O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), descartou nesta segunda-feira recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra o andamento de seu processo no Conselho de Ética. Ele responde por quebra de decoro parlamentar por ter contas pessoais supostamente pagas pelo lobista de uma construtora. Calheiros limitou-se a dizer ao deixar o Congresso: “não, de forma alguma”.
Mais cedo, no entanto, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB), disse que quebra de sigilos, fiscal, bancário e telefônico só poderiam ser feitas com a autorização da Justiça. Amanhã, a mesa diretora do Senado tem reunião marcada para decidir sobre o pedido à Polícia Federal pelo aprofundamento da perícia nos documentos de Calheiros. Ao deixar o Congresso nesta segunda-feira, o presidente da Casa também negou que esteja cada vez mais enfraquecido no cargo. “O que falam por mim não vale”, disse dirigindo-se a parlamentares que dizem que ele está cada vez mais isolado.
Maria Clara Cabral, Redação Terra
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