“A expansão de vagas nas universidades federais promovida pelo governo Lula não foi acompanhada da criação de boas condições de aprendizado para os alunos. O número de vagas cresceu 15% (mais 18 mil) a partir de 2005. Das 59 novas unidades previstas, porém, apenas 14 ficaram prontas.
A falta de sedes próprias deixa 13 mil alunos em unidades provisórias, alugadas ou emprestadas, muitas vezes inadequadas. Em Santos (SP), alunos de educação física não dispõem de quadra nem piscina. Em São José dos Campos (SP), estudantes de ciência da computação não têm computadores.
Para a associação dos dirigentes do ensino superior, um dos motivos para essa situação foi o pouco tempo empregado no planejamento de cursos e unidades. O secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, diz que o mais importante é o “projeto ousado”, e não os problemas”.
(FOLHA DE SÃO PAULO)
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