desde o lançamento em 1993.
Intelectualmente, o Tempo é um modo contínuo em que os acontecimentos ocorrem sucessivamente e a sua definição científica considera-o uma grandeza física presente nas diversas áreas da sociedade humana.
A pesquisa científica registra um fato interessante sobre o Tempo e os seres vivos: o gato, originalmente um animal selvagem, levou cerca de três mil anos para ser domesticado; em contraposição, o lince, doméstico no antigo Egito, bastou sair do povoado e voltar à mata para reverter ao estado natural….
De século em século o tempo passa e a História vai registrando fatos momentosos à sua época. Nos fins do século 19 o noticiário vindo da França sobre o caso Dreyfus abalou o mundo e no século seguinte era um privilégio ter na estante “EU ACUSO”, livro contendo uma carta de Émile Zola defendendo o oficial acusado de traidor por ser judeu pelos generais clericais racistas.
No século 20, em que nasci e cobri praticamente 70 anos de acontecimentos, fixei na memória as duas guerras mundiais, a revolução russa e a ascensão e queda dos regimes totalitários, o fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha e o stalinismo na URSS.
Por fim, mal começa este século 21 e temos a nível mundial os desvarios de Donald Trump assumindo estupidamente a posição de gendarme do Planeta e, no Brasil, uma hecatombe política que leva à História o maior escândalo financeiro de todos os tempos, o Caso Master, envolvendo mais da metade do poder constituído que convencionamos chamar de “A Banda Podre do Poder”.
Graças a estes corruptos, assistimos nos andares de cima do poder uma azáfama tentando esconder e/ou abafar as medidas tomadas pelo Banco Central de liquidação dos tentáculos fraudulentos usados pelo Banco Master, o Letsbank S/A, da Master S/A Corretora e da Reag Investimentos e as investigações da Polícia Federal.
Só o tempo irá dizer e a História vai registrar quem são as figuras envolvidas com o banqueiro corrupto Daniel Bueno Vorcaro, dono do Banco, mas desconfiamos haver entre elas muitos com o diploma parlamentar e diversas togas dos tribunais superiores….
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DOS VENENOS
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
O noticiário televisivo nos traz numerosos casos de envenenamento ocorridos em família, entre vizinhos e desafetos. Ciúme, ódio e vingança são os motivos alegados para esta prática criminosa….
Além de assassinatos individuais, o uso do veneno também ocorre de forma coletiva ou sistemática. Isto revive um passado distante, onde alimentos ou bebidas tóxicas serviam para eliminar adversários ou controlar populações inteiras, numa estratégia de terror ou eliminação silenciosa.
Assassinatos por envenenamento de líderes políticos e religiosos atravessam séculos — vão das cortes imperiais à política e religião — revelando o uso do veneno como arma estratégica de poder e intimidação, muitas vezes mortal.
A Bíblia menciona o veneno de áspides (João 20.16), de serpentes (Deuteronômio 32.24), e de répteis e víboras (Deuteronômio 32.33), mas o uso do veneno em casos planejado e executado por pessoas são raros no livro.
Mais tarde, na Roma imperial intrigas cortezãs levaram à morte imperadores e seus herdeiros com venenos, segundo relato histórico de conspirações disfarçados de causas naturais.
A Igreja Católica absorvida pela Roma Imperial deixou como herança na Idade Média e até mesmo em sociedades mais recentes, ocorrências desse tipo de crime silencioso, motivado pelo controle de poder, heranças ou disputa de influência.
O papado medieval era profundamente inserido na política europeia; guerras, intrigas de famílias nobres e disputas internas favoreciam rumores de assassinatos de figuras influentes — tanto políticas quanto religiosas.
No Vaticano há diversos registros e muitas insinuações mencionando mortes de papas por envenenamento. São citados João VIII (século 9), Bento VI (século 10), Clemente II (1047–1048), Alexandre VI, da família Bórgia (1492–1503) e Leão X (século XVI). A maioria dessas suspeitas permanece sem prova científica.
Esses episódios vêm de crônicas renascentistas, onde rivalidades políticas foram intensas e a morte súbita de um papa alimentava boatos pela Europa luterana e calvinista.
Casos citados pelos historiadores incluem o que aconteceu na China imperial com o último imperador da dinastia Qing, Guangxu, cuja morte em 1908 levantou suspeitas de envenenamento — mistério que só foi confirmado cem anos depois, quando exames detectaram níveis elevados de arsênico em seus restos mortais.
Outro caso mais célebre do século passado é o do místico russo Grigori Rasputin, ligado a corte do último czar da Rússia, envenenado antes de sofrer ataques letais, mas não morreu; a sua resistência sobre-humana ao veneno está registrada nas memórias do príncipe Felix Yussupov, um dos seus assassinos.
Na Alemanha hitlerista, os oficiais nazistas levavam consigo uma cápsula de cianureto de potássio para usar em caso de captura. O braço direito de Hitler, Hermann Göring, cometeu suicídio usando-a para evitar a execução condenada por Nuremberg.
O arsênico e o cianeto são refrescos comparados com toxina botulínica H, o veneno mais letal conhecido, um milhão de vezes mais mortífero que a dioxina, outro veneno produzido pelo homem. Exemplificando, a dose letal da toxina butinolina H, mataria 50% de uma população com meros 0,00000003 mg da substância.
Entretanto, o pior veneno não vem em vidros ou cápsulas; se derrama pela Política e pela Justiça nos tempos que atravessamos; é o envenenamento em massa no Brasil, é a estricnina que estava substituindo dinheiro nos cofres do Banco Master….
Foi e está sendo usado pela banda podre do poder. A bandidagem locupletada nos andares de cima está aterrorizada com o conteúdo do celular do corruptíssimo banqueiro Vorcaro e no desdobramento das investigações da Polícia Federal, que sofre tremendas pressões , mas não se rende.
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DA VOLTA
MIRANDA SÁ (Email: mirandasa@uol.com.br)
Meditando no Mosteiro de Santa Catilina de Siena (B.A.) considerei ficar e lutar pelo imperativo da consciência patriótica contra a realidade funesta de corrupção generalizada e política pervertida que abateram sobre o nosso amado Brasil.
Lutar contra os “donos” da Democracia fizeram uma manifestação ontem, notadamente esvaziada de povo; apenas com público amestrado para aplaudir os slogans repetitivos em que aliados a regimes ditatoriais falam de Liberdade….
Lutar contra a banda podre do poder que quer salvar o fraudulento Banco Master, seu dono corrupto, Vocaro, com aliados nos três poderes republicanos que investem contra a legislação que dá ao BC o poder de regulação, fiscalização e intervenção no mercado, usando a Agência MiThi, de Thiago Miranda, para contratar criminosos para atacar do BC.
Lutar contra o cenário nojento protagonizado por Lula, que pela ideologia da pelegagem pensa somente nas próximas eleições, e abandona o “cumpanhero’ Maduro, e maneira com Trump, calando petistas e mandando Janja ficar de boca fechada.
Lutar contra o capitão Bolsonaro, tão valente como golpista e tão fraco para enfrentar a Justiça, mostrando uma covardia ímpar, com mazelas enfermiças de aftas a calos no dedão do pé, desmoralizando a alcunha de “mito” que não mantém como os capitães que quis imitar, Prestes e Lamarca, de inegável altivez e postura militar autêntica, mesmo rebeldes.
Lutar contra a imunda polarização defendendo a terceira posição política com o Centro Democrático, que nossos vizinhos democratas da Argentina e do Chile assumem como “La Terceira” e os portugueses com o “Chega!”
Voltei. O velho guerreiro voltou novamente.
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