Parece mais não é
“Numa capital onde havia mais jornalistas -cerca de 1.400- do que congressistas e onde os colunistas podem ficar no poder durante décadas, enquanto os políticos vêm e vão, há um desejo compreensível de parte dos políticos de cooperar com a imprensa, lisonjeá-la e, se possível, confundir com confidências os jornalistas mais importantes ou críticos. Contudo, um dos resultados da cooperação íntima entre a imprensa e o governo é que acabam, freqüentemente, protegendo os interesses um do outro, e não os do público que supostamente representam”. Essa descrição precisa não se refere a Brasília, mas a Washington. (Está em “O Reino e Poder”, livro seminal de Gay Talese sobre a história do “New York Times)”.
Fernando Rodrigues, jornalista e blogueiro
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