Categorias: Notícias

HISTÓRIA – há 75 anos…

03/05/1933 – Brasileiras, eleitoras e eleitas

“O dia de hoje marca, para a mulher brasileira a data histórica de um triunfo memorável: pela primeira vez vai ela exercer o direito do voto. Pela primeira vez, politicamente emancipada, vai a mulher colaborar com o homem na escolha de uma Assembléia Constituinte e, eleitora e elegível, pela primeira vez, vem ela trazer o apoio, consciente e livre, de sua opinião, cooperando ativa e diretamente na organização da vida política do país”. Jornal do Brasil

Os brasileiros foram às urnas para eleger a Assembléia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração de uma nova Carta Magna para o país. Em virtude do Código Eleitoral promulgado em fevereiro de 1932, pela primeira vez em âmbito nacional as mulheres puderam participar tanto na qualidade de eleitoras como na de candidatas. Muitas se candidataram. As eleitoras, no entanto, não demonstraram com os seus votos confiança na força feminina.

Apenas uma deputada foi eleita, por São Paulo: a médica Carlota Pereira de Queiróz. A feminista Berta Lutz ficou na suplência, pelo Distrito Federal. Além dos deputados eleitos, a Assembléia contou com 40 representantes classistas, escolhidos de sindicatos de trabalhadores e patronais. Dentre eles, pelo Distrito Federal, Almerinda Farias Gama assegurou a participação feminina como delegada sindical.

A primeira experiência de participação política feminina que se tem conhecimento no país remete a 1928, no Rio Grande do Norte, quando foi eleita a primeira prefeita da América do Sul, Alzira Soriano. Tomou posse em 1º de janeiro do ano seguinte, mas não levou a diante o seu mandato, interrompido após a Revolução de 30, por divergências com as normas estabelecidas pelo Governo Vargas.

A projeção da mulher na vida pública

Historicamente, a emancipação feminina nunca despertou consenso nacional, sempre tida como uma ameaça à estabilidade familiar. Com a intensificação da sua projeção pública no início dos anos 30, a mulher passou a alvo de continuado constrangimento, tendo sua imagem extra-doméstica perversamente ridicularizada. Ainda assim, a aguerrida luta feminina seguiu em frente e conquistou considerável impulso na Constituição de 1934. Vários artigos beneficiaram a mulher, entre eles os que estabeleciam a regulamentação do trabalho feminino, a igualdade salarial e a proibição de demissão por gravidez.

Fonte: CPDoc/JB

Marjorie Salu

Compartilhar
Publicado por
Marjorie Salu
Temas: Notícias

Textos Recentes

DA CONSCÊNCIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Nesta última semana da campanha eleitoral, escorrego sobre um tapete reza no tobogã da consciência,  admirando…

20 de outubro de 2026 16h17

DAS PAIXÕES

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Civilização significa tudo aquilo que os seres humanos desenvolveram ao longo dos anos para se sobrepor…

13 de outubro de 2026 9h27

MODO GAVIÃO

MIRANDA SÁ ( Email: mirandasa@uol.com.br) Apesar de não usar aparelhos eletrônicos em viagens aéreas, ficava sempre curioso quando o comissário…

7 de outubro de 2026 17h28

BANÂNIA

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Diante da bruzundanguisse que assistimos no Brasil de hoje, é impossível para os que pensam livremente…

28 de setembro de 2026 18h51

números.com

MIRANDA SÁ (E-mail mirandasa@uol.com.br) Quando acompanho as bombásticas divulgações de pesquisas eleitorais os números que me vêm à cabeça não…

22 de setembro de 2026 18h03

castigo.com

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Visitando a UTI da Gramática, como de vez em quando faço, encontrei lá prostrada a palavra…

13 de setembro de 2026 20h17