PESQUISA

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MIRANDA SÁ (E-mail: [email protected])

“Quando se rouba de um autor, chama-se plágio; quando se rouba de muitos, chama-se pesquisa.” (Wilson Mizner)

A pesquisa como trabalho científico é para comprovar hipóteses no campo da História, da Medicina, da Literatura, das artes, da Tecnologia, enfim, para trazer à tona novos conhecimentos. É indispensável ao progresso da humanidade.

Trata-se de uma atividade de importância cultural que aprofunda conhecimentos pré-existentes e gera novos conhecimentos pela investigação sistemática.

A etimologia da palavra “Pesquisa” leva-nos ao latim, perquirere, de per-, intensificativo, mais quaerere, “busca, procura, problema”. Em português temos o antigo verbo, hoje pouco usado, perquirir, investigar minuciosamente.

Do espanhol, a corruptela do latim vulgar, pesquisa, dicionarizada em português como substantivo feminino; designando aprofundar na busca, buscar com cuidado, indagar, informar-se bem, inquirir, perguntar, procurar, procurar por toda a parte.

A pesquisa é definida como o conjunto de ações orientadas e planejadas para comprovar um alvo desejado. Nesta investigação o pesquisador deve estabelecer ou confirmar fatos, reafirmar resultados de trabalhos anteriores, resolver problemas novos ou já existentes, apoiar teoremas e desenvolver de novas teorias.

Pode parecer exagero, mas na Antiguidade já eram usadas pesquisas e estatísticas para levantar dados sobre o número de habitantes, riquezas, casos de doenças e mortes, e até para obter informação sobre a segurança e o poder militar ofensivo. Desconhecia-se, porém, pesquisas de caráter político.

As pesquisas se subdividem como pesquisa acadêmica, pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo, pesquisa descritiva, pesquisa empírica e pesquisa laboratorial. Dessas, a pesquisa empírica, sujeita a erros estatísticos e realizada em qualquer ambiente, transformou-se em “pesquisa eleitoral” por indução de Satanás a algum vigarista.

O método para contribuir na obtenção de dados a serem usados pelo governo e outras organizações, foi oficializado no Brasil com a criação do IBGE; entretanto, é mais conhecido pela propaganda política de pesquisas fraudulentas divulgada nos jornais, noticiários de televisão e revistas.

A estatística é Irmã siamesa da pesquisa e, do mesmo modo em que contribui para a veracidade de um levantamento, pode levar ao desvio da realidade usando variáveis como convém ao executor.

Pesquisas de opinião feitas de encomenda não cobrem o universo sócio-político que deveria, e seus fundamentos estatísticos estão mais para a teoria das probabilidades por Pascal e Fermat, que surgiu com o estudo dos jogos de azar…

Já se ouviu no Brasil uma afirmação de Lula da Silva de que não é difícil controlar uma pesquisa de opinião. Na verdade, pela experiência que temos, na sua maioria, elas envolvem interesses político-partidários, dependendo de quem as patrocina.

A coleta do levantamento feito, a análise e a interpretação de dados são compensados por um exponencial ampliado de “uma margem de erro”, o que quer dizer que a própria relação dos pesquisados que é divulgada, é posta em dúvida.

Acaba de sair uma nova pesquisa DataFolha, motivo de violentas e razoáveis críticas por driblar a legislação vigente incluindo na lista de pré-presidenciáveis Lula da Silva, condenado da Justiça e inelegível pela Lei da Ficha Limpa,

Por isso é impossível negar apoio à iniciativa de um dos candidatos, deputado Jair Bolsonaro, que entra na Justiça para impedir a divulgação de pesquisas de intenção de voto para a eleição de outubro que inclua o nome do corrupto Lula.

8 respostas para PESQUISA

  1. Régis disse:

    Imagine se eu vou contratar, e pagar, uma pesquisa e vou receber o resultado contrário a meus interesses…Mas tem muita gente que acredita.

  2. Irene Mattos Felix disse:

    Miranda,
    Não gosto das pesquisas políticas , mesmo não sendo tendenciosas, porque há indivíduos que gostam de votar no que está em primeiro lugar nas pesquisas, isto acontece muito nas cidades pequenas São pessoas que pensam que votando nele sairão vencedoras também , provando com isso o atraso mental do eleitor
    Com o avanço dos debates na mídia podemos neste ano ter uma escolha mais sensata, a partir de uma exposição mais completa do candidato Alguns movimentos irão colocar o nome, codinome de quem é ficha suja Eu estou confiante, acho que podemos ter mais segurança, se formos mais atentos ao que cada um prometerá Quero mais do que promessas milagrosas, desejo saber como conseguirá o candidato cumprir o que prometer Abraços

  3. ALEXSANDRO FERNANDES disse:

    O Corrupto mor LuLLa (Brahma) da silva é um cadáver político.
    Neste contexto essa pesquisa do muito duvidoso instituto Data folha não passa de seu epitáfio.

  4. Luiz Stevanato disse:

    O Datafolha desde sua criação é formado por sociólogos provenientes da USP. Sabidamente a FFLCH qie é a unidade da USP que abriga a sociologia é um antro esquerdistas radicais. A escolha do Datafolha não é acaso.

  5. Manuel Carlos Lopes disse:

    Um completo relato sobre pesquisas Miranda, parabéns pelo artigo. Confiar em pesquisas é sempre um risco, Nunca participei e nem conheci ninguém que participou de alguma. Os interesses são grandes motivados por uma série de fatores que desacreditam os inúmeros institutos que existem no país.

  6. Um dos perigos que a humanidade atravessa é a vulgarização do sofrimento. De tanto assistir a ele pela necessária “Mídia” parcela dos povos pode passar a tê – lo como coisa que não pode ser mudada.

  7. iara kern disse:

    Bom era no tempo da pesquisa escolar, vc tinha q ir até biblioteca para ter acesso a pesquisa e saía com mais conhecimento. Pesquisa,hoje, é sinônimo de sacanagem.

  8. MaRy de Paula disse:

    A DataFolha sempre foi reduto petista, não mudaria agora. Satanás conseguiu o que queria, ou seja, mostrar ao povo que o mal sempre será vitorioso. Precisamos mostrar, através do voto, que o bem está acima dele.