“O presidente Lula produziu uma frase que poderia perfeitamente servir de dístico para o poder público brasileiro, o atual e todos os anteriores: “Em determinados cargos, a gente não diz aquilo que pensa nunca, a gente faz quando pode e, se não pode, a gente deixa como está para ver como é que fica”. Temos aí um condensado da hipocrisia, da mentira, da falta de transparência, numa ponta (a de nunca dizer o que pensa). Na outra, a versão moderna do Jeca Tatu (“o deixa como está”). Ou uma versão menos elaborada da “utopia do possível”, o lema de seu antecessor Fernando Henrique Cardoso, tão medíocre quanto o dístico de Lula”.
Clóvis Rossi, jornalista
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