O professor Paulo Kramer foi acusado de racismo por ter usado a palavra “crioulada”. Agora ele vai processar quem o acusou: o reitor da universidade de Brasília e um grupo de estudantes ligados ao movimento negro. Ele alega que está sendo perseguido apenas porque manifestou sua contrariedade ao sistema de cotas adotado pela UnB. É o que eu digo na coluna da semana: proibe-se uma palavra com a finalidade de se proibir uma idéia.O caso da novela Sinhá Moça é ainda mais bizarro do que o do professor Paulo Kramer.
O Ministério Público da Bahia denunciou a Rede Globo por racismo. No último dia 20 de junho, oito meses depois que a novela saiu do ar, a emissora apresentou sua defesa, contestando ponto por ponto os disparates do promotor Almiro Soares Filho. O MP quer que, além de indenizar a comunidade negra, a Rede Globo seja condenada a produzir outra novela sobre o período da escravatura, orientada por historiadores indicados pelo próprio MP. (Diogo Mainard, colunista de Veja)
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