“Desde já estão abertas duas vertentes que irão tumultuar a apuração do caso.Culpa da Infraero e das autoridades da Aeronáutica que liberaram uma pista cuja reforma está inacabada, imprópria para um dia de chuva; ou culpa do piloto que fez a aproximação em velocidade superior à recomendada e atingiu o solo além do ponto indicado para o pouso, diminuindo consideravelmente a extensão da pista.Falha técnica (e criminosa) do aeroporto ou falha humana do comandante? Acima de qualquer suspeita, pelo menos até agora, está o aparelho, um Airbus tecnologicamente avançado, topo de linha para pequenas e médias distâncias. Na hora das reparações às famílias das vítimas, o jogo do empurra entre a Infraero e a TAM levará muitos e muitos anos”.
Carlos Heitor Cony, jornalista
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