A Mesa do Senado ‘delubiou’
Na mesma reunião em que resolveu segurar por tempo indeterminado o sexto pedido de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente licenciado Renan Calheiros e arquivar pedido semelhante contra o representante mineiro Eduardo Azeredo, a Mesa do Senado tomou terça-feira uma decisão do bem: abriu mão da prerrogativa de decidir se encaminha ou não representações do gênero ao Conselho de Ética. Repassará burocraticamente as solicitações, e o colegiado que julgue, em cada caso, se cabe iniciar uma ação contra o senador acusado ou se rejeita a denúncia, por entender que é destituída de fundamento. Mas, sendo o que são os políticos brasileiros, não surpreende que essa iniciativa meritória tenha vindo em má companhia.
Embora sem votação formal, a cúpula do Senado derrubou a sugestão do presidente interino Tião Viana, do PT do Acre, para que se divulgasse no site da instituição como os seus membros declaram gastar os R$ 15 mil mensais da chamada verba indenizatória – para cobrir despesas com aluguel e manutenção de escritórios nos Estados, contratação de assessores e até com gasolina. Apenas 2 dos 81 senadores – o pernambucano Marco Maciel, do DEM, e o amazonense Jefferson Peres, do PDT – dispensam o ajutório. (AE/MS)
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