Em São Paulo, por ironia perversa, o agravamento da favelização vem a público em meio a um boom imobiliário. Chovem nos jornais ofertas de recantos paradisíacos, repletos de área verde, lazer, segurança total. Há até um empreendimento que usa a Bossa Nova como isca de um estilo de vida desfrutável. Não temos o Pan, não temos o Cristo Redentor, mas Tom Jobim – agora ele é nosso!
Fernando de Barros e Silva, articulista da Folha
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