Juízes e funcionários do Tribunal Regional do Trabalho da 1° Região, no Rio, movimentaram quase R$ 320 milhões em operações financeiras suspeitas na última década, o maior volume do país detectado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Só funcionários do tribunal do Rio movimentaram 53,7% dos R$ 594 milhões citados no relatório feito pelo Coaf sobre tribunais de todo o país a pedido da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além do funcionário do TRT que girou R$ 282 milhões e seria um ex-doleiro, houve mais R$ 38 milhões em operações atípicas. Depois do TRT do Rio, aparecem os tribunais de Justiça de São Paulo e da Bahia com os maiores volumes – R$ 90,7 milhões e R$ 60,2 milhões. Não há prova, porém, de que todas as operações sejam irregulares. A investigação sobre juízes é o mais recente capítulo da crise no CNJ, que se arrasta há dois anos e inclui dossiês, bate-bocas e gavetas arrombadas. (O Globo )
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