“O Ministério da Educação, que demonstra séria preocupação com o estado lamentável da língua portuguesa na sua ministração em nossas escolas, é o órgão que, em governos passados, liderou a retirada da literatura dos currículos de ensino médio do país. Quer realizar uma olimpíada de português, mas retira os fundamentos do processo de aperfeiçoamento lingüístico, que se faz por intermédio da leitura. Foi uma decisão incompreensível do mesmo Ministério da Educação. Qual a vantagem de retirar do currículo a cadeira de literatura brasileira? Se fosse para descongestionar a grade, a opção jamais poderia ser essa num país em que se lê tão pouco e só uma pequena elite tem acesso aos nossos bens culturais, de que o livro talvez seja a maior expressão.
Arnaldo Niskier, da Academia Brasileira de Letras
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