“Nunca antes neste país, digo, nos Jogos Pan-Americanos, o presidente do país anfitrião foi tão vaiado e impedido de fazer o discurso de abertura como aconteceu com Lula no Maracanã. Seria um palanque para milhões no continente. O palanque ruiu.
Desde 1951, quando Perón abriu o primeiro Pan na Argentina, todos os presidentes fazem o discurso, não importa se Bush, da maior potência, ou Fidel, da isolada Cuba. Até nisso o Brasil é diferente.
Lula foi vaiado seis vezes, desde que botou o pé no estádio. Nem sua vibrante gravata vermelha desviava a atenção da expressão tensa, pesada. Chegou a pegar o microfone e as folhas do texto, mas simplesmente evaporou na hora do discurso. Um momento histórico”.
Eliane Cantanhêde, jornalista
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