RESENHA DE HOJE, 8.ag.07
– O artigo subscrito pelo presidente Lula sobre o caos aéreo, publicado em 2002 na Gazeta Mercantil, é de autoria do advogado Roberto Teixeira, na época advogado da Transbrasil.
– Agentes federais e representantes do Ministério Público fizeram operação de busca e apreensão de documentos de controle aéreo nos aeroportos de Cumbica e Congonhas e no Cindacta 1, em Brasília. Em Guarulhos, onde os controladores são civis, documentos puderam ser levados. Nos outros locais, a Aeronáutica barrou o acesso. A ação integra investigação do MP sobre o caos aéreo do ano passado. À tarde, o TRF suspendeu o mandado e ordenou a devolução dos papéis.
– Demitido, o brigadeiro José Carlos Pereira passou o comando da Infraero ligando a crise aérea a “falhas éticas”. Sérgio Gaudenzi assumiu pedindo que os diretores deixem os cargos.
– Acuado pelo revigoramento das denúncias e pela abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) começou a enviar sinais de socorro ao Planalto. O senador disse a ministros que os ataques dirigidos a ele miram, na verdade, o presidente Lula. A situação do senador se agravou com a quebra de seus sigilos fiscal e bancário.
– O caos aéreo causou um dia inteiro, ontem, de confronto aberto entre Aeronáutica e órgãos federais encarregados das investigações sobre os dois grandes acidentes aéreos ocorridos recentemente. Começou quando o chefe do Serviço Regional de Proteção de Vôos de São Paulo impediu que a Polícia Federal cumprisse ordem de busca e apreensão da juíza da 2ª Vara Federal de Guarulhos, no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 1) de Brasília e no aeroporto de Congonhas. Pego de surpresa em Brasília, o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, não poupou críticas ao Ministério Público. “Vão analisar o quê? As conversações? Nas mãos de pessoas não qualificadas, as informações podem ser perigosas. Nós somos os qualificados. É uma atitude perigosa. Tem que parar todo o controle de tráfego aéreo para retirar as fitas”, disse.
– Responsável por investigar o acidente com o avião da TAM, o coronel Fernando Camargo acusou ontem a Anac, a Infraero e a companhia aérea de atrasar os trabalhos do Cenipa (Centro de Investigação Aeroportuária) por não encaminhar documentos que serão usados no cruzamento de informações com os dados das caixas-pretas.
– Ao tomar posse ontem como novo presidente da Infraero (estatal que gerencia aeroportos), o engenheiro Sergio Gaudenzi diagnosticou um “nó” do sistema de aviação em São Paulo, defendeu a transferência de vôos para o Rio de Janeiro e Minas e pediu que todos os diretores, superintendentes e gerentes regionais da estatal ponham os cargos à disposição hoje. “Esse nó repercute em todo o país. Já o Rio, por exemplo, é subutilizado, poderia ter tráfego muito maior, assim como Confins, que fica na região central do país”, disse. Ele substituiu a José Carlos Pereira.
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