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Drummond e o Trabalho Poético

DRUMMOND E O TRABALHO POÉTICO 

 

“Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se de poeta quem apenas verseje por dor-de-cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê de inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos. Infelizmente, exige-se pouco do nosso poeta; menos do que se reclama ao pintor, ao músico, ao romancista…”

Carlos Drummond de Andrade
em “Autobiografia para uma revista”,
no livro Confissões de Minas (1944).
In Prosa Seleta, Nova Aguilar, 2003.

Biografia de Carlos Drummond de Andrade aqui

Poesia

Soneto

 

Quando fico a pensar poder deixar de ser

antes que a minha pena haja tudo traçado,

antes que em algum livro ainda possa colher

dos grãos que semeei o fruto sazonado;

 

quando vejo na noite os astros a brilhar

– vasto e obscuro Universo, impenetrável mundo! –

quando penso que nunca hei de poder traçar

sua imagem com arte e em sentido profundo;

 

quando sinto a fugaz beleza de alguma hora

que não verei jamais – como doce miragem –

turva-se a minha mente, e a alma em silêncio chora

 

um impulsivo amor. E a sós, me sinto à margem

do imenso mundo, e anseio imergir a alma em nada

até que a glória e o amor me dêem a hora sonhada!

 

John Keats

 

Poeta inglês (1795-1821), nascido em Londres. Considerado um dos maiores nomes do romantismo na Inglaterra, sua obra divide-se entre as frequentes referências à morte e um intenso sentimento de prazer com a vida. Influenciado pelos poetas gregos do período helênico, como Homero, bem como pelos poetas elizabetanos e ingleses do século XVI, persegue a perfeição estética. Sua poesia é marcada pelo sentimentalismo romântico, por imagens vibrantes, de grande apelo sensual, e pela expressão de aspectos da Filosofia clássica.

Fica órfão ainda criança e passa a ser criado em Edmonton por um tutor, que o transforma em aprendiz de cirurgião. Volta em 1814 para Londres, onde trabalha como assistente de cirurgia em dois hospitais. A partir de 1817, decide abandonar a Medicina e dedicar-se inteiramente à poesia. No mesmo ano publica seu primeiro livro, Poems , marcado por concepções ultra-românticas, mas não obtém sucesso. Em 1818, lança Endymion e inicia a produção de seu maior poema, Hyperion, que não chega a concluir devido aos primeiros sinais da tuberculose. Não obtém reconhecimento em vida, sendo cultuado apenas após sua morte, aos 26 anos.

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Publicado em por Marjorie Salu | Deixe um comentário