Devassa dos sigilos fiscais

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Receita sabia de violação nos sigilos fiscais de Verônica

Documento da Receita obtido pelo Estado revela que a Corregedoria do órgão já trabalhava desde o dia 20 de agosto com linha de investigação que apontava para violação político-eleitoral do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do presidenciável José Serra, e de outros quatro tucanos. A suspeita, porém, foi “confinada” na Corregedoria enquanto a cúpula do Fisco e integrantes do governo unificaram um discurso público em direção contrária para despolitizar o caso e blindar a candidatura de Dilma.

Governo não muda comando da Receita para preservar Dilma

Na Receita, é incômoda a situação do secretário Otacílio Cartaxo, Mas para preservar a campanha de Dilma, o governo não muda o comando do órgão. Ao comentar o caso, Dilma disse que houve “um malfeito” na Receita, negou envolvimento no crime e disse que o PSDB usa o episódio para tentar ganhar a eleição “no tapetão”. O corregedor do TSE, Aldir Passarinho, arquivou o pedido do PSDB para cassar o registro da petista.

PF investiga se sigilo foi violado também no BB

Depois da quebra ilegal do sigilo fiscal de Verônica Serra na Receita, a Polícia Federal investiga agora se o Banco do Brasil também atuou na violação de contas bancárias do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. A PF pediu que o BB forneça os dados do sistema de controle.

Serra diz ter feito alertado Lula sobre ataques a sua filha

O tucano José Serra tem dito a aliados que alertou o presidente Lula em janeiro sobre a hipótese de violação de sigilo de sua filha. O candidato mostrou textos de blogs de apoio ao PT que traziam dados de Veronica. Lula disse que nada tinha a ver com as publicações. Em seu programa de TV, José Serra atacou o PT e classificou o episódio de baixaria: “Isso não é política, é sujeira.” Ele mostrou imagens de Fernando Collor em 1989 com a filha de Lula na TV, seguidas de cena, atuais de Collor pedindo votos para Dilma.

Mais um nome no escândalo

Contador diz que foram pedidas 18 declarações – O contador Antonio Carlos Attela Ferreira, que pediu os dados fiscais de Verônica Serra, disse que a encomenda lhe fora feita pelo colega Ademir Estevam Cabral, que teria dito tratar-se de serviço para “um pessoal de Brasília e de Minas”. Seriam 18 declarações de renda.

 

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