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Operação Selo prende quadrilha nos Correios

“Passaram-se 810 dias entre a filmagem de Maurício Marinho e a Operação Selo, período que ficou marcado por uma das mais tumultuadas crises políticas do País – o escândalo do mensalão. A câmera oculta que flagrou o então chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios recebendo R$ 3 mil de propina levou à abertura de uma CPI e culminou, em 30 de março de 2006, na denúncia da Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra 40 pessoas. Até agora, porém, ninguém foi condenado.

Sem saber que estava sendo filmado, Marinho pediu um “adiantamento” de R$ 3 mil para que o interlocutor – enviado pelo empresário Arthur Wascheck Neto – entrasse no “rol de fornecedores”. Desenvolto, o funcionário dos Correios relatou que o dinheiro iria para um esquema operado pelo PTB na estatal. O achaque, revelado pela revista Veja em 14 de maio de 2005, atingiu em cheio o presidente do partido, Roberto Jefferson, à época deputado. Sentindo-se traído pelo governo, ele reagiu com uma entrevista bombástica, em 6 de junho.

Jefferson contou que o governo havia montado um esquema no Congresso e, mediante o pagamento de mesada a parlamentares, garantia a aprovação de projetos do seu interesse. Ele dizia que a filmagem havia sido feita pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a mando do então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Virou um inimigo encarniçado e perseguiu Dirceu até 1º de dezembro de 2005, quando o petista foi cassado.

Guilherme Scarance, jornalista

OPINIÃO: Matérias como esta têm o valor de preservação da memória histórica. A guerra da contra-informação mantida pelo PT-governo lembra as histórias que lemos sobre herr Goebles, ministro da Propaganda de Hitler, distorcendo o noticiário na própria imprensa controlada pela ditadura nazista. Aqui e agora, aproveitando-se da memória curta das massas, a intelligêntsia petista nega todos os fatos que comprometem as atividades corruptas dos “companheiros”, culpando jornais e jornalistas de “inventarem” as coisas. A “filósofa” Marilena Chauí culpa a mídia de “urdir” o apagão aéreo para alicerçar o golpe da zelite contra o Nosso Guia. MIRANDA SÁ

Miranda Sá

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