Olavo Bilac

[ 2 ] Comments
Compartilhar

 NEL MEZZO DEL CAMIN…

Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E a alma de sonhos povoada eu tinha…

E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.

Hoje, segues de novo… Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.

E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.

 (Poesias, Sarças de fogo, 1888.)

Olavo Bilac (RJ 1865-RJ 1918)

2 respostas para Olavo Bilac

  1. paulo henrique herdy leão disse:

    Feliz a ideia de publicar poesias desses fabulosos escritotes/poetas da nodsa literatura. O momento pelo qual passamos isso se constituium refrigério. Parabénfs.

  2. “O homem é eterno quando seu trabalho permanece.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *